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Camila Paim
Camila Paim
Produtora de conteúdo na Empiricus. Estudante de jornalismo na Universidade de São Paulo (USP) e com experiência em webdesign no Jornal da USP.
Cripto no Brasil

Roberto Justus e sua nova aposta: conheça a criptomoeda que transforma a relação entre influenciadores e marcas

O empresário, junto com outros sócios, conta da sua resistência inicial com o mercado de ativos digitais e sobre a sua aposta na nova criptomoeda, que, segundo ele, pode revolucionar o mercado de varejo

9 de julho de 2021
12:35 - atualizado às 10:54

Roberto Justus está em constante movimento e antenado aos novos negócios. “A vida é como uma bicicleta. Se parar de pedalar, você cai,” ele diz. Agora a sua nova aposta é o mercado cripto. 

O apresentador e celebridade televisiva, junto com os empresários Eduardo Terra, Walter Longo e Wagner Sobrinho, participaram de uma conversa com o analista da Empiricus, André Franco, sobre as tendências no segmento de criptos e, especialmente, o projeto de uma moeda digital que os une.  

A WiBX é uma criptomoeda que transforma o mundo dos influenciadores através de um sistema de recompensas. Confira no vídeo abaixo:

Por dentro da WiBX

Para os fundadores, o objetivo inicial era extinguir o “middleman”, o agente entre a comunicação de uma empresa e seus clientes. As mídias como Facebook e Google, que fazem esse intermédio, ganham dinheiro com cada anúncio que divulgam e centralizam a influência digital. O objetivo deles era pulverizar esses anúncios, permitindo que a divulgação das marcas ocorresse de uma forma inovadora.

Foi assim que nasceu a WiBX, a primeira moeda digital brasileira combinada com um aplicativo de marketing de recomendações. Em 2017, graças a uma cooperação com o ITA (Instituto de Tecnológico de Aeronáutica), eles conseguiram mais agilidade no desenvolvimento da tecnologia e a plataforma começou a ser mais eficiente. 

Eduardo, Walter e Justus são conselheiros e investidores nessa criptomoeda. “O Walter está sempre um passo à frente do tempo. Ele sempre queria que a gente investisse em algo que ainda ia demorar para se concretizar,” elogia Justus. Já o apresentador e publicitário que, no passado, havia afirmado que não investiria em cripto, confessa que resistiu muito ao convite de se tornar membro do conselho. Mas, ao estudar profundamente o projeto, Justus passou a  acreditar que ele realmente pode fazer a diferença. 

Com o raciocínio pioneiro, a WiBX tem um propósito: excluindo o agente intermediário, pessoas e serviços entram em um sistema de mútua recompensa, uma relação “ganha-ganha”. Por exemplo, quando você vai em um café e posta uma foto divulgando o local, ou compra um fone de ouvido muito bom e compartilha com sua rede de contatos, se torna um “nano influenciador”. 

Quanto mais você divulga e consegue dar um retorno para a marca, é recompensado em sua carteira WiBX. A moeda tem valor de conversão, sendo possível trocá-la por reais e outras criptomoedas, além de poder ser utilizada na compra de produtos e serviços disponíveis no shopping no seu App. O cliente cria uma fidelidade com a marca, aliada ao reconhecimento financeiro em troca do seu esforço. 

O mecanismo da recompensa funciona por meio da blockchain (mais detalhes abaixo) e ao mesmo tempo carrega uma personalidade cada vez mais adotada no setor de comércio digital: transformar seu consumidor em um vendedor. 

O ecossistema da WiBX também é capaz de transformar um usuário em “prosumer” – um indivíduo que produz e também consome. O motorista da Uber, por exemplo, em uma noite que tiver saído para beber, pode pedir para um Uber vir lhe buscar. Uma pessoa que disponibiliza a casa pelo Airbnb, ao viajar pode buscar uma hospedagem pela mesma plataforma. 

Assim, Walter Longo explica que ela se tornou uma das poucas moedas no mundo que tem um propósito, classificada como um utility token. Apenas dessa forma que o seu ecossistema funciona. 

Eduardo Terra, além de membro do conselho da criptomoeda,  é sócio da BTR Maresi, empresa que organiza grupos de executivos que viajam a destinos onde o varejo está passando por grandes modificações, como a China, o Vale do Silício e Israel. Na visão dele, a moeda digital é  um artifício que resolve muitos problemas de empresas varejistas. 

A Blockchain

A maior virtude da blockchain é ter o livro razão. A tecnologia permite a realização de operações descentralizadas (sem precisar de um auditor) a serviço de um engajamento que os próprios consumidores podem proporcionar. É possível ajudar a promover uma marca, um serviço ou um conteúdo. Quanto mais essa promoção for bem sucedida e a informação for adiante, o sistema verifica e valida essa divulgação e permite fazer uma transação, como uma recompensa. 

“Então, eu consigo dar para a marca uma forma auditável de ver o esforço que o meu cliente está tendo em prol dela. E o meu cliente está tendo um reconhecimento financeiro em forma de recompensa, pelo seu esforço,” explica Sobrinho. Todo esse processo só é possível graças à blockchain, que realiza tudo de forma simples, eficiente e barata, sem desperdício de recursos por parte de quem está pagando.

O Nano Influenciador

Com o crescimento de personalidades em redes sociais, como Instagram e YouTube, algumas métricas foram criadas para comparar o tamanho dos chamados influencers. No ecossistema da WiBX, marcas e serviços diversos conseguem entrar nas bolhas sociais das pessoas. Conseguindo um bom alcance, o indivíduo recebe moedas que depois pode ganhar descontos na loja, desenvolvendo uma fidelidade. 

Os grandes influenciadores das redes costumam acumular milhões de seguidores. Eles atraem um grande público, sendo considerados subcelebridades e tem um público que os acompanha constantemente. Os nano influenciadores são pessoas comuns, com números baixos de seguidores, e inspiram as pessoas a adquirir os mesmos produtos pela relação próxima. Recebendo a recomendação de uma pessoa conhecida, familiares e amigos acabam comprando. 

Os empresários ressaltaram que para criar a carteira digital, não há risco algum. Muitas pessoas ainda têm receio de investir em criptos, por ser algo muito novo, mas ao mesmo tempo, sofrem do FOMO (do inglês, fear of missing out, o medo de estar perdendo algo).  “É importante ter em mente que as criptos ainda são um assunto muito novo, o Brasil tem caminhado bem na inclusão de regulamentação disso tudo”, comenta Longo. Uma preocupação dos organizadores desde o início sempre foi a segurança dos usuários e tornar o onboarding, a entrada das pessoas na plataforma, algo mais amigável possível.

Com tantas facetas, os membros da WiBX destacam que ela é uma boa opção para dar o primeiro passo no mundo das criptos.

O aplicativo da WiBX está disponível para iOS e Android. 

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