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PDT pula do barco, mas PEC dos Precatórios passa em 2º turno na Câmara mesmo assim

Apesar da mudança de posição pedetista, governo conseguiu 11 votos a mais do que no primeiro turno para passar a PEC com a qual pretende viabilizar o Auxílio Brasil

Vetos bolsonaro PEC Kamikaze Câmara
Sessão para a votação de propostas. Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira (PP - AL) - Imagem: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

Depois de ter votado a favor da PEC dos Precatórios em primeiro turno, o PDT pulou do barco e votou contra no segundo. Mesmo assim, a Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem o texto-base da PEC dos Precatórios em segundo turno por 323 votos a 172, dando mais um passo em direção à viabilização do Auxílio Brasil.

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Com o resultado, o governo conseguiu manter a espinha dorsal da PEC, que amplia o limite para as despesas no Orçamento de 2022, incluindo a mudança no cálculo do teto de gastos e o adiamento de parte das dívidas judiciais que teriam de ser quitadas no ano que vem.

Texto segue agora para o Senado

Depois de terem levado cerca de 13 horas para aprovar o texto-base, os deputados começaram a discutir os destaques para votação em separado, o que poderia provocar alguma alteração no texto. Entretanto, todas as alterações propostas foram rejeitadas e o texto segue agora para o Senado.

[captacao]

Vantagem ampliada

Com a maior presença de parlamentares na Casa, o governo ampliou a vantagem obtida na votação em primeiro turno de 312 votos a 144.

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A mudança da posição do PDT não foi suficiente para derrotar o projeto. Ontem, o partido decidiu orientar sua bancada de 25 deputados a votar contra a PEC, ao contrário do que ocorreu na votação do primeiro turno.

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PEC é necessária para tirar do papel o Auxílio Brasil

A PEC dos Precatórios libera R$ 91,6 bilhões de espaço no Orçamento de 2022 e é essencial para tirar do papel o Auxílio Brasil de R$ 400, como quer o presidente Jair Bolsonaro. Parlamentares contrários reclamam, porém, que a folga fiscal pode acabar sendo usada para turbinar emendas de relator, empregadas na distribuição de recursos a aliados do governo.

Sem essa de teto de gastos

Em uma das votações mais tensas de ontem, o MDB defendia a retirada do dispositivo que muda a correção do teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação e que foi criada durante o governo Michel Temer (MDB).

Sozinha, a alteração abre um espaço de R$ 47 bilhões para gastos no Orçamento de 2022, sendo R$ 45 bilhões para o Poder Executivo. Para este ano, o espaço adicional seria de R$ 15 bilhões.

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Susto

O discurso do MDB era o de "preservar" o teto de gastos criado por Temer. Ao seu lado na trincheira estavam os partidos de oposição. Do outro lado, o governo ainda se recuperava de um "susto": minutos antes, não conseguiu colocar 308 votos suficientes para manter no texto uma mudança na regra de ouro, que simplificaria a obtenção de uma autorização para usar recursos obtidos via emissão de dívida no pagamento de despesas correntes, como salários e aposentadorias.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), segurou a votação para garantir que o número máximo de deputados desse o seu voto. Com um quórum maior, o governo teria mais segurança de que manteria no texto o recálculo do teto. Após a tensão, o placar de 316 a 174 permitiu ao governo respirar aliviado.

Além da promessa de recursos de emendas a aliados, a base governista mobilizou um exército de prefeitos, que foram à Câmara dos Deputados e percorreram gabinetes de lideranças.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, afirmou que negociou com Lira o apoio dos prefeitos à PEC - que inclui um parcelamento de dívidas previdenciárias das prefeituras. "Estamos focados, são quase R$ 36 bilhões a menos (no valor da dívida) e 240 meses para pagar", disse.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

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