STF retoma julgamento sobre ICMS e PIS/Cofins; decisão pode ter impacto de R$ 258,3 bilhões para União
Os ministros já haviam declarado inconstitucional a cobrança de ICMS na base de cálculo do PIS/Cofins, mas o governo pede que a decisão não tenha efeito retroativo

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira o julgamento sobre a retirada do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins. A Corte já decidiu em 2017 que a cobrança é inconstitucional, mas o alto impacto nas contas levou o governo a pedir a "modulação" dos efeitos apenas para o futuro.
As empresas, por sua vez, querem a devolução do que foi recolhido indevidamente no passado. A modulação de efeitos agora é alvo de deliberação pelo plenário.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) estima que uma decisão favorável às empresas tenha impacto potencial de R$ 258,3 bilhões, um passivo capaz de agravar ainda mais a situação das contas brasileiras.
As empresas, por sua vez, questionam o cálculo e também argumentam que ignorar o passivo pode prejudicar os balanços da companhias.
A questão é tão sensível para a equipe econômica que, no fim do mês passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, se reuniu com o presidente do STF, ministro Luiz Fux, para tentar apresentar os argumentos da União em defesa do recurso federal. Ele esteve acompanhado do procurador-geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano.
Leia Também
Nos últimos meses, a Receita Federal já tem observado um crescimento expressivo nas chamadas compensações tributárias, quando empresas declaram ter créditos a receber e usam isso para pagar menos imposto.
Em outubro do ano passado, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, reconheceu que esse aumento era fruto da decisão do STF.
Créditos já estão sendo cobrados
Na prática, as empresas começaram a se antecipar à decisão do STF e passaram a cobrar os créditos. Só no ano passado, as compensações somaram R$ 167,7 bilhões, um aumento de quase 60% em relação ao observado em 2019, quando o valor ficou em R$ 105,5 bilhões.
A tendência permanece para este ano. No primeiro trimestre de 2021, as compensações somaram R$ 48,4 bilhões, contra R$ 34,5 bilhões em igual período de 2020. Os números já estão corrigidos pela inflação.
Caso as empresas tenham uma derrota no STF, elas poderão ter que restituir à Receita esses valores descontados indevidamente. Um integrante da equipe econômica explicou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que, independentemente da origem da compensação, ela precisa ser homologada pela Receita em até cinco anos.
Nesse período, ela pode ser validada ou alterada se estiver em desacordo com a legislação. "Se a decisão for distinta da que motivou a compensação, necessariamente haverá revisão", explicou a fonte.
Após o julgamento de 2017, diversas companhias, inclusive aquelas listadas na Bolsa de Valores, começaram a incluir os créditos a que julgam ter direito em seus balanços como ativo.
O risco, caso o STF decida favorável à União, é essas empresas precisarem reconhecer as perdas, o que teria impacto sobre o mercado de capitais brasileiro, argumentaram empresas, investidores institucionais e companhias abertas em carta aberta divulgada também na véspera da decisão.
A Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) afirma que haverá prejuízos e perda de valor de mercado das ações. Há preocupação também em relação à percepção de insegurança jurídica que será passada aos investidores internacionais e agentes econômicos no caso de reversão de uma decisão tomada em plenário e com repercussão geral conhecida.
NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA
Preço do café cai, consumo aumenta: brasileiros voltam a encher a xícara em 2026
24 de setembro de 2026 - 10:57ENGENHARIA FINANCEIRA
Banco Genial na mira: Operação Crédito Oculto investiga suposto esquema para esconder donos de distribuidora de combustíveis
24 de setembro de 2026 - 9:51NA TRAAAAAVE!
368 apostadores ficam no quase na Lotofácil 3787; Lotomania e +Milionária pagam mais de R$ 100 mil por bolas na trave
24 de setembro de 2026 - 6:53É HOJE
INSS e BPC/LOAS são pagos hoje; confira datas de setembro de 2026 e regras dos benefício
24 de setembro de 2026 - 5:05IRPF 2026
Receita Federal abre consulta a lote de restituição do Imposto de Renda para quem caiu na malha fina
23 de setembro de 2026 - 8:50ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3786 e Dia de Sorte 1304 pagam prêmio principal; Mega-Sena 3061 acumula e agora promete R$ 38 milhões
23 de setembro de 2026 - 6:41BARGANHA GEOPOLÍTICA
Xi Jinping tem arma contra Trump que pode beneficiar uma empresa no Brasil, defende BTG
22 de setembro de 2026 - 16:35MUITO CUIDADO
Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)? Bradesco BBI analisa setor de papel e celulose e apresenta sua “top pick”
22 de setembro de 2026 - 15:55ATÉ ONDE A SELIC VAI?
Copom vê a economia esfriar, mas não dá ao mercado a resposta que ele mais quer sobre os juros
22 de setembro de 2026 - 11:28ASSEMBLEIA VIRTUAL
Greve na Caixa: funcionários votam proposta do banco para o fim da paralisação; conheça a decisão
22 de setembro de 2026 - 7:10DEZENAS DE GANHADORES
Lotofácil 3785 premia aposta simples e bolão com 35 participantes; Mega-Sena promete R$ 32 milhões
22 de setembro de 2026 - 6:38ESTÁ NO PREÇO
O Brasil vai quebrar? Entenda por que o risco fiscal mexe com a renda fixa, as ações e até o dólar
22 de setembro de 2026 - 6:03DEPOIS DO ALERTA
Nvidia e outras empresas de IA enfrentam o “vale das sombras” após alerta da Anthropic; o que fazer com as ações?
21 de setembro de 2026 - 19:30MAIS SELETIVO
Safra pisa no freio e corta preço-alvo de 5 ações do setor imobiliário — e uma destoa ainda mais das outras
21 de setembro de 2026 - 16:30A ORDEM IMPORTA