🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O ano das microcaps?

Podemos ter outro pacote fiscal nos EUA, enfraquecendo o dólar e liberando mais recursos para os mercados emergentes

27 de janeiro de 2021
11:37
investimentos
Imagem: Shutterstock

Entrei na vida adulta e desisti do perfeccionismo. A perfeição está no mundo das ideias, é platônica. Feito é melhor que perfeito. Só não perde pênalti quem não bate. É a versão futebolística para a distribuição paretiana do 80/20 — 20% de esforço, para 80% de resultado. Você consegue realizar muito mais quando incorpora essa mentalidade. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Perfeccionismo é um defeito, uma manifestação egocêntrica, talvez pelo medo da exposição; uma incapacidade de conviver com seu lado escuro, o médico que tenta esconder o monstro. Prefiro o raulseixismo: “Eu não sou besta de tirar onda de herói (…), entrar para história é com vocês”.

Poucas coisas são mais caras à Empiricus do que o processo de tentativa e erro. É a essência da filosofia da ciência: você só consegue descobrir a verdade a partir da observação empírica, contra os apriorismos dos doutos professores. Aqui, vivemos democraticamente sob a ditadura do teste, que é muito superior à ditadura do argumento. Aí talvez esteja uma das poucas lições que a turma das startups, mais habituada aos testes A/B, que por meio da inteligência artificial e do machine learning podem se tornar testes A-Z matriciais, possa ensinar à velha guarda do mercado financeiro — é difícil ensinar truques novos a cães velhos (e vice-versa!).

Para isso funcionar, porém, se você vai tomar o teste, algo é impreterível: perceber rápido quando errar. Se você vai falhar, se há uma ideia ruim, aquilo precisa ser descartado o quanto antes. Fail fast, fail small, resumiria Nassim Taleb. A combinação “tentativa e erro” com teimosia é explosiva.

Tenho uma ideia de que, entre outras coisas, a ineficiência do setor público relativamente ao privado deriva da dificuldade de governos realizarem testes de suas políticas. Não há muitos meios de tentar um novo programa social em laboratório, nem de lançar algo em rede nacional como “vamos testar e ver se dá certo” — imagina a capa da Folha nesse dia? “Governo arrisca dinheiro do contribuinte em teste de novo programa.” Então, somos condenados a escolher ex-ante o que deve ir pra rua ou não, o que é, pra mim, quase uma impossibilidade lógica. Confesso um sonho pessoal de um dia tentar levar ao setor público a possibilidade de conduzir-se sistematicamente processos de tentativa e erro. Bom, mas essa é outra história.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ontem, aconteceu algo muito importante para os mercados brasileiros. A ata da última reunião do Copom foi um exemplo de fail fast, fail small. Testamos o forward guidance para um mercado emergente com dúvidas sobre sua trajetória fiscal. Percebemos que não deu certo e rapidamente abandonamos o procedimento. Assim como deve ser.

Leia Também

Ao admitir discussões internas sobre aumento da Selic já na reunião e basicamente sugerir início do aperto monetário em março, o Copom recuperou credibilidade, desinclinou a curva de juros (curtos subiram, longos caíram) e retomou o controle da taxa de câmbio. Um golaço. 

Com isso, retiramos um risco de cauda importante do radar, de perdermos controle sobre a taxa de câmbio e inflação, o que nos forçaria a uma súbita e intensa subida da Selic mais pra frente. Esse cenário seria absolutamente destruidor para a economia brasileira e para o nosso processo de financial deepening.

Para financiamentos de longo prazo e para o valuation das empresas, importa o juro longo (não o curto). Ao mesmo tempo, a volatilidade e o risco de perda de controle cambial afugentam o investidor estrangeiro, além de causar estrago no balanço e na previsibilidade de empresas que participam do canal externo e/ou que possuem dívida em moeda estrangeira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Demos um passo importante para retomar a rota das políticas monetária e cambial.

Evidentemente, falta a fiscal, que é também a mais importante. Mas os mercados se movem na margem, com a chegada de novas notícias, e cada vitória precisa ser comemorada (e devidamente apreçada).

Sobre isso, especificamente, residem os maiores desafios. Contudo, se o favoritismo de Arthur Lira vier a se confirmar, podemos voltar a ter avanço nas pautas fiscalistas e reformistas na Câmara.

Claro que todos estamos cientes das dificuldades. Nunca teremos todas as reformas de que gostaríamos, haverá frustrações, muitas vezes vamos querer desistir do Brasil, teremos retrocessos. Mas, em termos líquidos, poderemos avançar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, resolvidas as questões monetária e cambial e voltando a caminhar com a pauta fiscal, ainda que com tropeços e volatilidade (de novo, isso aqui é a vida real, de verdade; não é o perfeccionismo hollywoodiano ridículo, pois “Durango Kid só existe no gibi”), o Brasil pode voltar a absorver o fluxo de recursos gringos que hoje saem de países estrangeiros para emergentes e reduzir sua grande underperformance frente aos pares dos últimos meses.

Achei bastante sintomático ver Luis Stuhlberger e Rogério Xavier simultaneamente otimistas com os mercados brasileiros em evento do Credit Suisse. O primeiro afirma estudar trocar S&P 500 por Bolsa local, enquanto Rogério parecia duvidar da própria visão construtiva: “Há muito tempo não fico otimista com o Brasil”.

Historicamente, o Brasil sempre foi um grande beta nos mercados emergentes, demonstrando grande sensibilidade aos fluxos de recursos caminhando em direção às periferias e ao comportamento das commodities. Agora, questões circunstanciais dificultam o nosso protagonismo. 

Ligando os pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois de um ano de recessão, o mundo naturalmente se recupera. A ideia é de um crescimento sincronizado, embora volátil e permeado por frustrações com segunda onda e atrasos nas vacinas (pela terceira vez: sem platonismo; aqui é vida real). A menor beligerância entre EUA e China e o resgate de valores mais clássicos da democracia liberal ocidental, como livres mercados, globalização, respeito às minorias, liberdade de imprensa e do judiciário, entre outras, reduzem o nível de risco.

Há uma brutalidade de esforços fiscais ainda sendo colocados nas economias em âmbito global. Os juros seguem excepcionalmente baixos e existe uma quantidade de dinheiro absurda sendo injetada no sistema.

Podemos ter outro pacote fiscal nos EUA, enfraquecendo o dólar e liberando mais recursos para os mercados emergentes. Se superados seus problemas idiossincráticos, só de Brasília não atrapalhar, seríamos destino natural desse dinheiro. Em sendo o caso, isso faz preço, principalmente sobre small e microcaps.

Primeiro, por uma razão óbvia. O impacto de qualquer compra marginal é maior mesmo em small e microcaps. Se eu decidir comprar Vale hoje, nada muda. Se eu resolver aumentar Méliuz ou Enjoei, talvez mude alguma coisa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois, porque sua sensibilidade às condições sistêmicas é maior. Natural. Elas pagam muito mal quando as coisas vão mal, e muito bem quando as coisas vão bem. Quase por definição, as grandes multiplicações em Bolsa estão em empresas pequenas que viram grandes. Uma empresa grande pode ficar enorme, mas é difícil dominar o planeta. Uma empresa pequena pode ficar média; depois, grande… por fim, enorme.

Para completar, com o rotation trade iniciado ao final de setembro de 2020, bancos e commodities andaram bastante (apesar da correção nas últimas duas semanas). As grandes blue chips brasileiras foram, deixando as small caps com valuation relativo mais atraente.

Podemos estar exatamente diante de um ponto de inflexão. Encerro com um convite: se você, assim como eu, é um apaixonado pelo tema das small e microcaps, participe desta série do Max Bohm sobre o tema. Max é a pessoa certa para guiá-lo por um ano potencialmente especial para as small caps

Errata: ontem, escrevi que o fundo Vitreo Carteira Universa, que se inspira na nossa Carteira Empiricus, vai reduzir sua taxa de administração em 0,1 ponto percentual, para 1,4% ao ano, assim que atingir o patrimônio líquido de R$ 1,5 bilhão. A atual taxa de administração do fundo já é de 1,25%. Obviamente, portanto, eu cometi um erro. A taxa de administração do fundo cairá para 1,15%, quando alcançada a marca em questão. Peço desculpas pelo erro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia

26 de dezembro de 2025 - 9:01

Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar

23 de dezembro de 2025 - 8:33

Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026

EXILE ON WALL STREET

Tony Volpon: Uma economia global de opostos

22 de dezembro de 2025 - 19:41

De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa

22 de dezembro de 2025 - 8:44

A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje

19 de dezembro de 2025 - 8:31

O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora

SEXTOU COM O RUY

A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década

19 de dezembro de 2025 - 6:08

Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje

18 de dezembro de 2025 - 8:55

Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…

17 de dezembro de 2025 - 20:00

Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje

17 de dezembro de 2025 - 8:38

Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar