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Alívio no Orçamento

Com receita acima do esperado, Economia reduz estimativa de rombo nas contas públicas em 2022

Considerando todo o setor público, o que inclui Estados e Municípios, as novas projeções da pasta preveem até mesmo um saldo positivo

Moeda de um real
Imagem: Shutterstock

O Ministério da Economia reduziu para 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 42,9 bilhões, a projeção de déficit nas contas do governo central em 2022.

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Considerando todo o setor público, o que inclui os cofres de Estados e Municípios, as novas estimativas - que já levam em conta o cenário de aprovação da PEC dos Precatórios e o consequente aumento de R$ 106 bilhões nos gastos - preveem até um saldo positivo.

A última projeção, divulgada há poucos dias, estimava déficit de 0,99% do PIB. A melhora, segundo apurou o Estadão, seria puxada pela arrecadação mais forte e supera a prevista no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) enviado ao Congresso.

A Economia projeta o total da despesa primária em 2022 em 18% do PIB (com PEC), ante 17,5% no envio do PLOA. A projeção de déficit em 2021 é de 1,1% do PIB (com PEC). O cenário anterior era de 1,2% (sem PEC).

JP Morgan prevê superávit em 2021

Por falar em melhora na arrecadação, o JP Morgan prevê que, com uma ajudinha dos impostos, dividendos e dos governos locais, as contas públicas podem estar prestes a registrar seu primeiro superávit primário em oito anos.

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Na linha de receitas, os analistas do JP Morgan revisaram o cenário para o país e acrescentaram uma estimativa mais generosa para o valor dos dividendos que devem ser pagos à União ainda neste ano.

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A mudança no cálculo foi necessária após o BNDES reportar fortes resultados no terceiro trimestre, acompanhados pelo anúncio de R$ 8,6 bilhões em proventos para o Tesouro Nacional.

O JP Morgan considerou também a revisão bimestral de receitas e despesas feita pelo próprio Tesouro. O órgão aumentou em R$ 17,8 bilhões os dividendos projetados para este ano.

“Junto com o sólido superávit dos governos regionais e estaduais, os dividendos devem levar o saldo primário consolidado do governo a um ligeiro superávit de 0,1% do PIB neste ano, o primeiro desde 2013”, escrevem os analistas.

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Porém, vale destacar que a projeção do JP Morgan para o resultado das contas públicas em 2021 está longe de ser consenso. De acordo com o último boletim Focus do Banco Central, o mercado projeta um déficit primário de 0,70% do PIB para o país neste ano.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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