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Saída de Wilson Ferreira Jr. está sendo vista como uma derrota para os planos de privatização da companhia elétrica

Quem vai assumir o comando da Eletrobras (ELET6) no lugar de Wilson Ferreira Junior, que renunciou ao cargo e vai assumir o comando da BR Distribuidora (BRDT3)?
A pergunta está na mente de todos os investidores desde o anúncio da saída de Ferreira no domingo (24), decisão que surpreendeu a todos negativamente – os recibos de ações (ADRs) da companhia recuaram mais de 11% no pregão de segunda-feira (25), e Nova York.
A resposta é crucial, porque servirá de indicador da intenção do governo federal em privatizar a companhia. Wilson assumiu o comando da empresa em 2016 justamente com este objetivo.
No momento, o plano de privatização consiste em promover uma capitalização da estatal com a participação de investidores privados e, desta forma, diluir a participação do governo
Sua saída está sendo interpretada como uma derrota deste plano, que encontra muita resistência política no Congresso. Não por acaso, as ações da companhia (ELET3 e ELET6) acumulam desvalorização de mais de 17% apenas em janeiro (vamos ver como elas acabam o pregão de hoje).
Como forma de apaziguar os ânimos dos investidores, a Eletrobras divulgou na noite de segunda-feira (25) um comunicado ao mercado indicando que a escolha do sucessor obedecerá a critérios técnicos e que a empresa será assessorada por uma consultoria externa especializada em recrutamento e seleção de executivos.
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“É atribuição legal e estatutária deste colegiado, e de igual modo compõe seu dever de fidúcia, eleger o sucessor do Sr. Wilson Ferreira Jr. na presidência da Eletrobras, de acordo com critérios e parâmetros técnicos capazes de identificar o candidato que melhor se adeque ao perfil, às qualificações técnicas e à experiência profissional necessários para assegurar a continuidade dos trabalhos de aprimoramento da governança e gestão da Eletrobras”, diz trecho do comunicado.
Em teleconferência com analistas para falar sobre sua saída, Wilson reafirmou que escolheu sair da Eletrobras por questões pessoais e que a privatização da Eletrobras “não ganhou tração” por conta da pandemia de covid-19.
Segundo ele, o processo continuará, mas é importante o envolvimento do presidente Jair Bolsonaro. “Para que a gente tenha o reforço da mensagem, é importante que ele [Bolsonaro] se envolva também”, disse ele, segundo o jornal Valor Econômico.
Apesar da fala dele, a privatização da Eletrobras perde força em Brasília. Recentemente, o candidato do governo à presidência do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que a venda da estatal não será foco de sua gestão.
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