Calibre as probabilidades antes de lançar os dados e investir em bitcoin
Vivemos em um mudo probabilístico até que alguns dos fatos se concretizem e a moeda (ou bitcoin) vire cara

Tenho para mim que o processo do entendimento de uma nova tecnologia é lento e dificilmente a compreendemos totalmente quando ela é apresentada ao mundo.
O computador era apenas uma máquina que fazia cálculos mais rápidos e poderia ajudar a aumentar a eficiência na hora de fazer contas.
[captacao]
A internet era só um meio de trocar cartas de maneira eletrônica com o mundo todo sem o custo de envio.
O celular era só um meio de comunicação eficiente que poderia ser levado para qualquer lugar.
O bitcoin era só um dinheiro digital que permitia às pessoas transacionar valor sem a necessidade de um intermediário.
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No entanto, todas essas premissas básicas foram mudando ao longo do tempo e evoluindo para novas descrições que de fato tiveram o poder de transformar o mundo.
Além disso, todas elas foram desacreditadas em algum momento por apresentar falhas ou até pela falta de entendimento dos seus detratores.
Para aqueles que falavam que o bitcoin nunca seria moeda oficial circulante em um país, El Salvador mostrou que eles estavam errados.
Agora podem até falar que essa jurisdição é insignificante na economia mundial e que nunca um país com relevância fará o mesmo, mas estarão errados em algum momento no futuro.
As tecnologias disruptivas carregam essas dúvidas consigo e até por isso o seu potencial de retorno é gigantesco.
Isso porque, sem as dúvidas, não existe espaço para a visão futura e no lugar dela está uma realidade.
Por exemplo, você acha possível que a internet deixe de ser usada algum dia por livre e espontânea vontade dos usuários?
Esse tipo de dúvida paira sobre os criptoativos, por mais que alguns deles, na minha visão, já tenham aberto a caixa de Pandora. Mesmo que não deem certo, alguns dos seus pares triunfarão.
Por isso recomendo sempre cuidado em cravar um cenário negativo como certeza, ou até o contrário.
Vivemos em um mudo probabilístico até que alguns dos fatos se concretizem, até que a moeda vire cara, até que o dado tenha a face virada para cima.
Antes de jogar a moeda e de lançar o dado, temos apenas as probabilidades em nossas mãos.
É com elas em mente que devemos fazer nossas escolhas.
Por isso o seu portfólio deve ter cripto em um percentual que julgue adequado para a probabilidade de esse universo não ter mais volta.
Entre 1% e 5% é o ideal, não é necessário mais do que isso. O universo cripto é bastante assimétrico e uma alocação simples como essa pode ajudar a montar uma carteira que bate o mercado.
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