🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Câmbio à Mãe Dinah, ou a difícil missão de prever para onde vai o dólar

A cotação abaixo do R$ 5 causa uma ansiedade nos investidores, mas levando-se em conta alguns fatores, é possível identificar uma tendência

29 de junho de 2021
6:50 - atualizado às 12:36
Dólar
Imagem: Shutterstock

Ao longo de sua carreira, a conhecida Mãe Dinah se tornou famosa por errar suas previsões. No início da década de 90, apontada pela mídia como vidente pessoal do então presidente Fernando Collor de Mello, previu um “ótimo governo" do ex-governador de Alagoas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 94, ganhou notoriedade por sugerir uma vitória de Ayrton Senna na corrida em que o piloto de Fórmula 1 acabaria por perder sua vida. Ainda haveria várias previsões futebolísticas falhas, com as quais garantiu seu lugar no programa humorístico de televisão “Pânico na TV”.

Pois bem. Mais recentemente, tenho me sentido um pouco mãe Dinah quando me perguntam sobre para onde o dólar vai, em grande parte devido à ansiedade gerada pelo atual patamar, abaixo de R$ 5,00.

Há uma conhecida brincadeira no mercado que diz o seguinte: “o câmbio foi a invenção que os economistas se valeram para fazer os meteorologistas passarem menos vergonha”. A verdade é que ninguém sabe para onde vai o câmbio.

Não acredita em mim? Confira por você mesmo. Basta checar a mediana das projeções dos economistas no relatório Focus, do Banco Central, ao longo do ano. Sempre é um show de horror.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Felipe Miranda, Estrategista-Chefe da Empiricus, a maior casa de análise de investimentos para o varejo da América Latina, teve sua tese de mestrado em prêmio de risco de câmbio. Ele talvez seja uma das pessoas na posição de estrategista que poderá afirmar com maior propriedade que não dá para saber onde o dólar estará no curto prazo.

Leia Também

A razão? O preço da moeda, em janelas mais curtas de tempo, costuma obedecer ao que a literatura chamou de "passeio aleatório” ou “caminhar do bêbado”.

Basicamente, tal abordagem nos ensina que, no curto prazo, o câmbio hoje será o câmbio de ontem somado a um “ruído branco” aleatório, ou um choque externo imprevisível qualquer, positivo ou negativo. Em outras palavras, ninguém sabe para onde vai no curto prazo.

Contudo, não é porque não sabemos para onde vai hoje que não nos resta nada a se fazer. Na verdade, muito pelo contrário. Meu colega aqui na Empiricus, Enzo Pacheco, especialista em investimentos no exterior, costuma dizer que o certo é deixar e pensar no dólar para começar a pensar em dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tem uma grande diferença aqui. A qual nos ensina muitas coisas. Abaixo, um gráfico produzido pelo Enzo em relação à variação recente da moeda americana contra o real.

Mais abaixo, para tentar entender um pouquinho mais da moeda, podemos separar sua variação em cinco fatores. Antes, fica o convite para seguir nosso Instagram e salvar o post sobre este artigo por lá:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

i) Câmbio de equilíbrio

Atrelado ao que se entende grosseiramente por “taxa de câmbio de equilíbrio fundamental”, ou FEER na sigla em inglês (podemos ainda adicionar outro “R” de real), pode estabelecer o que seria um câmbio junto com base na balança de pagamento brasileira, de acordo com as relações de troca de nosso país com o mundo.

Considerando os termos de troca fortes e a taxa de câmbio real muito fraca, além de um superávit em conta corrente subjacente da ordem de 2% do PIB, a leitura mais forte desde o biênio 2003-2004, nosso valor justo de longa data para o real brasileiro seria de algo próximo de R$ 4,50.

Isso significa que precisamos vender dólar, visto que hoje a moeda está por volta de R$ 4,90? Negativo! Isso porque existem outras quatro variáveis sobre a moeda, as quais apresento a seguir.

ii) Risco país

Usualmente medido pelo “credit default swap” (CDS) de 5 anos, que mensura a chance de calote brasileiro, poderíamos explicar em grande parte as variações recentes da moeda americana por ele.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao longo de 2020 e 2021, sensibilizamos muito este indicador. Problemas fiscais, questão sanitária derivada da pandemia e ruídos políticos. Em março, mesmo mês em que o dólar passou de R$ 5,80, flertamos com as máximas para este ano neste indicador.

O CDS de 5 anos influencia muito o prêmio de risco sobre o nosso país, mas agora aparentamos estarmos caminhando para algo mais construtivo.

Com chance de uma relação dívida sobre PIB não tão caótica quanto se esperava anteriormente, de algo como 85% para 2021, mais crescimento e ainda chance de aprovação de alguma reforma positiva, como a administrativa, podemos ter no segundo semestre menos pressão negativa vinda do risco país, o que permitiria alguma valorização adicional, ainda que marginal, da moeda brasileira.

Você pode salvar esta matéria e compartilhar com amigos pelo nosso perfil no Instagram. Confira no post abaixo:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

iii) Força do dólar

O Dollar Index, ou DXY, mede a força do dólar frente uma cesta de divisas fortes, como o euro, libra esterlina, franco suíço e iene, entre outras. Aqui temos duas direções, uma conjuntural e outra estrutural.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A primeira delas, a de conjuntura, se relaciona com a recuperação econômica americana, que atrai capital dos investidores para aproveitar o aquecimento da economia dos EUA, que deve crescer muito em 2021 e continuar crescendo bem nos próximos dois ou três anos.

Ou seja, o curto prazo pode ser bom para o dólar. Contudo, o expansionismo fiscal e monetário, conhecido na atualidade por “Bidenomics” dos planos megalomaníacos de infraestrutura, indica um desgaste adicional estrutural da moeda, tendo como consequência a inflação. Neste caso, há um desgaste estrutural a se verificar na divisa americana.

iv) Força das commodities

Há quem argumente que vivemos atualmente um novo ciclo de commodities. Aqui verifica-se ponto positivo para o real, uma vez que nossa economia é primordialmente exportadora e, por isso, matérias-primas mais caras indicam mais dólares entrando em nossa economia.

Assim, em momento de força das commodities, podemos dizer que o dólar se enfraquece do mundo, muito por conta do aquecimento do comércio global, em especial em países emergentes, como o caso do Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Poderá até mesmo haver uma correção de alguns preços que subiram demais ao longo deste segundo semestre, mas o momento ainda me parece interessante, considerando o horizonte de geração de fluxo de caixa de pelo menos mais uns três anos para as empresas deste segmento para o Brasil, indicando mais um pilar de apreciação adicional, ainda que marginal, do real.

v) O diferencial de juros

A diferença entre a taxa de juros no Brasil e nos EUA tem se mostrado crescente.

A ideia deriva de um entendimento conhecido como paridade câmbio-juro, na qual a taxa de juros no Brasil seria equivalente a taxa de juros nos EUA acrescida de um prêmio de risco (você quer uma remuneração relativa adicional por estar em outro país) e de uma expectativa de desvalorização cambial (como um prêmio por estar em outra moeda mais fraca e exótica como o real).

Vivemos três equilíbrios distintos aqui. O primeiro era de juros brasileiro alto, por volta de 14%, e um real bem valorizado. O segundo se tratava de juros na mínima, em 2% ao ano, e um real desvalorizado. Agora, por outro lado, os EUA mantêm a sua taxa de juros próxima de zero, enquanto o Brasil já iniciou o processo de normalização de seu juro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja, neste caso, há atratividade do famoso “carry trade”, aquele capital especulativo estrangeiro que busca sempre diferencial de juro, e apreciamos nossa moeda.

Por isso voltamos, nas últimas semanas, de um câmbio de algo como R$ 5,80 para os atuais R$ 4,90. Como você pode ver, projetar o câmbio não é uma tarefa nada fácil.

Mas e agora?

Bem, em nosso entendimento, ainda que haja espaço para uma valorização adicional marginal do real nos próximos meses, com possibilidade de flertar com o câmbio “justo” de R$ 4,50, o patamar atual é convidativo para internalizações de patrimônio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Investimentos no exterior neste momento são bem-vistos, uma vez que oferecem um ponto de entrada com o qual não nos encontrávamos há vários meses.

Para quem ainda não tem nada lá fora, está aí uma bela oportunidade para começar. E para quem já tem alguma coisa, boa janela para aumentar. Entendemos que as carteiras devam ser compostas hoje com algo de 15% a 30% de investimentos no exterior.

Direcionais no momento, de preferência; isto é, em ativos, não puramente em caixa. Não seja mãe Dinah com o dólar. Não tente prever para onde vai a moeda. Pensem em dólares, não no dólar, como diria Enzo Pacheco. 

No Brasil, temos muitas opções via fundos sem hedge cambial, de modo a estabelecer uma verdadeira exposição no exterior. Na Vitreo e na XP, o investidor de varejo já encontra muitas opções de qualidade com as quais ele pode se valer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Felipe Miranda, que citei mais acima, vem já há alguns anos falando sobre a importância dos investimentos no exterior, sempre apresentando para seus assinantes as suas melhores ideias de internacionalização. Em sua série best seller da qual eu também faço parte, Miranda consegue estabelecer recomendações para os mais variados perfis de investidores. 

Quem leu até aqui e gostou da ideia, está aí uma excelente pedida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar