Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Fundos de investimento são como jogo de damas: o tempo muda, as regras, não

28 de maio de 2021
10:37 - atualizado às 13:18
Imagem de um tabuleiro de damas de madeira e uma pessoa movimentando uma peça
Fundos de investimentos são como um jogo de damas - Imagem: Shutterstock

“[O tabuleiro de xadrez] é um mundo inteiro em 64 quadrados. Eu me sinto segura nele. Posso controlar, dominar. E é previsível. Se me machucar, a culpa é só minha.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa frase foi dita por Beth Harmon, jovem prodígio do xadrez e protagonista da série “O Gambito da Rainha”, da Netflix, que é também minha recomendação cultural para o fim de semana.

Para os iniciantes em xadrez, o jogo reserva algumas similaridades com o conhecido jogo de damas: um tabuleiro quadrado com 64 casas claras e escuras alternadas, peças pretas e brancas para distinguir os jogadores e o jogador das brancas é o que faz o primeiro movimento.

As similaridades acabam aí. Damas são jogadas com 24 peças, enquanto o xadrez tem 32. E, diferentemente do primeiro, em que todas as peças seguem as mesmas regras, no xadrez cada uma tem a sua regra.

Essas diferenças fazem do xadrez um jogo muito mais complexo que o de damas. Em vez de apenas sete movimentos iniciais possíveis, no xadrez existem 20. Esses números aumentam conforme a partida progride.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Investir em fundos tradicionais como de renda fixa, multimercados, de ações ou cambiais é como jogar damas: apesar das diferentes possibilidades de estratégia, ao longo do tempo as regras são essencialmente as mesmas.

Leia Também

A tomada de decisão de investir em qualquer fundo sempre começa com as análises quantitativa e qualitativa. Seguindo a analogia, uma boa análise quantitativa pode definir quão bem o jogador consegue ler as jogadas passadas do gestor, identificar sua habilidade e ter uma ideia melhor da estratégia de seu jogo; já uma análise qualitativa diferenciada representa a profundidade com que você entende como o gestor pensa.

Nos últimos cinco anos, o número de ferramentas de análise quantitativa disponíveis se multiplicou e o investidor pessoa física já consegue fazer muita coisa por conta própria. Além disso, o acesso a relatórios de casas de análise, lives, podcasts e entrevistas aproxima o investidor dos grandes gestores, permitindo uma melhor análise qualitativa. Quando combinados com dedicação e diligência, o entendimento das estratégias do jogo e o conhecimento de seu oponente podem te fazer um ótimo jogador de damas.

Mas os juros estruturalmente mais baixos deixaram os investidores menos animados com os retornos desses fundos tradicionais. Isso abriu caminho para que uma classe de ativos bastante comum no exterior se tornasse o foco de desejo do brasileiro: o private equity, a compra de participação em empresas privadas, ou seja, que não são negociadas em Bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse investimento via fundos, até meados do ano passado, era praticamente exclusivo a grandes investidores estrangeiros, fundos de pensão, family offices, investidores institucionais e detentores de grandes fortunas. Nos últimos meses, temos visto cada vez mais produtos da classe sendo distribuídos em plataformas digitais, o que nos deixou felizes, mesmo que continuem restritos a investidores considerados qualificados (aqueles com mais de R$ 1 milhão em investimentos financeiros) ou para os profissionais (aqueles com mais de R$ 10 milhões) por conta da regulação da CVM.

Por mais que essa guinada para a pessoa física tenha nos agradado no começo, percebemos que os investidores estavam focando em dois fatores:

1) retorno, com métricas diferentes dos fundos tradicionais, sem histórico público e ausência de padrão; 2) senso de urgência, criando investidores desesperados e em busca de uma indicação às pressas, com medo de perder uma possível oportunidade por conta das janelas curtas de captação e das poucas ofertas disponíveis.

Um termo apropriado para o comportamento resultante desses fatores é FOMO (“fear of missing out”). O medo de ficar de fora pode levar as pessoas a tomarem decisões impulsivas e, muitas vezes, ficarem cegas para os riscos existentes, como o de liquidez, pois, quando você investe em um fundo de private equity, o comprometimento costuma ser de quase uma década; ou seja, sem chance de resgate.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo quando está claro para o investidor o risco de liquidez, este continua sem perceber outros riscos existentes, porém ocultos, por assumir que as regras do jogo de investir em private equity são as mesmas das de investir nos fundos tradicionais.

Além da liquidez, os cálculos das taxas de administração e performance são diferentes do que estamos acostumados, sem falar da menor transparência e do pouco acesso ao histórico de retorno dos gestores. Soma-se a isso a ausência de marcação a mercado e o período de silêncio pelo qual as próprias gestoras precisam passar durante a captação do fundo, o que cria um terreno fértil para a assimetria de informação.

Esses exemplos são apenas uma gota de água no oceano de diferenças entre os fundos tradicionais e os de private equity. Se os primeiros são como um jogo de damas, facilmente aprendido e compreendido, o segundo se aproxima do xadrez.

Você já viu gestores de private equity fazendo live ou comentando suas posições no Twitter? Pois é, sem o acesso aos gestores e sem informações públicas completas de retorno, a conclusão só pode ser uma: o investidor está jogando xadrez às cegas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nada contra a modalidade em que o jogador disputa sem olhar o tabuleiro, apenas ouvindo os movimentos, mas, sem conhecer as regras, vencer fica bem mais difícil.

Nos últimos seis meses, desde que separamos uma pequena parcela da carteira principal da série Os Melhores Fundos de Investimento para private equity, temos atuado em três frentes.

A primeira é o combate ao FOMO criado em torno da classe. Você não quer tomar decisões para dez anos de forma precipitada. Em paralelo a isso, nos aproximamos das gestoras, aplicando nossa diligência profunda em busca apenas das oportunidades que pareçam as melhores da indústria e não aquelas que estão disponíveis no momento. E, por fim, oferecemos aos nossos assinantes didática e transparência sobre as diferenças entre as classes, riscos, tipos de análise e todas as informações que habilitam o investidor do varejo estar no mesmo patamar de informação de um investidor private.

Na última semana, o investidor recebeu um reforço de peso nessa última frente. A gestora de fundos de private equity Spectra, em parceria com o Insper e a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), divulgou um estudo que compara práticas adotadas por fundos da classe no Brasil com as melhores práticas mundiais recomendadas pela Institutional Limited Partners Association (ILPA).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse estudo vem em um formato bem didático e mostra o quão diferentes são os fundos de private equity, mesmo quando comparados entre si. Além disso, o estudo revela que os fundos da classe estão cada vez mais alinhados às melhores práticas globais, mas que ainda há divergências e pontos de atenção a serem observados.

Ao abrir um pouco seus olhos para essas diferenças e analisar melhor as ofertas que virão a mercado nos próximos meses, temos um único objetivo em mente: que você nunca mais jogue xadrez às cegas.

Afinal, essa não parece ser uma boa escolha para o seu dinheiro, não é? 

Um grande abraço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A verdadeira diversificação nos FIIs, a proposta de cessar-fogo no Irã, e o que mais move as bolsas hoje

6 de abril de 2026 - 8:09

O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo

TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia