Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Sexta alta nos juros

Copom revê o plano de voo, sobe a Selic a 7,75% ao ano e sinaliza nova alta de 1,5 ponto na próxima reunião

Pressionado pela piora do cenário fiscal, o Banco Central (BC) apertou o ritmo de alta da Selic; é a sexta alta seguida nos juros pelo Copom

Victor Aguiar
Victor Aguiar
27 de outubro de 2021
18:37 - atualizado às 19:59
Montagem de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), com chapéu de aviador olhando sorrindo para o lado
O comandante do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto: a aeronave do Copom vai mudando a rota da Selic, apertando cada vez mais os juros - Imagem: Montagem Andrei Morais / Agência Brasil / Shutterstock/doomu

Há cerca de um mês, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que a autoridade não mudaria o 'plano de voo' a cada novo dado da economia brasileira. Mas, veja só, a realidade obrigou a instituição a recalcular a rota: há pouco, o Copom elevou a Selic em 1,50 ponto percentual, ao patamar de 7,75% ao ano; o colegiado vinha subindo a taxa básica de juros em 1 ponto por reunião.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse é o maior nível para a Selic desde setembro de 2017. A decisão foi unânime e marca a sexta alta consecutiva na taxa, que estava em 2% ao ano em janeiro — ainda há uma última reunião do Copom prevista para 2021, no dia 8 de dezembro, e o BC deixou explícito em seu comunicado que mais uma alta de 1,50 ponto vem aí, o que levaria os juros a 9,25%.

Gráfico de linha mostrando a evolução da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, desde 2017. O Copom, do Banco Central (BC), define a taxa em reuniões a cada 45 dias

Por um lado, é preciso dar crédito a Campos Neto: de fato, o plano de voo não foi alterado por alguma decepção com os indicadores macroeconômicos — muito embora o próprio BC admita que elas existam. O que aconteceu foi que o cenário fiscal do país piorou muito nos últimos dias, dada a perspectiva do rompimento do teto de gastos pelo governo federal.

Com a potencial mudança na metodologia de cálculo do limite de gastos públicos a partir da PEC dos Precatórios — uma espécie de manobra que abala a credibilidade fiscal do país —, grande parte dos agentes do mercado financeiro passou a rever suas projeções para a economia nacional, colocando na conta um risco inflacionário maior e uma possível desaceleração econômica.

Nesse contexto, as curvas de juros futuros passaram por um movimento de forte abertura e o dólar ultrapassou os R$ 5,60 nos últimos dias; e é nesse contexto que o BC se viu obrigado a atuar de maneira mais intensa, de modo a ancorar as expectativas do mercado em relação à inflação para 2022.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa aceleração no ritmo de alta da Selic, vale ressaltar, era esperada por boa parte do mercado; nos últimos dias, grandes bancos e casas de análise passaram a apostar numa elevação de 1,50 ponto na reunião desta quarta, refletindo a deterioração nas expectativas fiscais do país — o cumprimento das projeções, assim, deve ser bem recebido pelo mercado na sessão desta quinta (28).

Leia Também

Copom e a pressão na Selic

O comunicado emitido pelo Copom nesta quarta-feira traz algumas mudanças bastante significativas em relação ao texto da última decisão, de 22 de setembro. A começar pelas sinalizações para o futuro: o BC diz que o cenário básico e o balanço de riscos indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance ainda mais no terreno contracionista.

Ou seja: o ciclo de alta na taxa básica de juros tende a terminar num nível mais alto do que se previa anteriormente — tanto é que, para a próxima reunião, em dezembro, a autoridade monetária já prevê mais um aumento de 1,50 ponto na Selic, ao patamar de 9,25% ao ano.

"O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária", diz o BC, no comunicado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Balanço de riscos e alerta do BC para Brasília

Em linhas gerais, a piora no balanço de riscos foi generalizada: tanto no cenário externo quanto no doméstico, os desdobramentos foram mais negativos que o esperado pelo BC.

No exterior, o Copom avalia que o cenário tem se tornado "menos favorável", fazendo menção à postura mais firme que vem sendo adotada pelos demais bancos centrais do mundo — um contexto que tende a criar um cenário mais desafiador para os emergentes, dado o consequente fluxo de recursos rumo às economias desenvolvidas.

No Brasil, as preocupações surgem de dois fronts: a inflação ao consumidor ainda elevada e a potencial piora na trajetória fiscal — um item que gerou, inclusive, um alerta explícito do BC ao governo e ao Congresso:

O comitê avalia que recentes questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevaram o risco de desancoragem das expectativas de inflação, aumentando a assimetria altista no balanço de riscos

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Trecho do comunicado da decisão de juros do Copom (27/10)

"O Copom sinalizou o que o mercado esperava"

Para Rafaela Vitoria, economista-chefe do Banco Inter, a elevação da Selic ao patamar de 7,75% ao ano foi acertada; ela destaca que as incertezas fiscais ganharam importância no balanço de riscos, mas ressalta que a persistência da inflação em níveis elevados também contribuiu para a decisão do Copom.

Quanto aos próximos passos da autoridade monetária, ela destaca que tudo depende dos próximos desdobramentos do imbróglio no teto de gastos. Sendo assim, ela traça dois possíveis cenários:

  • No positivo, em que as discussões entre governo e Congresso terminem com um Orçamento para 2022 que cumpra o teto de gastos — ou que, ao menos, deixe pouca coisa fora dele —, o Copom poderia parar o ciclo de alta na Selic já na próxima reunião;
  • No negativo, em que de fato abre-se espaço extra no Orçamento para alocar gastos extraordinários — e, na prática, rompe-se o teto —, a tendência é a de que o ciclo de elevações nos juros continue nas primeiras reuniões de 2022, o que pode culminar numa Selic acima dos dois dígitos.

Dito isso, Vitoria acredita que os mercados devam ter uma reação mais moderada à decisão desta quarta-feira: ajustes nas curvas de juros mais curtas são esperados, uma vez que uma parte dos agentes apostava em altas mais modestas na Selic, de 1 ponto ou 1,25 ponto.

"É preciso aguardar a ata, com mais detalhes", diz a economista-chefe do Inter — a ata da reunião do Copom será publicada na próxima quarta-feira (3), às 7h. "Mas o Copom sinalizou o que o mercado esperava".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MICHAEL VOLTA AOS HOLOFOTES

Além da herança musical, Michael Jackson deixou uma boa fortuna — mas seus herdeiros ainda não a acessaram plenamente

24 de abril de 2026 - 13:00

Paris e Bigi estão em disputas na justiça e o Rancho de Neverland foi vendido; veja como está a herança de Michael Jackson

GANHOU TRAÇÃO

Crédito imobiliário chega a R$ 18,5 bilhões em março e salta 53,9% com uma ‘mãozinha’ da Caixa, mostra Abecip

24 de abril de 2026 - 8:47

A Caixa Econômica Federal liderou a concessão de credito imobiliário com recursos da poupança no primeiro trimestre

ATENÇÕES DIVIDIDAS

Quina encerra jejum e ofusca prêmio milionário na Lotofácil 3668; Mega-Sena 2999 encalha e valor acumulado alcança R$ 100 milhões

24 de abril de 2026 - 6:38

Apenas a Lotofácil e a Quina tiveram ganhadores na quinta-feira (23). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Já os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

CANETAS EMAGRECEDORAS

Anvisa aprova o uso de Mounjaro para crianças; entenda em quais casos a caneta emagrecedora pode ser usada

23 de abril de 2026 - 15:11

Crianças e adolescentes poderão usar Mounjaro para tratamento, conforme aprovação da Anvisa

CHOQUE NO BOLSO

Conta de luz mais cara: Aneel aprova reajustes de até 15% em oito distribuidoras

23 de abril de 2026 - 14:01

Aumentos começam a valer nesta semana e foram parcialmente contidos por medidas extraordinárias; pressão estrutural segue no radar

IMPACTOS INDIRETOS DA GUERRA

Como a guerra no Irã influencia os preços dos preservativos e torna mais cara a proteção sexual

23 de abril de 2026 - 12:00

Alta no valor do petróleo não é o único impacto do conflito; preços de preservativos podem aumentar em até 30%

ALUGAR, VENDER OU... INVESTIR?

Salas comerciais estão em alta, e aluguel sobe mais de 10% — mas ainda perdem para a Selic

23 de abril de 2026 - 11:34

Na avaliação individual por localidades, os maiores valores médios de aluguel foram São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis

MERCADO IMOBILIÁRIO

Leilão do Banco Itaú, que abre hoje (23), conta com imóvel por 50% abaixo do valor avaliado; veja oportunidades

23 de abril de 2026 - 10:29

Estão disponíveis no leilão do Itaú 146 lotes com casas, apartamentos, comerciais e terrenos em todo o Brasil

POR POUCO

Lotofácil 3667 faz 2 ‘quase-milionários’ na volta do feriado; Mega-Sena 2999 promete prêmio de R$ 70 milhões neste Dia de São Jorge

23 de abril de 2026 - 6:52

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na noite de quarta-feira (22). Hoje (23) o destaque é a Mega-Sena, mas a Quina e a Timemania também oferecem prêmios de oito dígitos.

MAÇÃ TRILIONÁRIA

Como Tim Cook salvou a Apple da falência e permitiu que Steve Jobs moldasse o mercado e o consumo de tecnologia no século 21

22 de abril de 2026 - 15:50

Tim Cook decide deixar o posto de CEO da Apple após 15 anos de liderança; big tech virou trilionária durante sua gestão

'TUDO EM DOBBBRO'

Como uma campanha de marketing do BBB 26 fez com que campeã da edição, Ana Paula Renault, ganhasse o maior prêmio da história do reality

22 de abril de 2026 - 13:30

Prêmio do Big Brother Brasil saiu de R$ 2,7 milhões para R$ 5,4 milhões, além do rendimento de R$ 200 mil que Ana Paula embolsará

QUANTO RENDE

Veja quanto Ana Paula pode ganhar se investir o prêmio do BBB 26 em renda fixa conservadora com a Selic a 14,75% ao ano

22 de abril de 2026 - 10:58

Ana Paula, campeã do BBB26, ganhou R$ 5,4 milhões e poderá aumentar esse valor se investir na renda fixa conservadora

FINANCIAMENTO DE IMÓVEIS

Minha Casa, Minha Vida: Novas regras já estão valendo; confira as condições para ter a casa própria por meio do programa

22 de abril de 2026 - 10:23

Teto de renda mensal para participar do Minha Casa Minha Vida passa de R$ 12 mil para R$ 13 mil

PASSADO O RECESSO

Quem dá mais? Loterias da Caixa voltam do feriado com Quina e +Milionária prometendo prêmios de mais de R$ 30 milhões nesta quarta-feira (22)

22 de abril de 2026 - 7:35

Mega-Sena lidera as estimativas de prêmios das loterias da Caixa, mas seu próximo sorteio está programado para ocorrer somente na quinta-feira (23)

CONCORRÊNCIA

Lotomania 2914 tira proveito de boa sequência da Lotofácil e paga maior prêmio da emenda do feriado de Tiradentes nas loterias da Caixa

21 de abril de 2026 - 8:03

Lotofácil 3666 fez um novo milionário na noite de segunda-feira (20), mas o valor não foi páreo para o prêmio principal da Lotomania. Loterias tiram ‘folga’ hoje (21).

QUANTO RENDE

Veja quanto Ana Paula, Milenaou Juliano Floss pode ganhar se investir o prêmio do BBB 26 em renda fixa conservadora com a Selic a 14,75% ao ano

21 de abril de 2026 - 7:00

Ganhador do BBB 26 ganhará R$ 5,4 milhões e poderá aumentar esse valor se investir na renda fixa conservadora

CÂMBIO FAVORÁVEL?

Dólar abaixo dos R$ 5 é o novo normal? XP traça três possíveis cenários para o câmbio no ano

20 de abril de 2026 - 17:10

Com o mundo mais turbulento e eleições no segundo semestre, sustentar o dólar em patamares baixos será um desafio

BOATO É FALSO

Receita desmente fake news de que vendedora de marmitas foi notificada por transação de R$ 52 mil no Pix

20 de abril de 2026 - 16:20

O órgão afirmou que não monitora transações individuais nem envia notificações com base apenas no volume de movimentações financeiras

RELATÓRIO FOCUS

O pior está por vir? Se depender do mercado, sim. As novas previsões para a inflação e para os juros no Brasil

20 de abril de 2026 - 12:00

No caso do dólar, a estimativa indica que a moeda norte-americana não deve continuar operando abaixo de R$ 5,00 até o final de 2026; confira a cotação projetada para o câmbio

OLHO NO CALENDÁRIO

Mega-Sena segue no topo do pódio das loterias com os maiores prêmios da semana; Quina pode pagar R$ 30 milhões na emenda do feriado

20 de abril de 2026 - 7:12

Mega-Sena entrou acumulada em abril e foi recuperando posições até retomar o topo do ranking de maiores prêmios das loterias da Caixa, que estarão em recesso na terça-feira (21)

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia