Fundos, ações, tesouro: a pergunta que não quer calar… Por que você investe?
Pensar no futuro é importante, mas qual o seu objetivo lá na frente? Bruno Marchesano comenta sua experiência como investidor
A primeira resposta que vem à sua cabeça pode ser “Para fazer o dinheiro trabalhar por mim”, mas por quê? Qual ou quais são os sonhos que esse incremento de capital vai te ajudar a realizar?
No meu caso, cresci com meu pai, empresário, que quebrou quando eu tinha menos de dez anos. Já minha mãe havia deixado de trabalhar para cuidar de mim quando nasci, voltando para sua carreira quando as contas apertaram.
Logo, investimento e trabalho foram as formas que encontrei para tentar prover um futuro diferente para eles — e para mim. Ajudá-los é minha forma de retribuir por todo seu esforço, sacrifício, dedicação, educação e amor ao longo dos anos
Meu presente é dedicado a encontrar um futuro em que o dinheiro não seja uma preocupação constante. Em que possa me dar a liberdade — e o prazer — de ir a um bom restaurante, bar ou viajar à vontade, sem me preocupar se esse dinheiro me fará falta lá na frente.
Um futuro em que não seja preciso optar por renunciar às coisas de que gosto em prol de uma educação de qualidade para os meus filhos, assim como os meus pais fizeram por mim e meu irmão — escolha pela qual sou eternamente grato.
Um futuro em que eu possa dar as condições de acesso/oportunidades aos meus filhos e maior tranquilidade para meus pais.
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Aqueles que falam que dinheiro não traz felicidade estão, em minha opinião, apenas parcialmente certos, afinal eliminar os problemas que a falta dele traz não parece ruim. Os últimos dois terços da minha vida foram cercados por essa preocupação. Com isso, acabei aprendendo que os investimentos são uma das ferramentas ao meu dispor — e ao seu também — para trazer tranquilidade e afetar positivamente a vida daqueles que amamos, hoje e no futuro.
Não se engane, tenho plena consciência de que meus investimentos não vão trazer essa liberdade financeira no curto prazo. Este é um projeto de anos, provavelmente décadas. Para isso, preciso dar meu melhor agora, trabalhando para aumentar os meus aportes mensais, feitos em investimentos com foco no longo prazo.
Infelizmente, não existe bola de cristal. A estrada é longa e árdua, tanto para mim, como para você.
Tive a sorte de nos últimos sete anos evoluir juntamente com o mercado financeiro brasileiro.
Nos dois primeiros anos de forma mais distante, vivenciei a mudança do mercado como investidor e assinante da Empiricus, e nos últimos cinco consegui contribuir com uma pequena parte dessa mudança, ajudando na educação do investidor e com a aproximação entre fundos e o varejo como membro da equipe da série Os Melhores Fundos de Investimento.
Presenciei o pequeno investidor, que só tinha investimentos em fundos de renda fixa ruins dos grandes bancos, passar a ter sua reserva de emergência em fundos baratos de corretora — hoje com taxa zero —, investindo em fundos multimercados independentes e em ótimos gestores de ações.
Mais à frente, vi o investidor pessoa física fazer a mesma transição no mundo da previdência privada, cujos produtos eram ainda piores. Ao mesmo tempo, presenciei o investidor compreender, aos poucos, o conceito de alocação de portfólio e diversificação. Entendendo a necessidade de ter ativos — como o dólar — em sua carteira que podem protegê-lo em momentos de estresse do mercado.
Aos poucos, essa evolução levou os investidores a entenderem a importância dos fundos globais e a criar um interesse por fundos alternativos, como de criptomoedas, private equity e venture capital.
Não há como negar que estamos vivendo uma evolução acelerada da busca por conhecimento e acesso ao mercado de capitais. Por outro lado, a alta velocidade dessa evolução faz com que alguns investidores busquem por enriquecimento rápido e fácil, podendo ficar encantados com a cultura do day trade e, em último caso, até com esquemas duvidosos em criptomoedas, chamados de pirâmides financeiras. Mesmo com todo o avanço alcançado, ainda temos muito trabalho a ser feito até o foco da maioria dos investidores se direcionar para o longo prazo.
Nosso trabalho de educar e contribuir para a evolução de nossos assinantes é ininterrupto. Todos os dias temos pessoas novas, ansiosas por informação e recomendações de investimento. Precisamos, com isso, constantemente produzir conteúdos que atendam tanto o investidor iniciante como o muito experiente.
Contudo, ambos parecem colocar a caixinha dos fundos de renda fixa — incluindo fundos de crédito – como investimentos de curto prazo e baixo retorno.
Realmente, alguns investimentos da classe possuem essas características, mas não podemos generalizar.
Nesta semana, recomendamos para os assinantes da série Os Melhores Fundos de Investimento um fundo de crédito que combina um produto de alta qualidade, com proteção contra a inflação e performance acima da média, que são considerados qualificados pela CVM — aqueles com mais de R$ 1 milhão em investimentos financeiros ou com alguma certificação. Porém nem todos têm o perfil para entrar nesse fundo, ele é para o longuíssimo prazo e exige paciência, resiliência e persistência.
Se você se encaixa nesse perfil, caso goste da tese, deve segurá-lo por 20 anos. Em contrapartida, o fundo tem uma taxa interna de retorno de, aproximadamente, IPCA + 9,75% ao ano, isento de Imposto de Renda.
Esse tipo de oportunidade certamente entraria no meu portfólio pessoal não fossem as restrições de compliance.
Considero essa uma indicação perfeitamente alinhada com os propósitos de um investidor de longo prazo que tem o objetivo de prover tranquilidade para sua família no futuro.
Não posso mudar o passado, mas sei o que posso fazer hoje para mudar meu futuro. Esse é o meu motivo de investir, qual é o seu?
Um grande abraço!
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