Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

especial seu dinheiro

Onde investir em 2021: imóveis têm recuperação desigual, mas juro baixo estimula mercado

Parte do setor imobiliário teve rápida retomada, mas segmento comercial ainda segue em compasso de espera por uma resolução da pandemia; imóvel ainda pode ser pouco prático como investimento direto

Kaype Abreu
Kaype Abreu
7 de janeiro de 2021
6:04 - atualizado às 16:33
Onde Investir 2021 Imóveis
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O ano em que ficamos em casa. Essa pode ser mais uma entre tantas definições para o improvável 2020. A pandemia do coronavírus levou muita gente a repensar em algum momento a relação com o lugar onde vive. Um apartamento pequeno demais e perto do trabalho vale mais ou menos do que um lugar mais amplo, porém afastado?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mesmo vale para as empresas. O home office adotado na quarentena veio para ficar? E, nesse caso, o que fazer com os escritórios alugados, muitos deles em regiões ultravalorizadas?

Todas essas questões também precisam estar na cabeça de quem pensa em comprar imóveis como investimento. Se por um lado o ambiente de juros baixos e o déficit habitacional histórico do Brasil favorecem o setor, de outro temos uma incerteza com a possibilidade de prolongamento da pandemia.

Há ainda problemas inerentes do ativo, que sempre dependeu muito da localização para ter bons rendimentos, a baixa liquidez (é difícil vendê-lo rapidamente) e demanda muitos recursos para se diversificar.

Este texto faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir em 2021. Eis a lista completa:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os pontos positivos

A crise desencadeada pela pandemia levou o Banco Central a fazer novos cortes na taxa Selic, para os atuais 2% ao ano. O movimento levou muitos investidores para outros ativos com maiores retornos do que o da renda fixa mais conservadora, como os imóveis.

Leia Também

A queda na taxa básica também reduziu o custo dos financiamentos imobiliários, o que se somou às medidas adotadas pelo governo federal ao longo de 2020 para incentivar os bancos a emprestar dinheiro.

A presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Cristiane Portella, diz que o mercado passa hoje por um momento "extremamente positivo e inesperado", depois do baque com o início da pandemia.

Em São Paulo, mercado mais aquecido do país, o gráfico de vendas de novos imóveis residenciais mês a mês mostra de fato uma recuperação em "V". Os preços também têm registrado variação positiva mais recentemente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além dos juros baixos, há um grande número de instituições com interesse em oferecer o financiamento imobiliário, o que ajuda a manter o setor aquecido, segundo Portella. "No passado, havia insegurança jurídica maior, mas isso foi resolvido e o mercado tem demonstrado bastante apetite", diz.

O bom momento se traduz no volume de financiamentos imobiliários no país, que aumentou 37% na comparação anual, chegando a R$ 92,7 bilhões, de acordo com os dados da Abecip.

O número, porém, não evidencia o desempenho do setor como um todo, que é dividido em duas grandes categorias: comercial e residencial. O primeiro ainda pode ser classificado em salas comerciais, galpões logísticos e shoppings.

Os preços dessas frentes têm se comportado de maneiras diferentes. Enquanto o residencial e os galpões logísticos (com a demanda do e-commerce) têm um bom momento, ainda há bastante incerteza sobre as salas comerciais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As incertezas

As medidas de distanciamento social e a adoção do home office fazem o mercado ponderar sobre a possibilidade de uma demanda crescente por residências maiores e não necessariamente perto de grandes centros comerciais. Nesse cenário, o espaços corporativos seriam mais compactos.

O que se tem de concreto hoje é um cenário em que parte das empresas estão adotando home office quase integral, enquanto o isolamento segue sendo a melhor medida para a prevenção de contágio da covid-19 — o que se reflete nos preços dos espaços comerciais.

Segundo o Índice FipeZap, o preço de venda de imóveis comerciais caía nominalmente 1,08% nos últimos 12 meses até novembro, enquanto o valor de locação acumulava recuo na mesma proporção. No mesmo período a inflação medida pelo IPCA havia sido de 4,03%.

O professor João da Rocha Lima Junior, do núcleo de Real Estate da Poli-USP, diz acreditar em uma recuperação de parte das salas comerciais, mas vê de fato uma mudança na postura das empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Grandes corporações perceberam que podem selecionar determinadas funções, deixando-as em casa, e reunir só a 'inteligência' da empresa, sem a parte burocrática", diz. "Isso pode ter um reflexo em demanda por salas menores, mas longe de acabar com os espaços".

Portella, da Abecip, fala em uma futura otimização das salas. "Acho que o momento é de ajuste entre oferta e demanda, sendo que a oferta já está dada", diz. "Veremos nos próximos anos muitas empresas trocando espaços maiores por menores."

Para o economista do DataZap, Pedro Tenório, parte do segmento comercial ainda segue em compasso de espera por uma solução macroeconômica. "Como a economia estará depois da pandemia é o que vai determinar se as pessoas alugarão salas comerciais para manter um serviço como o de advocacia, por exemplo."

O especialista lembra que a solução passa necessariamente pelas medidas que o governo deve tomar em busca de sustentação fiscal para o país, sem relegar o lado social.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tendências que seguem

Ainda que não dê para ter certeza do perfil de imóvel residencial que vai prosperar daqui para frente, Tenório aponta para a mesma tendência de antes da pandemia: espaços compactos perto dos centros.

"As pessoas dão muito valor à rua, para a praticidade de chegar rapidamente em casa. Uma parcela considerável da população ainda estará disposta a pagar mais para morar perto do trabalho. Se você quer uma valorização, pense nisso."

No entanto, ele diz que se a pandemia se prolongar para além de 2021 pode ser que o perfil de imóvel mais afastado dos grandes centros ganhe força. "Mas nossas cidades não têm periferia desenvolvida, com áreas verdes para aproveitar, por exemplo."

O especialista, que ressalta falar das dinâmicas em grandes cidades, lembra que antes da pandemia se via uma revitalização "tímida" do centro. Em São Paulo, Tenório cita a Cidade Tiradentes como um lugar cujo imóvel é barato e o aluguel é alto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale a pena?

Especialistas com quem conversei são unânimes em apontar o investimento em fundo imobiliário como a opção mais prática e acessível para quem quer ter esse setor na carteira — o que não significa que a compra direta de imóveis deva ser descartada.

Em primeiro lugar, conforme lembra Tenório, do DataZap, há poucos fundos residenciais no país. Em geral os FIIs são concentrados em galpões e salas comerciais.

Em segundo, há as condições macroeconômicas favoráveis já mencionadas. A própria Abecip espera um crescimento do setor imobiliário em 2021 da ordem de dois dígitos. Para além disso, vale a pena prestar a atenção nas seguintes especificidades:

  • Questões como localização e estrutura do empreendimento;
  • "Rental yield": métrica usada pelo setor para calcular o retorno que um investidor provavelmente obterá por meio do aluguel;
  • Veja se toda a documentação está em ordem;
  • Aproveite a competição entre os bancos e compare as taxas do financiamento imobiliário;
  • Olhe além da taxa de juros e compare o Custo Efetivo Total (CET) dos empréstimos;
  • Se for comprar na planta, verifique o histórico de entrega e a qualidade dos imóveis da construtora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
APETITE POR EMERGENTES

Guerra, petróleo caro e fuga dos EUA: o combo que pode jogar a favor do Brasil, segundo André Esteves, do BTG

31 de março de 2026 - 13:29

Chairman do BTG Pactual vê fluxo global migrando para emergentes e revela “carta na manga” brasileira; confira

CHOQUE ALÉM DO PETRÓLEO

A guerra no Oriente Médio já chegou no seu bolso — e os bancos tentam colocar em números o peso dessa inflação

31 de março de 2026 - 13:03

Entre preço de fertilizantes e desabastecimento de materiais, analistas aumentam as projeções de inflação para alimentos

SÓ O COELINHO NÃO DESCANSA

Feriados e chocolates: abril traz Páscoa e Tiradentes após um mês sem feriados nacionais; confira as datas

31 de março de 2026 - 7:45

Confira o calendário de feriados de abril para se programar e aproveitar para descansar durante o mês

EMPRESTA O BRILHO?

Lotofácil 3649 faz multimilionário na RMSP e teimosinha leva prêmio principal da Quina 6989; concurso 2374 da Timemania promete hoje prêmio maior que o da Mega-Sena 2991

31 de março de 2026 - 7:02

Lotofácil e Quina foram as únicas loterias a terem ganhadores na segunda-feira (30). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Já os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

AGENDA MENSAL DE BENEFÍCIOS

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para abril de 2026

31 de março de 2026 - 5:29

Bolsa-Família, Gás do Povo e mais programas sociais do governo realizam pagamentos neste mês; confira a agenda

MCMV PARA A CLASSE MÉDIA

Novo teto de R$ 600 mil do Minha Casa Minha Vida contempla imóveis em 1,4 mil ruas de São Paulo — em quais bairros estão essas casas e apartamentos?

30 de março de 2026 - 19:28

Um bairro da Zona Norte tem o maior número de ruas com imóveis que integram o novo limite do Minha Casa, Minha Vida, mas ainda está fora do radar dos compradores

EFEITO DOMINÓ

Guerra pressiona inflação global e pode travar cortes de juros, alerta FMI; Brasil já sente os primeiros efeitos

30 de março de 2026 - 16:46

Fundo vê risco de pressão persistente nos preços e alerta para impacto nas expectativas; mercado brasileiro já revisa IPCA para cima

BC JOGA NO TEMPO

Por que o BC pisou no freio? “Gordura” da Selic vira trunfo em meio à turbulência global e permite “ganhar tempo”, diz Galípolo

30 de março de 2026 - 13:05

Em evento, Gabriel Galípolo afirma que novos choques externos não mudaram a trajetória da política monetária; veja o que ele disse

O RECADO DO MERCADO

Inflação dá sinal de alerta no Focus: mercado piora projeções para alta dos preços e reforça juros altos por mais tempo

30 de março de 2026 - 9:03

Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana

FICOU NO VÁCUO

Mega desprestigiada? Dupla de Páscoa, +Milionária e mais 4 modalidades começam a semana com prêmios maiores que o da Mega-Sena

30 de março de 2026 - 7:52

Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.

O COELHINHO ENGORDOU

Caixa anuncia aumento de 14,3% no prêmio da Dupla de Páscoa; veja quanto vai ser sorteado no feriado prolongado

30 de março de 2026 - 6:44

Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.

CERTEZA DA INCERTEZA

Fim da linha para a queda da Selic? As perspectivas para os juros no Brasil com a guerra e a eleição pela frente

30 de março de 2026 - 6:04

Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também

ALÉM DO PETRÓLEO

Cenário de estresse global muda o jogo para a inflação e a Selic: veja o que pode acontecer com os juros, segundo o Inter

29 de março de 2026 - 17:09

Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais

COMBUSTÍVEL MAIS CARO

Alckmin espera fim de guerra em 60 dias e admite prorrogar subsídio ao diesel, com petróleo acima dos US$ 100

29 de março de 2026 - 14:40

Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado

CONTA MAIS CARA EM ANO ELEITORAL?

Para atenuar alta na conta de luz, governo pode conceder crédito de R$ 7 bilhões a distribuidoras de energia elétrica

29 de março de 2026 - 11:07

No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%

TÃO DOCE E TÃO SALGADO

Páscoa sem chocolate? Como a escassez de cacau vai influenciar um dos feriados mais esperados pela criançada

29 de março de 2026 - 10:22

Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate

SEM ACORDO

Após 30 dias de guerra, Irã fecha o cerco no Estreito de Ormuz

29 de março de 2026 - 9:57

Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano

AS MAIS LIDAS DO SD

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3), o susto de Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3) e a febre das loterias: confira o que bombou na semana

28 de março de 2026 - 15:31

O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa

DISPARADA DO PETRÓLEO

Combustíveis mais caros, lucro 37% maior: quem está ganhando com a guerra?

27 de março de 2026 - 18:45

Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos

O PESO DA GUERRA

Selic mais alta no radar? Santander revisa projeções de inflação com disparada do petróleo

27 de março de 2026 - 17:32

Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia