Países do G7 apoiam novas regras para tributar multinacionais em pelo menos 15%
A proposta é considerada um passo significativo em direção a um acordo global que entregaria a taxa mínima exigida proposta por Joe Biden

O G7 concordou em apoiar novas regras para tributar empresas multinacionais com um imposto de pelo menos 15%. A proposta é considerada um passo significativo em direção a um acordo global que entregaria a taxa mínima exigida proposta por Joe Biden, presidente dos Estados Unidos.
"Providenciaremos a coordenação adequada entre a aplicação das novas regras tributárias internacionais e a eliminação de todos os Impostos sobre Serviços Digitais, e outras medidas similares relevantes, em todas as empresas. Também nos comprometemos com um imposto global mínimo de pelo menos 15% por país", diz o comunicado do grupo.
Além disso, os países apontam que estão comprometidos a apoiar países mais pobres e vulneráveis nos desafios de saúde e econômicos associados à covid-19. O grupo apoia fortemente uma alocação de direitos especiais de US$ 650 bilhões para ajudar a atender à necessidade global de longo prazo por ativos de reserva.
"O FMI estima que, entre agora e 2025, os países de baixa renda precisarão de cerca de US$ 200 bilhões para intensificar a resposta à pandemia e construir amortecedores externos e mais US$ 250 bilhões em gastos de investimento para retomar e acelerar sua convergência de renda com as economias avançadas", diz o comunicado.
O G7 é composto pelas sete principais economias do mundo: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e EUA.
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Com imposto mínimo global, governos protegem soberania nacional, diz Yellen
A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse que a implementação do "imposto mínimo global", protege a soberania nacional dos países.
Ela afirmou que "as pressões que forçaram a redução das taxas de impostos corporativos serão aliviadas" e que o G7 busca apoio de outros países para a medida. "Procuramos endosso no G20 para acordo sobre imposto global", afirmou.
Política monetária vai continuar a suportar a recuperação econômica
O G7 afirmou, ainda, que segue a trabalhar para garantir uma recuperação global forte após a crise provocada pela pandemia de covid-19. "A política monetária continuará a apoiar a recuperação econômica após os impactos da pandemia e a garantir a estabilidade de preços, em conformidade com os mandatos dos bancos centrais", escreveram os ministros de finanças e líderes de bancos centrais do grupo.
O G7 promete no texto manter estímulos à recuperação enquanto for necessário: "Comprometemo-nos a manter o apoio às políticas enquanto for necessário e investir para promover o crescimento, criar empregos de alta qualidade e enfrentar as mudanças climáticas e as desigualdades"
Eles pontuam que o compromisso com a situação fiscal dos países no longo prazo, porém, não pode ser esquecido. "Uma vez que a recuperação esteja firmemente estabelecida, precisamos garantir a sustentabilidade de longo prazo das finanças públicas para nos permitir responder a crises futuras e enfrentar os desafios estruturais de longo prazo, inclusive para o benefício das gerações futuras", afirmam.
O grupo também reforçou compromissos cambiais já estabelecidos: "Reafirmamos nossos compromissos cambiais conforme elaborados em maio de 2017. Trabalharemos para construir um sistema econômico global seguro, resiliente e aberto", diz o documento.
*Com Estadão Conteúdo.
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