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Ainda obscuro para muitas pessoas, o mercado não tem fechado suas portas aos novos aventureiros atraídos pelos retornos convidativos entregues por este universo
Inegavelmente, a pandemia acelerou muitos processos tecnológicos em nossa sociedade. Muitas fintechs, por exemplo, têm ganhado lugar na mesa dos peixes grandes, uma vez que os líderes tradicionais de serviços financeiros têm demorado a se adaptar às novas tecnologias em meio ao ambiente atual.
Disso, várias fintechs ligadas ao uso de pagamento sem dinheiro ganharam espaço, à medida que os consumidores ficam mais e mais confortáveis com serviços e plataformas digitais a longo prazo.
Todo esse processo de "financeirização", inclusive, tem sido solo fértil para as moedas digitais, gradativamente mais presentes na boca do mercado financeiro. Com a democratização do acesso à informação, as pessoas cada vez mais têm tido contato com o mundo das criptomoedas.
Ainda obscuro para muitas pessoas, o mercado não tem fechado suas portas aos novos aventureiros atraídos pelos retornos convidativos entregues por este universo. Parece que estamos caminhando para uma realidade na qual as criptos se tornam cada vez mais parte da vida dos investidores.
Apenas para ilustrar, estima-se que pelo menos 14% da população dos EUA agora invista em criptomoedas, com este número podendo dobrar ainda em 2021.
O preço do Bitcoin saiu de US$ 8,7 mil em 10 de maio do ano passado para os atuais US$ 55 mil, representando uma multiplicação de aproximadamente 532% em 12 meses. Onde há dinheiro rápido e aparentemente fácil, há atração de curiosos.
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Mais recentemente ainda, as chamadas altcoins, para além do Bitcoin, entregaram retornos também muito atrativos. O Ethereum, por exemplo, subiu mais de 400% no ano, e o Dogecoin, que nasceu a princípio como uma brincadeira, subiu 13.000%.
Sobre o Ethereum, inclusive, virou notícia que seu criador, Vitalik Buterin, um programador russo-canadense de 27 anos, se tornou bilionário por deter mais de 333 mil unidades de sua criação.
Ao mesmo tempo, outro dado chama a atenção.
Segundo pesquisa recente, verifica-se que dois terços dos adultos norte-americanos se dizem "curiosos" ou estão interessados no tema, enquanto algo em torno de 60% das pessoas que já possuem alguma cripto avaliam seu nível de conhecimento sobre o investimento como baixo.
Nesse caso, nota-se uma atração pura e simples no retorno do ativo.
Isso é ruim? Não é bom, definitivamente, mas não implica diretamente em um problema.
Explico-me.
Em outras palavras, as pessoas estão investindo em criptos não porque são entusiastas da tecnologia, mas porque os retornos são atraentes. Hoje, os investidores de varejo têm mais acesso às moedas digitais do que nunca por meio de corretoras e bolsas focadas nesse mercado.
Com a pandemia, muitas economias desenvolvidas foram preenchidas de estímulos fiscais enquanto muitas pessoas ficavam em casa com tempo livre – dinheiro parado na mão de gente ociosa.
Mas não apenas eles.
Investidores institucionais como bancos, fundos de investimento e as mais diversas empresas têm investido em Bitcoin. No primeiro trimestre, por exemplo, a Tesla e outras companhias compraram a moeda, planejando em breve aceitar pagamentos por meio dela.
O Paypal, por outro lado, está permitindo que os usuários comprem com criptos. Ademais, muitos desenvolvedores estão construindo aplicativos de "finanças descentralizadas" no blockchain, abrindo um mar de possibilidades para a tecnologia no futuro.
É um fenômeno novo, de orientação cultural, com alto risco de volatilidade — e os resultados de longo prazo ainda não são claros. O próprio Fed, o Banco Central dos EUA, alertou que os preços dos ativos são vulneráveis a quedas significativas se o sentimento do investidor mudar.
E é possível que, de centenas de moedas, apenas algumas sobrevivam.
Por isso, o grande ponto talvez seja: você não precisa entender necessariamente tudo isso para investir em cripto.
Basta que você compreenda o papel dele em sua carteira e o considere como um investimento muito arriscado, alternativo e temático, que deve vir complementarmente ao portfólio, em última etapa, depois de todas as demais classes de ativos de uma carteira tradicional terem sido estruturadas.
Se assim o fizer e limitar sua exposição às criptos, variando entre 1% e 3% do total do patrimônio financeiro, poderá alcançar uma coisa bastante interessante em sua carteira.
Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.
Sou um apaixonado pelos mercados. Não por menos, trabalho hoje na Empiricus com análise de investimentos, com foco em estratégia, alocação e ações. Ou seja, minha realidade no dia a dia não está ligada às criptos, mas ainda assim as acompanho em diversos relatórios e notícias.
Não sou especialista no bitcoin e em seus pares, mas compreendo o que está acontecendo no mercado por meio dessa revolução e quero que minha carteira ganhe exposição a tal dinâmica.
Eu não entendo profundamente sobre a tecnologia, mas sei que tais investimentos, no tamanho limitado certo (entre 1% e 3% do total do patrimônio financeiro total), podem proporcionar o efeito correto em minha carteira.
O motivo? Nassim Taleb pode nos responder.
Segundo o autor, X não é f(X); isto é, X é a realidade e f(X) é uma função da realidade. Em outra leitura, X é a sua opinião sobre um fato e f(X) é uma função desta sua opinião.
Como isso se desdobra para investimento? Significa que sua opinião sobre um tema difere de como você se expõe a ele.
Com isso, posso tecer diferentes leituras e manter uma pequena parcela de meu portfólio exposta a cada uma dessas leituras, de modo a me beneficiar caso se concretize positivamente, e limitar minha perda caso dê errado.
No caso do Bitcoin e das demais criptos, podemos ver uma inacreditável volatilidade da moeda, ou muito risco na leitura de mercado. Ao mesmo tempo, temos observado o grande potencial de retorno.
Que podemos ganhar muito (muito potencial), ao passo que também podemos perder muito (muito risco). A chave, porém, reside na assimetria. Enquanto a perda máxima é de 100%, o ganho máximo é de 1.000%, 2.000%, 3.000% e assim por diante. O céu é o limite.
Tal dinâmica configura o que chamamos de assimetria convidativa. Ou seja, o que você tem a ganhar é muito maior proporcionalmente do que você tem a perder. Por isso, aceita-se a presença de criptos nas carteiras.
Adicionalmente, o fato de as moedas digitais viverem sua própria realidade, descorrelacionadas com os demais ativos financeiros, abre espaço para uma redução do risco da carteira, com elevação do retorno potencial.
Isso foi provado cientificamente nos EUA e reproduzimos o estudo para ativos brasileiros no final de 2019. Identificamos benefícios estatísticos da presença de criptos na carteira em até 3% do total.
O ideal mesmo é que você vá com 1% de seu portfólio, ou com aquilo que você topa perder. Se der certo, maravilha, se não, tudo bem, você ainda tem 99% de uma carteira tradicional e equilibrada.
Tudo isso, novamente, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas. Nunca é demais reforçar.
Agora, com isso esclarecido, resta saber: qual a criptomoeda certa?
Para isso, você precisará de alguém que entenda de verdade sobre este mercado. André Franco, especialista em moedas digitais da Empiricus e um dos maiores nomes deste segmento do mercado nacional, possui uma série em que trata das melhores oportunidades para este tipo de investimento.
Falo aqui da Crypto Legacy.
Nosso trabalho é ajudar você a diversificar seus investimentos e ganhar dinheiro com responsabilidade, correndo o menor risco possível. E o conhecimento é o melhor meio para que isso aconteça. Dessa forma, fica aqui meu convite para que você confira a série o quanto antes e não deixe de perder esta oportunidade.
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