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Para o banco, a queda de 0,1% do PIB do terceiro trimestre e o avanço da PEC dos precatórios no Congresso fizeram com que as estimativas convergissem para a manutenção do ritmo de alta de 1,5 ponto

O JP Morgan espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a taxa Selic em 1,5 ponto porcentual na decisão da próxima quarta-feira (8) a 9,25% ao ano. Segundo o banco, a tendência é que o colegiado mantenha um tom duro na sua comunicação.
Para o banco, a queda de 0,1% do PIB do terceiro trimestre e o avanço da PEC dos precatórios no Congresso fizeram com que as estimativas convergissem para a manutenção do ritmo de alta de 1,5 ponto. Os analistas notam que a deterioração das expectativas de inflação para 2022 havia criado a chance de um aperto mais forte já nesta reunião.
Apesar da manutenção do ritmo, a tendência é que o BC continue com um tom duro na sua comunicação. "Na nossa visão, o Copom vai sinalizar outro ajuste da mesma magnitude na reunião de fevereiro e continuará afirmando que é apropriado avançar 'ainda mais no território contracionista'", afirmam a economista-chefe do JP Morgan no Brasil, Cassiana Fernandez, e o economista Vinicius Moreira, que assinam relatório do banco.
O JP Morgan espera ainda que as projeções de inflação do Copom fiquem próximas às da última reunião para 2022 (4,1%) e abaixo do que havia sido previsto para 2023 (3,1%). A tendência também é que os membros do colegiado reconheçam um cenário internacional mais desafiador e reforcem a deterioração da inflação.
"Agora, parece mais incerto o quanto o PIB do terceiro trimestre e a nova variante da covid-19 vão aumentar a preocupação do Copom com o crescimento econômico, que poderia levar a uma desaceleração do ritmo de aperto mais cedo do que o esperado", avaliam os economistas.
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