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O que mexe com seu dinheiro: Um olho no Banco Central, outro na bolsa; lucro do BTG e os principais balanços do dia

10 de agosto de 2021
8:51
Figura em miniatura de um homem cercado por pilhas de moedas | Dividendos
Imagem: Shutterstock

O Banco Central começou o ano com uma sinalização expressa de que manteria os juros na mínima histórica de 2% por um longo período. E chega a agosto com a Selic em 5,25% ao ano — e ainda longe do fim do ciclo de alta. O que deu errado?

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Os diretores que fazem parte do Comitê de Política Monetária (Copom) não contavam com a inflação. Ou melhor, até contavam, mas acreditavam que a alta dos preços seria um fenômeno temporário.

Agora, essa visão não só mudou como o BC indica que pode pegar pesado nos juros para conter o dragão. Ao adotar o clássico instrumento da alta dos juros, a turma liderada por Roberto Campos Neto se distancia da prática adotada por outros Bancos Centrais.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o Fed de Jerome Powell até endureceu a fala contra a inflação, mas manteve firme o compromisso de deixar os juros inalterados pelo menos até 2023.

Só o tempo dirá quem está certo. Mas no mercado financeiro não basta estar certo para ganhar dinheiro. É preciso estar certo no tempo certo. Keynes já dizia que os mercados podem se manter irracionais por mais tempo do que você é capaz de se manter solvente.

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Por isso, um bom investidor precisa permanecer o tempo todo com um olho no peixe e outro no gato. O peixe é o seu objetivo de longo prazo e o gato, as ameaças que ficam à espreita no curto prazo.

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Temporária ou não, a inflação em alta é apenas um dos nossos problemas imediatos. Nos últimos dias, a bolsa chacoalhou com a volta do risco fiscal pairando sobre Brasília e a incerteza sobre o ritmo de retomada da economia com o avanço da variante delta da covid-19.

Na coluna de hoje, o Matheus Spiess faz uma panorâmica histórica e conta para você por que segue otimista com o investimento em ações e títulos públicos apesar da turbulência nos mercados.

O que você precisa saber hoje

ESQUENTA DOS MERCADOS
Inflação e ata do Copom devem movimentar a bolsa em meio à apresentação da PEC dos Precatórios. Além disso, o exterior segue sem direção única antes da abertura em Nova York com medo do avanço da variante delta.

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CRESCIMENTO ACELERADO
Lucro em alta do BTG Pactual revela bom momento do mercado de capitais – Veja os números. Banco consegue avanços importantes em todos os fundamentos financeiros tanto em relação ao segundo trimestre de 2020 quanto ao começo de 2021.

CARDÁPIO DE BALANÇOS
Minerva, Iguatemi, Even, Direcional, BR Partners e Itaúsa: os balanços que mexem com o mercado nesta terça. Empresas divulgaram os resultados do segundo trimestre e devem movimentar a bolsa; veja os destaques.

EM ROTA PARA A NASDAQ
Cade aprova aumento de participação da Caixa na bandeira de cartões Elo. O rebalanceamento das fatias dos bancos acionistas da Elo teria relação com a intenção de abertura de capital pela empresa.

PREJUDICANDO O SETOR?
MPF recomenda condenar Vivo, Oi e Claro por prática anticompetitiva. O parecer afirma que a associação entre Oi, Claro e Vivo inviabilizou a própria competição entre as grandes empresas do setor, como também prejudicou a atuação de rivais menores.

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VÍDEO
A Julia Wiltgen traz para você os TOP 5 investimentos isentos de IMPOSTO DE RENDA | Acesse o ‘guia’ para não pagar imposto.

Aquele abraço e uma ótima terça-feira!

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