Segredos da Bolsa: bancões dos EUA divulgam balanços e inflação ganha holofotes locais
IPCA fechado de 2020 é o destaque da agenda brasileira

O Ibovespa enfim renovou as suas máximas de fechamento na semana que passou (e por duas vezes, ainda por cima!) e deve buscar novos picos nos próximos dias.
O índice recebeu um empurrão de um exterior positivo ao longo da semana, com as bolsas americanas renovando recordes de encerramento após a certificação de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos e o controle do Congresso por parte dos democratas.
Tais fatores dão aos investidores a perspectiva de que não vai faltar liquidez na praça, com mais estímulos fiscais à frente. E qualquer notícia sobre algum encaminhamento nesse sentido vai mexer com o seu dinheiro, não tenha dúvidas.
Mas não só as bolsas em Nova York tiveram boas histórias para contar nos últimos dias — em que pese a invasão do Capitólio, em Washington, na quarta passada (6).

As commodities também brilharam, em meio ao progresso da vacinação pelo mundo (apesar da alta nos casos de coronavírus) e a tendência de retomada da economia global, e, como o Brasil pode ser tanto chamado país do futebol como das matérias-primas, a valorização dessas mercadorias foi fundamental no desempenho do índice.
O minério de ferro e o petróleo fizeram crucial diferença para o Ibovespa, puxando as ações das gigantes Vale e Petrobras, que estão entre as principais participações na carteira do índice. O papel da mineradora se valorizou 16,6% na semana, e os da Petrobras, 9,8%.
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Entre as principais valorizações, as ações de empresas de siderurgia foram destaque mais uma vez: CSN ON disparou quase 22% no período, também na esteira do minério de ferro e na retomada econômica na China e aqui, com a perspectiva positiva pela demanda por aço.
Com isso, o índice acionário fechou a semana aos 125.076,63 pontos ao longo da semana, marcando novos recordes de fim de dia.
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO SEMANAL |
| CSNA3 | CSN ON | 38,76 | 21,70% |
| BRAP4 | Bradespar PN | 76,77 | 20,50% |
| GGBR4 | Gerdau PN | 29,10 | 19,02% |
| WEGE3 | Weg ON | 89,78 | 18,54% |
| GNDI3 | Intermédica ON | 91,40 | 16,67% |
| VALE3 | Vale ON | 102,00 | 16,64% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | 12,88 | 14,39% |
| USIM5 | Usiminas PNA | 16,51 | 13,00% |
| KLBN11 | Klabin units | 29,28 | 10,62% |
| HAPV3 | Hapvida ON | 16,78 | 10,10% |
A atual semana dará atenção aos primeiros dados corporativos nos Estados Unidos. Por aqui, teremos uma agenda macroeconômica em destaque, com a divulgação da inflação fechada do ano de 2020.
Bancões em cena no exterior
Alguns dos maiores bancos do mundo vão divulgar os seus dados corporativos nesta semana.
Os dados são referentes ao quarto trimestre de 2020 e também compilarão o resultado do ano, tomando 2019 como base de comparação.
A tendência é que o último quarto de ano dessas instituições continue mostrando melhora nas métricas de provisionamento e de lucros na comparação com trimestres imediatamente anteriores, embora não sejam lá tão boas quando medidas contra o ano retrasado. Afinal, a pandemia fez uma baita diferença.
O JPMorgan lidera a bateria de três bancões americanos, composta também por Wells Fargo e Citigroup.
Além disso, o calendário externo traz à tona dados de núcleo de inflação (que desconsidera os preços de alimentos e energia) dos Estados Unidos, além do número semanal de pedidos de seguro-desemprego.
Veja o calendário do exterior:
- Quarta-feira (13)
- Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, fala em evento (6h)
- Núcleos de inflação dos EUA (10h30)
- Quinta-feira (14)
- Balanço da Delta Air Lines (pré-mercado)
- Ata da reunião de política monetária do Banco Central Europeu (9h30)
- Número de pedidos de seguro-desemprego (10h30)
- Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, fala em evento (14h30)
- Sexta-feira (15)
- Balanço do JPMorgan (pré-mercado)
- Balanço do Wells Fargo (pré-mercado)
- Balanço do Citigroup (pré-mercado)
- Vendas do varejo dos EUA em dezembro (10h30)
Inflação é destaque na agenda doméstica
O mundo corporativo, diferentemente do que ocorre lá fora, não é destaque aqui nesta semana. Os olhos dos investidores estarão, sim, voltados à macroeconomia.
Isto porque a inflação oficial do país fechada para o ano de 2020 será divulgada. Crucial será observar o desempenho do grupo de alimentação e bebidas, cujo peso tem sido importante na aceleração recente da alta dos preços.
Em novembro, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) avançou 0,89%, um número maior do que o esperado pelos analistas do mercado.
Naquela ocasião, o IPCA acumulado em 12 meses ultrapassou pela primeira vez desde fevereiro o centro da meta de inflação para 2020, de 4,0%, alcançando 4,31%.
Confira o que a agenda doméstica reserva para a semana dos mercados:
- Segunda-feira (11)
- Pesquisa Focus do Banco Central (8h30)
- Pesquisa Focus do Banco Central (8h30)
- Terça-feira (12)
- IPCA relativo a dezembro (8h)
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