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O fim de novembro chega carregado de expectativa para o início oficial da temporada das festas de final de ano. As tradições natalinas podem variar de família para família, mas algumas coisas são universais — como as retrospectivas pessoais e a presença do clássico “Então é Natal”, da cantora Simone, em quase 100% dos lares brasileiros.
Com 2022 se aproximando, falar em eleição presidencial é inevitável e aprovar medidas polêmicas fica cada vez mais difícil. Nos últimos meses, o governo tem tentado emplacar algumas pautas, mas todas elas sem muito sucesso.
As reformas administrativa e do Imposto de Renda empacaram, as privatizações não saíram do papel, e o orçamento do próximo ano pode nem ser apreciado antes do Réveillon. Vai ser difícil achar uma resposta convincente para a pergunta “O que você fez?” do clássico natalino.
O recesso parlamentar já está no horizonte, mas o governo tenta alcançar pelo menos uma vitória - ainda que os efeitos positivos da medida sejam discutíveis e empolguem o mercado financeiro apenas porque as alternativas eram muito piores para a saúde fiscal do país.
A PEC dos Precatórios, que abre espaço no teto de gastos para o financiamento do Auxílio Brasil, foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, os senadores correm para tentar aprovar a pauta em dois turnos ainda hoje no plenário da Casa, já que as mudanças feitas no texto terão que passar novamente pela Câmara.
Ainda que longe da perfeição, a aprovação do texto segura o temor de que o governo consiga um cheque em branco para gastar. Com os senadores aparentemente perto de um acordo, as notícias internacionais que derrubaram as bolsas no exterior acabaram tendo um efeito limitado por aqui.
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O Ibovespa chegou a cair mais de 2%, quase perdendo os 100 mil pontos, após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmar que o Fed deve agir para impedir que a alta da inflação se torne algo estrutural.
Ele também disse que o ritmo de retirada dos estímulos monetários pode ser revisto já na próxima reunião. Tudo isso enquanto a variante ômicron gera incertezas e ameaça intensificar os efeitos deixados pela pandemia na economia.
As bolsas americanas fecharam o dia em queda de quase 2%, mas o obstáculo superado pela PEC dos precatórios levou o mercado de juros a fechar próximo das mínimas, aliviando a bolsa e o câmbio.
Com uma queda de 0,84%, aos 101.915 pontos, o Ibovespa emplacou o seu quinto mês seguido no vermelho - em novembro, o recuo foi de 1,53%. Já o dólar à vista subiu 0,46%, a R$ 5,6355 - um recuo de 0,19% no mês.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta terça-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
BTC HOJE
Bitcoin (BTC) retoma os US$ 58 mil, mas Ethereum (ETH) e Shiba Inu (SHIB) são destaques entre as maiores criptomoedas hoje. Enquanto o mercado tradicional sofre, as criptomoedas aproveitaram o noticiário para subir nesta terça-feira (30).
DESFIBRILANDO VALOR
Aporte de R$ 1 bilhão destrava valor na Ânima; ação dispara quase 30% na B3, e XP recomenda compra. Para analistas, aporte bilionário condicionado a reorganização societária deve destravar valor e diminuir alavancagem da instituição de ensino.
BANCO DIGITAL
Nubank baixa a pedida do IPO e agora pode chegar à bolsa valendo até US$ 41 bilhões. Para convencer os investidores a comprar as ações, o banco reduziu a faixa de preço por ação sugerida no IPO em aproximadamente 20%.
PROBLEMAS NO LOGIN
Em dia de pagamento do 13º salário, aplicativo do Bradesco (BBDC4) apresenta falhas e dificulta a vida dos usuários. O banco foi parar no topo dos assuntos mais comentados do Twitter na manhã de hoje, com usuários relatando falhas no aplicativo.
A BOLSA COMO ELA É
Black Friday decepciona varejo e é hora de jogar na defensiva na bolsa; veja como começar 2022. Resultado fraco de vendas induz revisão das expectativas para o varejo brasileiro no futuro próximo; o momento é de defesa.
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A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
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Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado