Nova proposta de reforma tributária onera mais a classe média, diz ex-presidente do BC
De acordo com Gustavo Loyola, se a reforma não elimina a ideia de que os ricos pagam menos impostos no Brasil, é sinal que ela teria que ser mais integrada e entrar mais diretamente na tabela progressiva e não ter alíquotas

Entre os pontos que o leva a ver a nova proposta de reforma tributária com frustração, o ex-presidente do Banco Central e atual sócio da Tendências Consultoria Integrada, Gustavo Loyola, cita o fato de o projeto onerar mais a classe média ao limitar o desconto padrão.
"Tem uma questão complicada porque tem contribuinte com maior capacidade para ter dedutibilidades, outros não… mas a verdade é que no mínimo, no mínimo, se tornou a vida mais difícil para parcelas da classe média sem um propósito. Eu pelo menos não entendi bem o propósito disso", disse Loyola durante Live nesta terça-feira, 6, sobre reforma tributária organizada pela FAS Advogados.
Além disso, de acordo com o ex-banqueiro central, a reforma não tem um efeito distributivo. De acordo com ele, se a reforma não elimina a ideia de que os ricos pagam menos impostos no Brasil - ele citou a manchete do Estadão de hoje - é sinal que ela teria que ser mais integrada e entrar mais diretamente na tabela progressiva e não ter alíquotas "flats" sobre determinados rendimentos.
"Não me parece que o efeito distributivo desta reforma seja grande. É como já disse antes: o que importa mais é como o governo realiza despesas. Não adianta tributar mais os ricos e gastar tudo para redistribuir esse dinheiro para beneficiar aquele próprio segmento que você tributou", criticou Loyola.
Restrição da mobilidade
Loyola disse que um de seus muitos equívocos, especialmente na proposta de tributação dos dividendos, é a restrição da mobilidade do capital. Segundo Loyola, o capital tem que estar disponível para ser aplicado onde ele tem maior retorno econômico.
Leia Também
De acordo com ele, a tributação sobre dividendos no mundo real afeta a maneira como a empresa se financia; capital próprio versus capital de terceiros.
"Embora do ponto de vista teórico seja igual, na vida prática você cria um incentivo ao aumento da utilização de capital de terceiros. Isso pode não ser necessariamente um mal, mas muda a estrutura", observou Loyola.
"A tributação não deve, de maneira nenhuma, restringir a mobilidade do capital. Então, se o acionista quer tirar dinheiro da empresa que trabalha no setor A para investir no setor B, ele tem que ser livre para fazer isso sem um custo adicional e não ter, como incentivo, que criar dentro dessa empresa original uma nova linha de negócios por não poder tirar dali os recursos para investimentos em outro segmento", disse Loyola.
"Ao meu ver, eles cometeram um equívoco ao tributar o dividendo distribuído de pessoa jurídica para pessoa jurídica. E aquela sistemática que eles governo colocaram lá não é suficiente", disse o ex-presidente do BC.
Loyola entende que a proposta poderá ser alterada no Congresso. "A experiência no Brasil mostra que o governo sempre manda reformas para o Congresso com alguma gordura e a gente já viu ai alguns sinais do governo de que pode recuar como, por exemplo, na questão da alíquota do IR sobre pessoa jurídica. Ele admite que a dedução e 5% pode ser já de imediato".
Para ele, dentro dessa reforma, há muito espaço para corrigir seus problemas.
Ainda segundo o economista, ao amarrar o projeto de reforma tributária à correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, de algum forma, amarrou o Congresso. Isso porque agora o Congresso tem maiores dificuldades de não aprovar a reforma porque isso significaria deixar de corrigir a tabela do IR que, do ponto de vista político, é negativo para os parlamentares.
"Com isso, o governo buscou aumentar a chance de aprovação. Mas o meu julgamento é o de que a reforma deixa a desejar. Foi muito aquém do que poderia ter sido e deixou de focar em reformas que seriam mais essenciais para o Brasil nesse momento", disse.
DISPUTA POLÍTICA
Split payment opõe Flávio Bolsonaro e governo Lula em debate sobre o caixa das empresas
10 de outubro de 2026 - 15:05ABRE E FECHA
A bolsa abre no feriado de Nossa Senhora Aparecida? Veja como será o funcionamento da B3, dos bancos, do Pix e dos Correios em 12 de outubro
9 de outubro de 2026 - 10:44MÁQUINA AZEITADA
Lotofácil 3800 faz 2 novos milionários e ainda premia um bolão; Mega-Sena 3068 acumula e prêmio agora está em R$ 112 milhões
9 de outubro de 2026 - 6:24PRESSÃO QUE VIROU CONDENAÇÃO
Eduardo Bolsonaro tem prisão decretada e passaportes cancelados por Moraes após condenação no STF
8 de outubro de 2026 - 16:53BUILDINGS SUMMIT 2026
Mercado Livre vê ‘longo caminho’ para o e-commerce no Brasil e aposta em nova fronteira — mas há um obstáculo para o setor
8 de outubro de 2026 - 15:39A CONTA DA GOVERNABILIDADE
A euforia com Flávio Bolsonaro pode virar frustração? Por que uma vitória sobre Lula não é cheque em branco para reformas
8 de outubro de 2026 - 11:38ALTOS PRÊMIOS
Lotofácil 3799 deixa duas pessoas a meio caminho do primeiro milhão de reais no Paraná; +Milionária 396 acumula com bola na trave impressionante
8 de outubro de 2026 - 7:10NO FOGO CRUZADO DAS ELEIÇÕES
Fim da escala 6×1: nova regra pode sair do papel antes do segundo turno? Entenda em que pé está a votação
7 de outubro de 2026 - 17:52ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro ou Lula no segundo turno? Moody’s compara cenários e aponta os riscos para investidores
7 de outubro de 2026 - 14:05FINANCIAMENTO SUSTENTÁVEL
ETF com selo do BID e que investe na Amazônia Legal? AMAB11 atrai R$ 66 milhões em apenas dois meses
7 de outubro de 2026 - 12:03RECEIO COM A IA
Ray Dalio volta a bater na inteligência artificial e defende que bolha está prestes a estourar. Quais são os sinais?
7 de outubro de 2026 - 11:47TEM PRA TODO MUNDO
Lotofácil 3798 tem 58 ganhadores, mas só um vai embolsar valor milionário; Mega-Sena 3067 acumula e prêmio atinge a marca de R$ 100 milhões
7 de outubro de 2026 - 7:16ESTÁ VALENDO
Primeiro dia sem bets e R$ 1,3 bilhão em saldo: o prazo para a restituição das apostas on-line começará a correr
6 de outubro de 2026 - 19:28SD EXPLICA
O Brasil vai dar calote na dívida pública? Entenda os riscos para os títulos públicos do Tesouro Direto
6 de outubro de 2026 - 11:41PISOU NO FREIO
Quer vender seu carro? Mercado de usados já não paga como antes — e exige atenção aos elétricos
6 de outubro de 2026 - 8:00DE OLHO NOS BOLETOS
Inquilino não pagou o condomínio? Saiba quem responde pela dívida e o que pode acontecer com o morador inadimplente
6 de outubro de 2026 - 6:01CORRIDA CONTRA O RELÓGIO
Tem dinheiro esquecido nas bets? Faltam poucas horas para sacar antes do fechamento das plataformas
5 de outubro de 2026 - 14:21NO RETROVISOR
Mega-Sena acumulada se aproxima dos R$ 100 milhões e cola de vez na +Milionária
5 de outubro de 2026 - 7:48ELEIÇÕES 2026