O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Bancões devem registrar aumento da inadimplência no primeiro trimestre de 2022, mas os lucros bilionários estão garantidos, segundo as projeções dos analistas
Nesta semana começa a divulgação de resultados dos grandes bancos brasileiros no primeiro trimestre de 2022, em meio a expectativas dos primeiros sinais sobre se as instituições estão no caminho para cumprir as metas estabelecidas para o ano.
O Santander Brasil (SANB11) inaugura a safra de balanços amanhã (26), antes da abertura do mercado. Na semana que vem, o Bradesco (BBDC4) divulga os resultados no dia 5 e, na próxima semana, Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) publicam os números nos dias 9 e 11, respectivamente.
Como os três primeiros meses do ano são geralmente mais fracos, o mercado não tem grandes expectativas para os resultados desse período. Porém, algo que pode chamar atenção no lado negativo é o aumento da inadimplência tanto da pessoa física quanto da jurídica.
De acordo com os dados mais recentes da Serasa Experian, o número de pessoas com o nome sujo chegou a 65,2 milhões em fevereiro. Isso representa alta de 1,2 milhão só nos dois primeiros meses de 2022.
Além disso, o percentual de famílias que têm dívidas a vencer chegou a 77,5% em março, a maior proporção da história da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, conduzida pela CNC (Confederação Nacional do Comércio). Há um ano, o índice estava em 67,3%, ou seja, 10,3 pontos abaixo do atual.
“A qualidade dos ativos dos bancos brasileiros provavelmente continuará a se deteriorar no 1T22, enquanto acreditamos que seu índice de inadimplência pode retornar ao nível pré-pandemia até o final de 2022”, afirma o UBS BB em relatório enviado a clientes.
Leia Também
Um dos segmentos com maior peso no Ibovespa, os bancos estão acumulando alta na bolsa nos últimos meses.
De acordo com o Goldman Sachs, as ações dos bancos brasileiros tiveram desempenho melhor que a de seus pares latino-americanos, os quais, de maneira geral, estão operando abaixo da média histórica.
O Banco do Brasil se destaca com alta de 22% nos papéis e, ainda assim, o Goldman Sachs vê o papel depreciado. Confira:
| BANCO | AÇÃO | PREÇO 03/01 | PREÇO 19/04 | VARIAÇÃO |
| Banco do Brasil | BBAS3 | R$ 28,82 | R$ 35,21 | 22,2% |
| Bradesco | BBDC4 | R$ 17,84 | R$ 19,57 | 9,7% |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | R$ 23,29 | R$ 26,06 | 11,9% |
| Santander Brasil | SANB11 | R$ 30,74 | R$ 35,13 | 14,3% |
O otimismo com os bancos acontece devido à alta global de juros, que costuma favorecer os resultados das instituições financeiras. No Brasil, a Selic subiu de 2,75% ao ano para 11,75% nos últimos 12 meses.
Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) iniciou o ciclo de aperto monetário no mês passado, elevando os juros para um intervalo entre 0,25 e 0,5%, a primeira alta desde 2018. E, por lá, vários dirigentes do Fed têm se mostrado abertos a uma alta de 0,50 ponto percentual na reunião de maio.
Com exceção do Santander, os analistas têm majoritariamente recomendação da compra para as ações dos bancões. Mas o preferido em número de indicações positivas é o Bradesco (BBDC4).
Ainda que haja expectativa de piora da inadimplência, analistas esperam que os balanços dos bancos no primeiro trimestre mostrem rentabilidade estável.
De acordo com o Goldman Sachs, os spreads devem continuar fortes ao mesmo tempo que o custo de risco está sob controle. O UBS BB vai na mesma toada e prevê expansão dos lucros para a maioria dos bancos que cobre.
O primeiro balanço do Santander Brasil sob o comando de Mario Leão deve vir sem grandes surpresas, ainda que o mercado espere um aumento das provisões.
As margens do banco podem sofrer um pouco, com os índices de retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês) ligeiramente abaixo de 20%, segundo o UBS BB. Caso isso se confirme, será o segundo trimestre seguido que o índice ficará abaixo de 20%.
Mas o que isso significa? Basicamente, que a capacidade do Santander de gerar valor por meio dos seus próprios recursos diminuiu.
Segundo o consenso do Bloomberg, dentre os analistas que cobrem o Santander, apenas quatro recomendam compra e 12 recomendam manutenção. Nenhum recomenda venda.
O banco preferido dos analistas, cuja ação tem 17 recomendações de compra e apenas duas de manutenção, segundo o consenso da Bloomberg, deverá conseguir manter o ROE em 18% no primeiro trimestre, segundo o Goldman Sachs.
Para o UBS BB, os resultados podem indicar que talvez as projeções do banco para suas margens (guidance) tenham sido um pouco conservadoras.
“Esperamos que as margens do cliente se expandam, combinadas com provisões mais altas e taxas e despesas operacionais mais baixas”, disse o UBS em relatório.
De maneira geral, o mercado espera que os resultados do Itaú no 1T22 venham sólidos, sem maiores intercorrências.
O Goldman Sachs vê o lucro líquido recorrente se beneficiando dos volumes de crédito e da margem líquida de juros, que devem compensar as despesas com provisões.
Para os analistas do JP Morgan, o Itaú tem sido o banco mais proativo em ajustar seu modelo de negócio ao ambiente mais desafiador, marcado por altos níveis de endividamento.
No consenso da Bloomberg, 14 analistas recomendam compra das ações do Itaú, quatro indicam manutenção e apenas um recomenda venda.
Maior alta desde o início do ano entre os grandes bancos listados na bolsa, o Banco do Brasil tem recomendação de compra de 12 analistas, enquanto seis recomendam manutenção. Nenhum recomenda venda.
O BB deve apresentar aumento do lucro na comparação com o mesmo período do ano passado.
A expectativa do Goldman Sachs é de que o ROE se mantenha em 16%, o mesmo número estimado para o ano todo.
Um dos bancos mais relevantes na parte de empréstimos, o BB deve ver um crescimento importante desse segmento devido ao aumento dos spreads no crédito pessoal e nos cartões de crédito.
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Até que ponto o discurso em nome da liberdade de expressão se tornou uma forma das big techs tirarem as responsabilidades de si mesmas?
Quem costuma ler meus textos por aqui, sabe que gosto de começar com algum detalhe sobre mim. Os livros que gosto, os que odeio, alguma experiência da minha vida, algo que ouvi falar… Assim, vamos nos tornando mais íntimos um mês de cada vez. O texto de hoje é um desses. Quero falar sobre sonhos… […]
Ícone das criptomoedas possui história excêntrica, desde proximidade com Donald Trump a título de primeiro-ministro de micronação
As melhores distopias são necessariamente um retrato exacerbado do presente, que funcionam como uma espiada sensacionalista do está por vir se a sociedade decidir seguir determinado rumo. É como se a obra estivesse o tempo todo nos ameaçando com um futuro terrível… como se fosse a foto de um pulmão cinza e cheio de câncer […]
Enquanto muitos temiam os deepfakes, a grande mentira das eleições de 2024 pareceu mais algo criado na década de 1930. O que aconteceu?
A nossa relação com a arte mudou depois das redes sociais, mas até onde isso pode ser considerado uma coisa boa?
Se antes a voz do povo era a voz de Deus, agora Ele parece ter terceirizado o serviço para uma casta de intermediários: os influencers. Munidos pela força do algoritmo das redes sociais, que exige cada vez mais do nosso tempo, eles parecem felizes em fazer esse trabalho, até porque são muito bem pagos por […]
“As rodas da máquina têm de girar constantemente, mas não podem fazê-lo se não houver quem cuide delas”. Na falta de um jeito original de começar a news desta semana, recorro ao ChatGPT para me fazer parecer mais sofisticada. Oi, Chat! [digito educadamente na intenção de ser poupada caso as IAs tomem o poder] Quero […]
Enquanto Bolsonaro votou contra o Plano Real em 1994, Lula disputava a presidência contra Fernando Henrique Cardoso
Esses carros são reconhecidamente bons produtos, mas vendem pouco; saiba quando (e se) vale a pena comprá-los
Você provavelmente é mais inteligente entre seus círculo de conhecidos nas redes sociais. E aqui está o real motivo por trás disso
“Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”. Talvez seja um pouco irônico começar um texto sobre nostalgia citando uma música que me foi ensinada pelo meu próprio pai — e que fala sobre conflitos geracionais… A proposta de hoje: […]
Começo o texto desta semana com uma história que envolve o TikTok, Vladimir Putin e um jovem sub-astro da rede, filho de dois viciados em droga que perderam a guarda dele antes mesmo de seu primeiro aniversário. O contexto que une esses personagens é a guerra na Ucrânia. O jovem em questão é Denys Kostev, […]
Você pode sair deste texto preocupado…
Este texto não é sobre ganhar dinheiro, é sobre uma tendência
“Ah, é aquela rede social de gente mentirosa”, é o que eu ouço do meu avô de 91 anos ao tentar explicar o que é o Telegram. Assíduo espectador de noticiários, ele se referia não só às vezes em que a plataforma russa teve problemas com a Justiça brasileira, mas também ao seu conhecido uso […]
Os dois marcaram uma briga física, mas a batalha real é outra
Com desafios e oportunidades pela frente, o Seu Dinheiro reuniu as melhores oportunidades indicadas pelos especialistas em um guia exclusivo; baixe gratuitamente
Um homem chega em casa exausto depois de uma semana intensa de trabalho. É sexta -feira e tudo está em silêncio, o lugar está escuro. Ele mora sozinho. O vazio do ambiente começa a contaminá-lo a ponto de despertar uma certa tristeza pela solidão que enfrentaria nas próximas horas. Ele se senta no sofá e, […]