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Expectativas para 2021 apontam para alta de 3,40% da economia e inflação de 3,32%, segundo Relatório Focus
Na última edição do Relatório Focus de 2020, os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) revisaram levemente para baixo as estimativas para a inflação no ano passado e voltaram a melhorar as perspectivas para a atividade econômica.
A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2020 passou de um avanço de 4,39% para 4,38%. Ainda assim, ele permanece acima dos 4,21% estimados há quatro semanas e do centro da meta de inflação para o ano, de 4,0%.
O IPCA está em movimento de alta nos últimos meses, puxado principalmente pelos preços dos alimentos. O IPCA-15, considerado uma prévia do índice, apresentou alta de 1,06% em dezembro e fechou 2020 com aumento de 4,23%.
As projeções para a inflação em 2021 também foram revisadas para baixo, de uma expansão de 3,34% para um crescimento de 3,32%.
Em relação ao PIB, a mediana das projeções dos economistas de mercado ouvidos pelo BC indica uma contração de 4,36% em 2020. Trata-se de uma melhora ante o que era esperado anteriormente, uma queda de 4,40%.
Para 2021, a expectativa é de um crescimento de 3,40% da economia brasileira, abaixo dos 3,49% da semana passada e inferior à expansão de 3,50% projetada há um mês.
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O Relatório Focus traz ainda que os economistas melhoraram pela sexta edição seguida a projeção para a dívida líquida do País, tanto em 2020 como em 2021.
A expectativa agora é de que ela alcance 64,6% do PIB em 2020, abaixo dos 65% estimados na semana passada. Para 2021, a perspectiva é de que ela alcance 66,3% do PIB, menos que os 66,6% divulgados no boletim passado.
A expectativa para o déficit primário permanece sendo de 10,6% do PIB em 2020 e 3% em 2021, enquanto a projeção para o resultado nominal nos dois anos continuou negativa, em 15% e 7% do PIB, respectivamente.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
Os economistas reduziram a projeção para a balança comercial em 2020 pela quarta semana seguida, de superávit comercial de US$ 55,5 bilhões para US$ 55 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 58 bilhões.
Para 2021, a estimativa de superávit foi mantida em US$ 55,1 bilhões. Há um mês, ela estava em US$ 56,5 bilhões.
A Secretaria de Comercio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulga a balança comercial de dezembro e do acumulado de 2020 nesta segunda-feira (4), às 15h.
Segundo a mediana da pesquisa do Projeções Broadcast, o mercado espera que a balança comercial brasileira tenha o 11º superávit seguido em dezembro, de US$ 117 milhões.
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