Inflação da construção civil desacelera para 1,24% em julho
A desaceleração do indicador foi puxada pelo arrefecimento do subíndice de Mão de Obra, que passou de 2,98% em junho para 1,12% este mês

O Índice Nacional de Custos da Construção - M (INCC-M) desacelerou de 2,30% em junho para 1,24% em julho, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).
A inflação somada em 12 meses pelo índice avançou de 16,88% em junho para 17,35% em julho. O INCC-M acumula alta de 10,75% em 2021. A desaceleração do indicador foi puxada pelo arrefecimento do subíndice de Mão de Obra, que passou de 2,98% em junho para 1,12% este mês.
Todas as aberturas do indicador registraram alívio da inflação: auxiliar (3,02% para 1,15%), técnico (3,08% para 1,12%) e especializado (2,51% para 0,97%).
O subíndice de Materiais, Equipamentos e Serviços também desacelerou, de 1,65% para 1,37%, com alívio de Materiais e Equipamentos de 1,75% para 1,52%, puxado por materiais para instalação (1,11% para 0,28%).
Já o grupo Serviços arrefeceu de 1,19% para 0,65%, influenciado por itens serviços técnicos (2,29% para 0,92%) e aluguéis e taxas (0,96% para 0,38%), segundo a FGV.
Confiança
O Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 3,3 pontos em julho, para 95,7 pontos, na série com ajuste sazonal É o maior nível do indicador desde os 96,3 pontos de março de 2014.
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Em médias móveis trimestrais, o ICST avançou 3,6 pontos, a segunda alta seguida. O resultado positivo de julho foi puxado pela melhora das perspectivas dos empresários para os próximos meses.
O Índice de Expectativas da Construção (IE-CST) avançou 6,8 pontos na série com ajuste sazonal, para 102,2 pontos, o maior nível desde os 104,2 pontos de janeiro de 2020. Os dois subíndices do IE-CST registraram alta em julho. O indicador de demanda prevista subiu 6,4 pontos, para 102,3 pontos, enquanto o indicador de tendência dos negócios avançou 7,2 pontos, para 102,0 pontos.
Na outra ponta, o Índice de Situação Atual da Construção (ISA-CST) cedeu 0,1 ponto em julho, na série com ajuste, para 89,4 pontos. A queda foi motivada pela piora do indicador de situação atual dos negócios, que caiu 4,3 pontos no mês, para 88,3 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da construção cedeu 3,7 pontos porcentuais em julho, para 73,7%. A contração foi motivada por quedas de 3,7 pontos porcentuais tanto no Nuci de Mão de Obra quanto no Nuci de máquinas e equipamentos, a 75,2% e 66,6%, respectivamente.
Na leitura de julho, 26,7% das empresas da construção apontaram aumento da atividade, o maior porcentual desde outubro de 2012. Outras 19,5% relataram redução da atividade no período.
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