O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Pode-se dizer que o Value Investing morreu, ou que sua clássica receita de fronteira entre a barganha e a não barganha ficou mais maleável
Estamos começando o ano um pouco mais técnicos.
Peço desculpas aos leitores, mas trata-se de um caminho natural. Começamos o ano técnicos e terminamos o ano bêbados.
Aos professores de Finanças que costumam mandar e-mails pedindo autorização para citar nossos textos em suas aulas, exponho de antemão a orientação geral de que está liberado. No questions asked.
Pois bem, vamos lá.
Pode-se dizer que o Value Investing morreu, ou que sua clássica receita de fronteira entre a barganha e a não barganha ficou mais maleável.
É um debate interessante para os acadêmicos, mas de pouco apelo para investidores práticos.
Leia Também
A nós, o que interessa é exercitar mente e bolso para pagar caro por crescimento exponencial, que é o mesmo que o antigo pagar barato por crescimento linear.
Junto à morte universal das taxas de juros, há um motivo metodológico para toparmos aceitar múltiplos maiores across the board.
Esse motivo é:
"O horizonte de expectativas adiantáveis está aumentando ao longo da história".
Antigamente, planilheiro montava DCF com cinco anos explícitos, e todo o resto na perpetuidade.
Os mais nerds costuravam dez anos explícitos, pra ganhar elogio do professor, mas não fazia tanta diferença no resultado final.
Por quê?
Ora, quando elevados à enésima potência, os juros altos no denominador tratavam de desidratar o numerador, especialmente diante de um crescimento apenas linear para os fluxos de caixa.
Compensava MUITO pular direto para a perpetuidade.
Agora, não só os juros derreteram, como o numerador — nos certos casos especiais que realmente interessam — ganhou a capacidade de crescer exponencialmente (!).
Cada vez mais, rumamos metodologicamente para extirpar a perpetuidade da conta do DCF e capturar, exercício após exercício, toda a beleza dos fluxos de caixa intertemporais.
Essa é a obrigação que a realidade nos impõe.
Naturalmente, não estou falando de uma obrigação do tipo: "Caramba, precisamos atualizar nossas macros do Excel!".
A obrigação é de atualizarmos nossa intuição numérica, e até mesmo nossos crivos morais.
O investidor que pleiteava pagar barato por um etcetera gigantesco oculto na perpetuidade deve se adaptar para pagar caro por um único ano futuro cujo fluxo de caixa corresponde a toda uma perpetuidade de antigamente.
Seguindo essa argumentação, eu poderia ponderar que "veja bem, caro e barato são conceitos relativos, o caro de antigamente agora é barato, o Value Investing não morreu, blá-blá-blá".
Mas nós sabemos que eu estaria sendo apenas mais um financista babaca ao dizer isso.
O caro é caro mesmo.
Você paga barato para ter uma bosta de ativo, cheio de riscos de desaparecer num futuro próximo.
E paga caro para comprar uma chance de perpetuidade das perpetuidades.
É como funciona agora.
Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic
Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais
O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo
Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras
Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira
Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic
A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia
Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje
Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta
O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente
Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado
Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle
A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira
Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas
Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora
Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil
Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano
Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities
O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples
O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista