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Os hábitos de investimento das pessoas físicas mudam lentamente, mas mudam. Sim, a caderneta de poupança ainda é a aplicação mais popular entre os brasileiros, e ainda estamos longe do perfil americano, em que a maior parte das pessoas com algum dinheiro guardado investe em ações.
Mas a mudança está acontecendo. Sobretudo porque passamos a ter algo que não tínhamos antes: juro baixo. Realmente baixo. Isso fez toda a diferença.
No ano passado, com a Selic chegando à mínima histórica de 2% ao ano, a pessoa física deu mais alguns passos pequenos em direção à diversificação e a produtos com mais risco e maior potencial de retorno.
Quem não anda se queixando - ou ouvindo alguém próximo se queixar - que o dinheiro não está rendendo nada? Que é melhor comprar um imóvel ou ir para a bolsa do que deixar as economias no banco?
Mesmo assim, a renda fixa ainda desempenha um papel crucial na carteira dos investidores brasileiros, no geral, bastante conservadores. Mas mesmo aí as coisas estão mudando.
Como de costume, a Anbima divulgou hoje o seu balanço de como investiram as pessoas físicas no ano de 2020. O Ivan Ryngelblum acompanhou o evento de divulgação e conta tudo nesta matéria.
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