Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Proibido gritar gol antes da hora: um balanço do 1º semestre

30 de junho de 2021
11:04 - atualizado às 12:17
gráfico de desempenho
Escolhas de mercado, fusões e aquisições são quatro vezes mais importantes do que desempenho de uma empresa — e eu te provo isso aqui - Imagem: Shutterstock

Talvez seja meio cringe falar isso, mas nós, nascidos nos anos 1980, sabemos: é terminantemente proibido gritar gol antes da bola entrar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nas arquibancadas do Pacaembu, não tinha conversinha. As coisas eram resolvidas de forma bastante direta. Eu me lembro bem daquele 23 de maio de 1992. Antes do gol salvador do Viola, estávamos todos tensos.

Giba pegou a bola, pela direita obviamente, bateu com a chapa do pé, com a criança em arco girando levemente em sentido anti-horário, fugindo do goleiro para encontrar a testa de Paulo Sérgio, que cabecearia de frente, livre, leve e solto para o gol. Ele foi ao encontro da bola, encontrou a gorduchinha e… “Gol, gol, gol”, gritei de maneira ansiosa e equivocadamente apressado. 

“Cala a boca, moleque. Espera a bola entrar pra gritar gol, playboy.” A bola foi pra fora e eu, que nunca fui playboy, mas, mesmo calçando tênis furado e calças de moletom esgarçadas, poderia muito bem me passar por um numa análise relativa, recebi um safanão na nuca e uma bronca inesquecível.

Nunca mais comemorei antes da hora. O jogo só acaba quando termina, diz a sabedoria popular. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A verdade é que não me dou muito a comemorações. Há um espírito de Day One e de recomeço mesmo antes do fim do ciclo anterior. De maneira antecipada, então, jamais.

Leia Também

Escrevo as linhas a seguir com a devida parcimônia. Como não sou autor desta newsletter amanhã, nem sexta, faço um balanço do primeiro semestre hoje, sabendo do risco de encontrarmos alguma surpresinha desagradável aos 45 minutos do segundo tempo. Poucos dias ou até mesmo horas fazem diferença. Receba este texto, portanto, com a devida cautela, ciente de que tudo que é falado ou redigido está circunscrito às informações disponíveis até aquele momento.

E não nos esqueçamos de que o dia de hoje é longo, com definição de cota semestral a servir de base para apuração de taxa de performance dos fundos de investimento — especial atenção para os cases queridinhos do smart money local com menor liquidez. Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem.

Caminhamos para um bom semestre. A carteira de ações sugerida no Palavra do Estrategista, que serve de inspiração para o fundo Vitreo Oportunidades de Uma Vida,  sobe aproximadamente 25% neste ano, contra 7% do Ibovespa. Desde sua concepção, ao final de 2015, o portfólio sugerido sobe 580%, frente a 168% do benchmark em igual intervalo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Demos sorte nesses primeiros seis meses. Pegamos a multiplicação de Méliuz, o movimento acentuado de Banco Pan, a reestruturação de Pão de Açúcar, a brutal geração de caixa e de dividendos de Vale, o bom pick no setor de real estate representado por Direcional, a virada operacional de Marisa, o fechamento do desconto de holding de Jereissati e algumas outras coisas.

Seis meses dizem muito pouco. Talvez nada. Claro que é melhor subir do que cair, mas, mais do que a performance passada, importa o prognóstico para o desempenho à frente. Treinado na escola fundamentalista clássica, me empolga muito mais o que os fundamentos apontam para o segundo semestre.

Começamos o ano projetando uma trajetória da dívida/PIB brasileira não convergente, caminhando para 110%. O descontrole fiscal brasileiro exigia muito prêmio para se comprar os nossos ativos. Agora, as melhores contas apontam para algo perto de 83%. Objetivamente, o principal risco doméstico está bem menor agora, com espaço fiscal de curto prazo, ainda que permaneça, claro, um desafio estrutural de médio e longo prazo importante.

A economia cresce bem acima das expectativas prévias. A arrecadação fiscal supera estimativas consecutivamente. Os resultados corporativos estão melhores e, a cada interação privada com as empresas, você percebe uma perspectiva empolgada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A agenda de reformas, aos trancos e barrancos, vai caminhando. Alvo de zombaria anterior, a privatização da Eletrobras, mesmo com problemas, acontece. Outras concessões e licitações também. O Banco Central recuperou um discurso mais ortodoxo e firme, afastando preocupações com um descontrole inflacionário e o desequilíbrio macro

As commodities encontram-se em níveis elevados e ajudam as contas externas, nosso câmbio e nossa arrecadação.

Lá fora, o temor de que enfrentaríamos taxas de juro de mercado subindo rapidamente foi, ao menos parcialmente, dissipado. O yield do Treasury de dez anos saltou de 0,9% para 1,80%, disparou uma preocupação com casos de crescimento e tecnologia e reduziu o fluxo de recursos para países emergentes no primeiro semestre, sob preocupação grande com a inflação americana. Agora, ele já voltou para baixo de 1,50%, diante da crescente interpretação de que a inflação tem caráter temporário. O juro segue baixo lá fora, a liquidez global é ampla, as economias desenvolvidas crescem rápido — o cenário é bom. 

Encerro meu último texto deste semestre da mesma forma com que comecei o Palavra do Estrategista de hoje, recorrendo a Stanley Druckenmiller e a uma sabedoria que pode nos ser muito útil para o momento: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“George Soros tem uma filosofia que eu também adotei para mim. A maneira para construir retornos consistentes de longo prazo é por meio da preservação de capital e de alguns home runs. Você pode ser muito mais agressivo quando está tendo bons lucros. Muitos gestores, quando sobem 30% ou 40%, encerram seu ano ali — isto é, passam a agir muito cautelosamente no resto do exercício, como forma de preservar o bom retorno acumulado até ali. A forma, porém, de apurar retornos verdadeiramente superiores no longo prazo é produzir retornos de 30% ou 40% e, então, se você tiver convicções, perseguir 100% no ano! Se você puder reunir uns poucos anos de retornos próximos a 100% e evitar períodos de retornos muito negativos, então assim atingirá retornos espetaculares no longo prazo.”

Estamos apenas na metade do ano. E o dia hoje tem umas 60 horas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia