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2021-10-06T19:34:09-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
joint venture ESG

Raízen fecha parceria com Grupo Gera e planeja investir R$ 318 milhões

Operação complementa a plataforma de produtos e serviços renováveis da empresa; companhia também deve abrir novas frentes de negócio

6 de outubro de 2021
19:25 - atualizado às 19:34
Raízen
Imagem: Divulgação

A Raízen (RAIZ4) formou uma joint venture com o Grupo Gera, que também atua no setor de energia, e planeja investir R$ 212 milhões em participações em empresas do grupo. A companhia também está investindo R$ 106 milhões para o desenvolvimento de novos negócios.

Ao final da operação, a Raízen deterá o controle dos segmentos de geração de energia e desenvolvimento, enquanto a Gera manterá o controle de área de soluções. A parceria envolve as seguintes operações:

  • Geração de energia: atualmente com 15 plantas em 4 estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Pernambuco) e capacidade instalada para geração de 23 MW (127.000 MWh/ano), utilizando fontes limpas e renováveis como solar, hidro e biogás de resíduos sólidos urbanos;
  • Desenvolvimento de novos projetos de geração distribuída de energia renovável;
  • Soluções de tecnologia relacionados a contratação, gestão e consumo de energia elétrica e eficiência energética com foco no desenvolvimento e inovação para os consumidores de energia.

Segundo a Raízen, o movimento complementa a plataforma de produtos e serviços renováveis da empresa, "reforçando a posição de liderança no processo de transição e descarbonização da matriz energética global".

"O fechamento da operação está sujeito à satisfação de determinadas condições suspensivas estabelecidas no contrato, além de possíveis ajustes de preço comumente previstas neste tipo de transação", disse a Raízen.

Leia também:

Avanço da Raízen pós-IPO

A parceria com o Grupo Gera está entre os movimentos pós-IPO da Raízen, que estreou na bolsa brasileira há dois meses, e segue o anúncio de investimento de R$ 150 milhões para a construção de uma nova unidade de geração de eletricidade a partir de bagaço de cana-de-açúcar.

A companhia foi uma das vendedoras no Leilão de Energia Nova A-5 - realizado no dia 30 de setembro e com o objetivo a compra de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos - no qual a fonte de biomassa a partir de cana liderou as ofertas.

Como consequência, a Raízen Energia firmará determinados contratos de comercialização de energia em ambiente regulado pelo preço mínimo de R$ 273/Mwh.

A Raízen também informou recentemente que fechou sua primeira venda de longo prazo para a comercialização de gás natural renovável (biometano) com a Yara Brasil Fertilizantes, um dos maiores consumidores de gás natural no Brasil. O contrato tem prazo de cinco anos com um volume de 20.000 m³/dia.

O fornecimento do biometano, segundo a companhia, se dará por meio do portfólio da Raízen, com os resíduos do processo de produção de etanol, vinhaça e torta de filtro, nos parques de bioenergia do grupo. A Yara por sua vez utilizará o gás para a produção de hidrogênio e amônia verde em seus parques industriais.

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