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RadioCash

De shopping a aeroporto: “Existe muita demanda para produtos de alta renda no Brasil”, diz Thiago Alonso, CEO da JHSF

Executivo da companhia participou de último RadioCash, podcast da Empiricus, e falou sobre setor

Thiago Alonso, CEO da JHSF Participações
Thiago Alonso, CEO da JHSF Participações - Imagem: Divulgação/Montagem Andrei Morais

A JHSF (JHSF3) se tornou referência no Brasil em empreendimentos imobiliários e na prestação de serviços para o público de alta renda. Nomes como Fasano, Shopping Cidade Jardim, Catarina Fashion Outlet e Fazenda Boa Vista são projetos de alto padrão que proporcionam experiências diferenciadas. E, desde sempre, essa foi a ideia da companhia. 

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“A visão que tivemos e que ainda temos é que existe demanda no Brasil para produtos e serviços voltados à alta renda. Não existia uma empresa que organizasse a oferta de produtos e serviços para este público alvo. É o que buscamos fazer”, afirmou Thiago Alonso, CEO da JHSF no RadioCash, podcast da Empiricus e da Vitreo, liderado por Felipe Miranda e Jojo Wachsmann. 

“Somos uma companhia que busca levar para o seu cliente uma melhoria na qualidade de vida. Agimos para construir relacionamentos de longo prazo”, afirmou o executivo durante a conversa. 

A JHSF tem espaço para ir mais longe. Conforme o executivo, o mercado de alta renda no país tem enorme potencial a ser explorado. “Pouca gente se deu conta, por exemplo, de que o Brasil tem a segunda maior frota de aviação executiva do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos”, contou ao comentar sobre o aeroporto Catarina, que fica em São Roque, na Região Metropolitana de São Paulo. O empreendimento da JHSF obteve autorização em junho deste ano para operar também voos internacionais. 

Serviços diferenciados 

A JHSF acaba, por oferecer serviços a uma classe mais alta, fugindo do “comum”. Ainda utilizando o exemplo da aviação, ao comparar o serviço da JHSF com um “normal”, são várias as distinções. “Em um voo comercial, você tem de chegar duas horas antes no aeroporto, ir ao balcão, despachar a mala, fazer o check-in, passar no raio-x, esperar uma hora e só depois embarcar. Na aviação executiva, o cliente para de carro ou helicóptero na porta do avião e vai embora”, explicou. 

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No entanto, esse empreendimento, que começou a operar no fim de 2019, ainda não mostrou toda sua potência. A pandemia da covid-19, com as restrições, impede até agora o ativo de operar em toda sua capacidade. “Preciso da normalização da vida no pós-pandemia para contabilizar a questão do fluxo. Isso é importante para a gente porque direciona dois dos três componentes da receita do aeroporto”, comenta o CEO.

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O negócio é baseado, segundo Alonso, em hangaragem, ou “estacionamento de aviões”; nas tarifas sobre o tráfego e na venda de combustível, esses dois últimos prejudicados pela queda do movimento. “Aeroporto é a soma do estacionamento, da rodovia pedagiada e do posto de gasolina. Nosso estacionamento está indo bem, mas os outros dois, não”, contou.

No setor de shoppings, em que a JHSF também atua, a questão é parecida. As limitações impostas pelos governos para controlar o coronavírus - e o próprio medo de boa parcela da população - continua mantendo o nível de ocupação abaixo daquilo visto antes do surgimento do vírus. Mas a companhia pensa em um cenário mais favorável adiante.  “O que estamos vendo nos shoppings centers, quando eles podem ficar abertos, deixa a gente encorajado” defendeu Alonso. 

Apesar de muitas pessoas estarem declarando que o varejo físico ficará um pouco de lado após a normalização, com as pessoas mais adeptas ao e-commerce, não é nisso que a diretoria da JHSF acredita. Isso porque, diferentemente de outras empresas do mesmo setor, há mais do que “vendas de produtos” envolvidas.

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“A construção do nosso negócio de shoppings centers sempre foi feita buscando encaixar a solução de consumo no estilo de vida do cliente. Ao invés de necessariamente ser um lugar patrimonialista para conseguir receita de aluguel, servimos experiência”, explica. “Tudo é feito de uma maneira para que as pessoas achem os shoppings um lugar legal e que gostem de frequentá-los”, completa.

Paisagismo, conforto e qualidade. As pessoas, então, buscam os shoppings da JHSF não apenas para comprar, mas também para usufruir de um ambiente agradável, o que blinda, pelo menos em parte, esse braço do grupo da ameaça do e-commerce. 

Planos de expansão

E, com essa crença, a empresa controlada por Alonso prepara alguns projetos para o futuro na vertente de shoppings. A JHSF espera, segundo o CEO, expandir o Cidade Jardim e também estuda um novo projeto para a cidade de São Paulo, entre a avenida Faria Lima e a rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior. Além disso, a JHSF estuda construir uma espécie de shopping no Boa Vista, seu condomínio em Porto Feliz, a cerca de 100 quilômetros de São Paulo. 

A ideia da companhia é cada vez mais unir seus serviços de acomodação e moradia com os de consumo. Além de em Porto Feliz, em São Paulo também existe o projeto de unir a já existente infraestrutura do shopping Cidade Jardim com acomodações. Ainda neste ano, o Fasano deve estrear um hotel. Para o fim de 2022 está programada a abertura de uma área residencial. 

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“Moradia, consumo, hospitalidade, gastronomia e viagens. Somos referência no que diz respeito ao imobiliário de alta renda. Na parte de consumo, temos os principais shoppings fashion do país e o principal outlet fashion do país. Em gastronomia e hospitalidade, o Fasano dispensa comentários”, enaltece o CEO. 

A fórmula da JHSF 

E a união de todos esses serviços parece estar agradando de forma generalizada. As ações da JHSF (JHSF3) avançam, desde 2019, quase 300%. Mais do que isso, os terrenos de condomínios da companhia, como no caso da Fazenda Boa Vista, também registraram valorizações consideráveis. “Preço é uma questão associada à qualidade. Àquilo que você entrega. Vimos acontecer uma valorização do patrimônio dos nossos clientes e ficamos felizes com isso”, disse. 

Para além da qualidade, é possível que os ativos da JHSF no interior tenham surfado, em parte, da tendência já não nova, mas acelerada pela pandemia, de tornar desnecessária a presença constante de executivos e funcionários em seus escritórios. Em 2020 e em 2021, já foi registrado um fluxo deste tipo, com pessoas buscando segundas residências. 

“Como visão de desenvolvimento urbanístico, está acontecendo em São Paulo o que aconteceu décadas atrás em grandes metrópoles mundo afora. Viver em uma grande cidade foi ficando cada vez mais caro e ainda comprometendo a qualidade de vida”. A ideia da JHSF é, justamente, ser uma opção.  

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“No geral, o que procuramos fazer no desenvolvimento da JHSF, é estar cada vez mais próximo da nossa base de clientes. É ser mais multiuso. Pegar um polo e dentro dele desenvolver soluções”, comentou. 

Dê o play no RadioCash e ouça a conversa completa com o Thiago Alonso, CEO da JHSF. Saiba mais sobre a empresa e o segmento de de alta renda no país.   

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