🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

O futuro está no céu

A acirrada corrida pelo ‘carro voador’

Além de chamar a atenção no mercado de capitais, as startups de “carros voadores” estão atraindo talentos e parceiros de setores mais tradicionais da economia

Estadão Conteúdo
25 de julho de 2021
18:27 - atualizado às 18:30
Embraer Eve
Veículo de mobilidade urbana aérea de subsidiária da Embraer - Imagem: Eve

A corrida para colocar o "carro voador" em operação está se aproximando da etapa final. Até agora, mais de uma centena de empresas vem desenvolvendo pesquisas para criar um eVTOL (sigla em inglês para veículo elétrico de pouso e decolagem vertical, como é chamada oficialmente a aeronave).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas fusões recentes com Spacs (companhias que primeiro abrem capital na Bolsa para, depois, buscar um projeto para investir) colocaram algumas startups nas primeiras posições dessa corrida de bilhões de dólares e nos aproximam da tecnologia que deve revolucionar a mobilidade urbana.

Além de chamar a atenção no mercado de capitais, as startups de "carros voadores" estão atraindo talentos e parceiros de setores mais tradicionais da economia. Executivos e engenheiros de empresas como Airbus, Embraer, Boeing, Ford, Rolls-Royce, Jaguar, Goldman Sachs e Morgan Stanley, entre outras, estão hoje por trás das startups.

A disputa entre essas startups ganhou força mesmo no ano passado, quando começaram a surgir no setor investimentos de grande porte - sem os quais o desenvolvimento da tecnologia é inviável. Em relatório sobre o mercado de eVTOLS, o centro de inovação da Lufthansa destacou que empresas mais bem capitalizadas terão uma chance maior de chegar ao mercado primeiro. "Isso é ainda mais importante em uma indústria complexa, em que as startups necessitam de um capital mínimo de US$ 700 milhões a US$ 1 bilhão para desenvolver, certificar e comercializar com sucesso o táxi aéreo."

A Lufthansa afirmou ainda que os investimentos de venture capital (capital de risco) feitos na americana Joby Aviation e na alemã Lilium - as duas receberam, no total, US$ 940 milhões em 2020 - as colocavam na pole position. A questão é que, nos últimos meses, o movimento de fusões entre startups de eVTOLs e Spacs embaralhou a disputa no setor e a elevou a outro patamar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste ano, a Joby, a Lilium, a americana Archer e a inglesa Vertical anunciaram combinações de seus negócios com Spacs. Assim, as quatro empresas devem levantar US$ 3,9 bilhões (R$ 20 bilhões). A brasileira Embraer é outra que vem tentando uma fusão semelhante à realizada pelas concorrentes para desenvolver seu eVTOL, mas está em um estágio mais incipiente. Procurada, ela não quis falar sobre seu projeto.

Leia Também

Modelo de êxito

O consultor Marcus Ayres, sócio da Roland Berger que tem acompanhado o desenvolvimento de eVTOLs, diz ser difícil prever qual startup vingará, mas o modelo de negócios com mais chance é o de uma empresa que integra a cadeia de valor. Um relatório da Roland Berger aponta a Lilium e a Joby como as que estão indo melhor nessa direção.

A Joby, por exemplo, não deve ser apenas uma fabricante, mas também uma operadora - ela já pediu registro para isso. Por e-mail, a empresa afirmou que "operar um serviço de compartilhamento de caronas, em vez de vender veículos, é importante tanto para garantir a experiência ideal do cliente como para criar um modelo de negócios de receita recorrente atraente." A Lilium, por sua vez, está planejando oferecer o que chama de "serviço de marca".

De acordo com a Lufthansa, no entanto, haverá espaço para várias empresas vencedoras. Isso porque há diferentes projetos para demandas específicas - para voos dentro de cidades ou entre cidades, por exemplo. Além do volume de investimento que as startups receberem, a amplitude da rede e das parcerias dessas empresas - incluindo aqui governos, companhias de tecnologia, automotivas, aeroespaciais e aéreas - também será importante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não à toa, as startups de eVTOL têm anunciado parcerias com bastante frequência. A Eve, da Embraer, divulgou dez acordos com terceiros desde junho. A americana Archer, além de receber investimento da United Airlines, tem um acordo de cooperação com a companhia aérea para o processo de certificação com a agência que regula a aviação nos EUA e assinou contratos de até US$ 1,5 bilhão para fornecer eVTOLs à empresa.

A inglesa Vertical, por sua vez, terá a American Airlines como investidora e deve fornecer à companhia até 350 eVTOLs. Em nota, a American afirmou estar estudando como usará essas aeronaves em sua operação.

Ainda na avaliação da Lufthansa, estar entre as primeiras que colocam o "carro voador" no ar vai fazer diferença quando o mercado começar a se consolidar. Isso já foi verificado no segmento dos carros autônomos, em que os quilômetros rodados pelos veículos se tornaram o principal quesito na avaliação das empresas. O mesmo deve ocorrer com as fabricantes de eVTOLs, que também se preparam para realizar voos autônomos.

Prazo

Diante dessa preocupação e do fato de cronogramas apertados serem mais atraentes para investidores, as startups estão prometendo entregar aeronaves em 2024. Já a Embraer prevê seus primeiros eVTOLs para 2026. Na visão de Ayres, da Roland Berger, essa demora não necessariamente representa uma desvantagem - ao contrário do que afirma a Lufthansa. "Tem uma coisa que serve para a inovação em geral: nem sempre o primeiro é o vencedor. Certamente, o primeiro vai cometer erros, porque não terá com quem aprender."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se ainda é difícil apostar nos prováveis vencedores dessa corrida, especialistas e banqueiros destacam que é certo que veremos a tecnologia sair do papel nos próximos anos e criar um mercado de bilhões de dólares. Para a consultoria Deloitte, só nos EUA, esse mercado seria de US$ 17 bilhões em 2040. "Os participantes do ecossistema estão colaborando no desenvolvimento de uma estrutura regulatória robusta; e a tecnologia está avançando rapidamente", diz um relatório da empresa.

O banco Morgan Stanley projeta que o setor movimentará globalmente US$ 9 trilhões em 2050, considerando não só a operação do eVTOL como táxi aéreo, mas também o uso para fins militares, logísticos e por companhias aéreas. "O nascimento do eVTOL em escala não é uma questão de 'se', mas sim de quando, como e o que deve ser superado no caminho", diz documento do banco de maio.

REVOLUCIONÁRIO

Modelo

O "carro voador" não se assemelha ao usado pelos personagens do desenho Jetsons. A aeronave está mais para um helicóptero e seu uso será compartilhado - você não terá um eVTOL próprio. Mesmo assim, a tecnologia não deixa de ser revolucionária;

Combustível

Uma das principais diferenças entre eVTOL e helicópteros ou aviões é que ele será elétrico. Sem usar combustível de aviação, o impacto ambiental e o custo para operá-lo são reduzidos;

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Manutenção

As aeronaves estão sendo criadas para ser menos complexas que os helicópteros e, elétricas, demandarão menos manutenção, o que as torna mais baratas. No caso dos helicópteros, a manutenção corresponde a 30% dos custos de operação. Mais acessíveis, os eVTOLS poderão ter a mesma popularidade dos aviões comerciais, dizem especialistas;

Barulho

Mais uma vantagem do motor elétrico: ele é mais silencioso. Isso fará com que um maior número de aeronaves possa operar em grandes centros urbanos sem gerar poluição sonora;

Segurança

Os projetos preveem vários sistemas redundantes nas aeronaves. Assim, caso haja algum problema com uma peça ou um software, há algo semelhante para substituí-lo. Especialistas afirmam que eVTOLs deverão ser mais seguros que helicópteros

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PLANO DE SOBREVIVÊNCIA

Depois de prejuízo bilionário, Correios apertam o cinto e renegociam quase toda a dívida com fornecedores

15 de março de 2026 - 14:01

Com 98,2% dos débitos revistos, estatal economizou R$ 321 milhões enquanto tenta se recuperar da maior crise financeira de sua história

PRESSÃO FINANCEIRA

Resgate à vista? Porto (PSSA3) pode investir R$ 1 bilhão na Oncoclínicas (ONCO3) em meio à crise de liquidez, diz site

15 de março de 2026 - 11:16

Segundo o Brazil Journal, a seguradora negocia aporte bilionário na rede de clínicas oncológicas, que enfrenta pressão financeira e negociações com credores

VAI PINGAR NA CONTA

Além dos dividendos: Telefônica Brasil (VIVT3) aprova R$ 200 milhões em JCP

13 de março de 2026 - 19:13

Dona da Vivo pagará R$ 0,0625 por ação em juros sobre capital próprio; confira as condições e os prazos de recebimento do provento

COMPRAR OU VENDER

Pior dia em quatro anos: Embraer (EMBJ3) sucumbe aos riscos no Oriente Médio. Foi exagero ou não? JP Morgan responde

13 de março de 2026 - 19:03

O banco avalia os temores do mercado sobre atrasos na carteira de pedidos da companhia e diz o que fazer com a ação a partir de agora

EFEITO BRENT

Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e Brava (BRAV3): quem perde e quem ganha com a medida de Lula para compensar petróleo caro

13 de março de 2026 - 18:00

Pacote do governo prevê desoneração de R$ 15,9 bilhões no diesel e imposto de 12% sobre exportações de petróleo; analistas veem impacto relevante para exportadoras

DE VOLTA AO BÁSICO

Em reestruturação, a Azzas, dona da Arezzo e da Hering, ainda não alçou voos; veja por que BTG e Santander acreditam que ainda vale investir

13 de março de 2026 - 17:03

A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco

NOVA FASE DA EMPRESA

Magalu (MGLU3) resolve problema que nem o ChatGPT conseguiu ainda: por que Fred Trajano está ‘all in’ em Inteligência Artificial

13 de março de 2026 - 12:54

Na nova fase anunciada na noite de quarta-feira (12), o Magalu coloca a inteligência artificial no centro da estratégia — e Fred Trajano diz ter resolvido, via WhatsApp da Lu, um problema que nem a OpenAI, dona do ChatGPT, conseguiu

DEPOIS DA OPA

Sabesp (SBSP3) reforça aposta na Emae e desembolsa R$ 171,6 milhões por nova fatia

13 de março de 2026 - 10:32

Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação

SINAL DE ALERTA

Oncoclínicas (ONCO3) à beira de um calote? Por que a Fitch rebaixou o rating da empresa pela 2ª vez no mês

13 de março de 2026 - 9:54

Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida

JÁ NÃO ESTÁ BARATO

Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de março de 2026 - 9:34

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens

MAIS PROVENTOS

Privatização no horizonte e dinheiro no bolso: Copasa (CSMG3) aprova novo JCP aos acionistas; veja quem tem direito ao pagamento

13 de março de 2026 - 8:30

Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta

NOVA FASE

Magazine Luiza (MGLU3) inicia novo ciclo e quer acelerar o e-commerce — mas ainda se recusa a entrar na guerra de Shopee e Mercado Livre

12 de março de 2026 - 19:05

Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços

BALANÇO

Selic ainda aperta o Magazine Luiza (MGLU3): lucro cai 55% no 4T25 com pressão das despesas financeiras; lojas físicas seguram vendas

12 de março de 2026 - 19:01

O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados

REESTRUTURAÇÕES EM ALTA

Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 18:01

As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras

MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia

12 de março de 2026 - 15:40

A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil

NA MODA

O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Veja por que a ação pode subir até 40%

12 de março de 2026 - 15:15

“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra

BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar