O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Depois do investimento na fintech, mercado começa a rever não só a imagem do bilionário, mas também o próprio conceito que se aplica a empresas mais sólidas
Apesar de alguns negarem veementemente, é difícil encontrar quem não fique interessado quando o assunto é traição. Seja aquela fofoca sobre o parente que anda com a cabeça mais pesada, o vizinho que jogou os pertences do cônjuge pela janela ou aquele casal de famosos que se separou de repente, a repercussão é grande.
Não à toa, a Guerra de Troia supostamente começou com uma pulada de cerca de Helena de Esparta e um dos grandes mistérios da literatura brasileira também está relacionado ao assunto. Afinal, Capitu traiu ou não traiu Bentinho?
Funcionando como uma espécie de microcosmo do mundo em que vivemos, o mercado de capitais também não deixa de ser afetado por traições. Sem o aspecto amoroso, os embustes financeiros não atraem tantas manchetes, mas nem por isso são menos sórdidos.
O caso que discutiremos nesta matéria, por exemplo, tem todo o necessário a uma trama digna de nota: uma relação que já dura cerca de 70 anos é subitamente abalada pela chegada de um elemento muito mais jovem e moderno à jogada.
Poderia ser o enredo de uma novela, mas na verdade trata-se apenas de um aporte financeiro. Há pouco mais de um mês, quando o Nubank anunciou que havia recebido um investimento de US$ 500 milhões da Berkshire Hathaway, empresa de Warren Buffett, o rumor começou a circular.
Estaria o megainvestidor, conhecido por seu casamento duradouro com o value investing e sua aversão a empresas de tecnologia, traindo a filosofia de investimentos criada por seu mentor, Benjamin Graham?
Leia Também
Conversei com dois especialistas para me ajudar a trazer a resposta para essa pergunta, mas, antes de chegarmos a um veredito, é importante saber o que é o value investing e porque essa estratégia costuma entrar em rota de colisão com as empresas de tecnologia.
O tema é complexo e já rendeu diversos livros e aulas, mas, em linhas gerais, o value investing é uma estratégia que aposta no potencial de valor das empresas a longo prazo em detrimento de seu preço ou volume de transações atual.
O objetivo, como explica o empresário e economista Norberto Zaiet, sócio-fundador da gestora Picea Value Investors, é encontrar companhias com preços “baratos” em relação a seu valor intrínseco. “A grande arte no value investing é buscar oportunidades geradoras de caixa que encontram-se negligenciadas pelo mercado”.
E, para encontrar o ouro escondido, não existe fórmula secreta: é preciso esmiuçar os balanços e colocar em prática os ensinamentos de análise de ações.
Hoje em dia, com as informações a um clique de distância, essa tarefa não é mais tão difícil. Mas, como conta Richard Camargo, analista da Empiricus, na época em que começou a construir seu gigantesco patrimônio, Warren Buffett costumava ir pessoalmente às empresas para conseguir os dados necessários.
Na volta para casa, com o caderno de anotações cheio de informações valiosas, o mago de Omaha se debruçava sobre os cálculos e escolhia suas companhias vencedoras.
Agora que você já conhece um pouco mais sobre a estratégia, é hora de entender porque o value investing não costuma cair bem quando falamos de empresas de tecnologia.
“O value investing está muito ligado a encontrar oportunidades de investimento que são, normalmente, geradoras de caixa. Quando falamos de tecnologia, o que acontece muitas vezes é que essas companhias não têm uma geração de caixa ou, na verdade, estão queimando dinheiro para crescer”, explica Norberto Zaiet.
Além disso, os múltiplos do setor, como o que relaciona preço e lucro, costumam ser elevados, tornando as empresas mais “caras” do que os value investors normalmente consideram razoável.
Segundo o economista, quem investe em ações de tecnologia paga um preço mais alto pela expectativa de crescimento do negócio e pelos chamados ativos “intangíveis”, ou seja, que não existem fisicamente.
O valor da marca, da carteira de clientes, do software desenvolvido e da inovação trazida para o setor são exemplos de itens que não são facilmente incorporados aos cálculos.
“Avaliar qualquer empresa é um exercício de fé. Colocamos premissas para o futuro sem certezas do que irá acontecer. Para a tecnologia, a diferença é que você tem que ser um pouco mais criativo”, aponta Richard Camargo.
O Nubank, por exemplo, candidato a pivô da separação entre Warren Buffett e o value investor, está cheio de intangíveis em seu balanço.
A fintech bateu os 40 milhões de clientes em junho deste ano e sua marca está cada vez mais presente nas finanças dos brasileiros.
Contudo, a empresa operou no vermelho desde sua fundação, em 2013, e registrou seu primeiro resultado positivo apenas no primeiro trimestre de 2021 - um modesto lucro de R$ 6,8 milhões.
Por isso, quando a fintech anunciou o investimento da empresa do mago de Omaha, a pulga se instalou atrás da orelha do mercado financeiro.
Antes disso, a companhia também havia enviado um cheque de US$ 250 milhões para a oferta pública inicial (IPO, da sigla em inglês) da Snowflake, uma empresa norte-americana de armazenamento de dados.
“Quem compra as ações da Berkshire Hathaway pensa que está investindo em value investing, e não em um portfólio de crescimento”, argumenta Zaiet.
O economista, porém, não acredita em traição. “O value investing é uma teoria que não ficou parada no tempo. Atualmente, não só para as empresas de tecnologia, mas em qualquer setor da economia, os intangíveis começam a ter mais valor e a estratégia está se adaptando para acompanhar essa evolução”.
Além disso, com Warren Buffett acumulando nove décadas de vida e seu braço-direito na empresa, Charlie Munger, batendo a marca dos 97 anos, a geração mais ortodoxa de value investors pode estar caminhando a passos largos para a aposentadoria.
Na última reunião anual da empresa, em maio, o megainvestidor confirmou que já havia escolhido um provável sucessor para o cargo de CEO da Berkshire. Apesar de não dar indícios de quando pretende deixar a empresa, ele revelou que Greg Abel é seu herdeiro presuntivo.
Não podemos dizer com certeza o que acontece quando fecham-se as portas das reuniões sobre novos investimentos, mas é razoável imaginar que a voz da nova geração de comandantes tenha cada vez mais peso nas decisões.
O banco fechou o quarto trimestre de 2025 com um lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,59 bilhões. Veja os destaques do balanço
O montante da dívida em jogo é estimado em R$ 1,2 bilhão, tendo como credores nomes como BTG Pactual, Prisma, Farallon e Santander
Segundo o CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni, o projeto marca a expansão da presença da companhia na região
Grupo tenta coordenar reação dos investidores após pedido de recuperação judicial e decisão do TJ-SP que bloqueou R$ 150 milhões da empresa
Autuação cita descarga de fluido de perfuração no mar; estatal tem 20 dias para pagar ou recorrer, enquanto ANP libera retomada da perfuração
Banco do DF diz que ações são preventivas e que eventual aporte ainda depende do desfecho das investigações
Segundo a estatal, alienação de ativos ociosos começa em fevereiro e pode arrecadar até R$ 1,5 bilhão para fortalecer investimentos e sustentabilidade da empresa
Jovem de 18 anos fatura R$ 1,6 milhão em apenas um mês com o Beerzooka, acessório para bebidas criado com impressora 3D
Para 2026, a gigante automobilística busca um aumento na receita líquida e na margem ajustada de lucro operacional; UBS diz se a ação ainda vale a pena
Às vésperas dos resultados da safra 2025/2026 (3T26), a corretora rebaixou a Raízen e manteve cautela com o setor sucroenergético, por isso, a aposta do segmento veio com ressalvas
De acordo com vazamentos de sites especializados, a versão mais acessível do iPhone 17 deve ser lançada ainda no mês de fevereiro.
Locadora diz ter alcançado os melhores níveis de alavancagem, custo e prazo médio da dívida em três anos
Apesar dos anúncios, as ações da petroleira operam perto da estabilidade, acompanhando o movimento do petróleo no mercado externo
Marcelo Noronha sustenta a estratégia step by step e afirma que acelerar agora pode custar caro no futuro. Veja o que disse o executivo.
O banco iniciou a cobertura da C&A e da Riachuelo, com recomendação de compra para ambas. Veja abaixo o potencial de alta nas ações das varejistas de moda
Ações do MPF, do governo de Minas e do MP estadual miram episódios nas unidades de Fábrica e Viga, em Ouro Preto e Congonhas
Mesmo depois de resultados dentro do esperado no quarto trimestre de 2025, os investidores reagiram negativamente à divulgação; entenda o movimento
Lucro cresce pelo oitavo trimestre seguido e ROE supera o custo de capital, mas ADRs caem em Wall Street; veja os destaques do balanço
Megafusão de mais de US$ 260 bilhões sai de cena após empresas não conseguirem chegar a um acordo que beneficiasse os acionistas
Rumores de um possível pedido de Chapter 11 da Braskem Idesa, petroquímica mexicana controlada pela companhia, pressionam as ações hoje