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O bitcoin tocou essa linha imaginária no último final de semana, o que deve determinar o futuro da moeda para os próximos meses
Quem está acompanhando o bitcoin sofrer para se manter nos US$ 30 mil já deve estar pessimista com o futuro da criptomoeda. E agora, os especialistas também estão.
Com a proximidade de um ponto da “Cruz da Morte”, o bitcoin pode amargar mais dias de queda.
O ponto de virada foi tocado no último final de semana. A chamada “Cruz da Morte” (“Death Cross”, em inglês) é uma linha teórica imaginária traçada no gráfico de preços do bitcoin para se tentar determinar os próximos movimentos da criptomoeda.
Funciona assim: é traçada uma linha com a média de preço dos últimos 200 dias e outra linha com a média de preço dos últimos 50 dias. Quando a linha dos 50 cai abaixo da dos 200, a figura gráfica é chamada de “Cruz da Morte”. Especialistas afirmam que esse é um ponto que costuma indicar a queda iminente da moeda.

A desvalorização do bitcoin dos últimos dias fez a linha dos 50 dias cruzar a de 200, e especialistas já projetam que a criptomoeda pode recuar, agora, até os US$ 20 mil.
A última Cruz da Morte ocorreu em março de 2020, depois que o bitcoin caiu quase 60% em um período de seis dias e pouco antes de começar uma alta histórica de mais de 1.000% no ano seguinte.
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Outras vezes que a Cruz da Morte apareceu foi em dezembro de 2019 e, três meses depois, a moeda despencou 70%, atingindo os US$ 20 mil. Em 2013, a primeira queda que ocasionou essa situação foi de 73% e, depois, foi sucedida por uma redução de mais 71%.
Apesar disso, Vitor Perim, do time de análise gráfica da Empiricus, recomenda cautela neste momento. Olhar o passado pode indicar uma tendência para o futuro, mas não garante que ela vá ocorrer.
O que pode acontecer, ainda, é que a rede tome decisões baseadas nessa análise, o que fará esse movimento acontecer eventualmente. Confira numa análise de longo prazo, feita no nosso Instagram, o que analistas esperam do futuro, após toda essa situação:
Além disso, é possível que o bitcoin não caia ainda mais, mas que a retomada para os patamares mais altos dos saudosos US$ 65 mil demore a chegar.
Apesar disso, os investidores de longo prazo estão aproveitando o momento de baixa para reduzir o preço-médio de seus bitcoins em caixa. André Franco, especialista em criptomoedas da Empiricus, acredita que esse é o momento para fazer o mesmo.
*Colaborou com esta matéria, Ney Pimenta, CEO da BitPreço
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