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Sem surpresas

Fed reforça visão de alta temporária na inflação e política acomodatícia em nova ata

As autoridades monetárias destacaram que concordam em buscar inflação "moderadamente acima de 2% por algum tempo"

Ata Fed
Imagem: Shutterstock

A ata da mais recente reunião dos dirigentes do Federal Reserve (Fed), divulgada hoje (19), indicou que a compra de ativos por parte do banco central será mantida até que "progressos substanciais" sejam feitos em inflação e emprego. 

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No entanto, os dirigentes da instituição voltaram a afirmar que o impacto nos preços é oriundo de pressões temporárias e que o cenário segue demandando uma política monetária acomodatícia, ainda que os estímulos monetários e fiscais venham fazendo a economia crescer.

As autoridades monetárias frisaram que concordam em buscar inflação "moderadamente acima de 2% por algum tempo".

A ata trouxe ainda o alerta sobre os riscos de se manter a posição altamente acomodatícia por um longo período. Os dirigentes disseram que a política monetária será ajustada caso surjam riscos que ameacem a meta do Fed. 

Melhora no cenário

Um dos pontos positivos foi a retirada da palavra "considerável", ao se referir aos riscos à economia dos Estados Unidos, do comunicado. De acordo com o documento, a omissão do termo reflete a melhora no cenário econômico, fruto do acelerado avanço da vacinação contra o coronavírus e de medidas de apoio fiscal.

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"Os membros concordaram que a declaração pós-reunião deveria reconhecer que os indicadores de atividade econômica e emprego haviam se fortalecido, mas que, apesar de apresentarem melhorias, os setores da economia mais afetados pela pandemia permaneceram fracos", destaca o texto.

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Ainda assim, os dirigentes destacaram que as incertezas seguem elevadas e que o quadro é "altamente dependente" da evolução do coronavírus, embora os riscos não estejam mais "tão elevados" quanto em meses anteriores. Alguns deles também disseram que programas de medidas de apoio fiscal podem estar "mascarando vulnerabilidades entre famílias e empresas".

* Com informações do Estadão Conteúdo

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