🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Como um grande time, o melhor fundo é a combinação de bons investimentos

18 de junho de 2021
11:29
Imagem: Getty Images

Dennis Rodman é o jogador de basquete com a menor pontuação da história a ser indicado ao Hall da Fama do esporte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 1995, mesmo quando já havia conquistado a NBA duas vezes com o Detroit Pistons, sua contratação pelo Chicago Bulls – equipe pela qual levaria as próximas três temporadas – foi considerada uma aposta ousada do time dos astros Michael Jordan e Scottie Pippen.

Ninguém conseguia justificar a contribuição que traria um jogador envolvido em brigas e polêmicas dentro e fora das quadras e relativamente baixo para um ala-pivô (2,01 metros, quase 10 centímetros a menos do que os melhores da posição) nos seus 34 anos de idade.

Os agentes esportivos e apostadores da época subestimavam Rodman. Pelas lentes das métricas tradicionais, que priorizavam estatísticas de ataque, encontrava-se ali um jogador medíocre, com alto índice de erros em arremessos livres. 

Em 1997, um rival do Dallas Mavericks fez seis faltas intencionais contra ele em apenas três minutos para forçá-lo ao arremesso livre, apostando que o jogador do Bulls erraria – como acontecia com frequência – e a bola sobraria para seu time.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, ali estava um dos maiores reboteiros de todos os tempos. Na defesa ou no ataque, uma cesta que não entrava sempre sobrava nas mãos de Dennis Rodman, e depois de Scottie Pippen, de Michael Jordan... e mais dois pontos para o Chicago Bulls!

Leia Também

Detentor do maior número de rebotes por jogo da NBA por sete anos seguidos, Rodman simplesmente não precisava marcar muitos pontos para estar entre os melhores.

Em carta de 2016 a investidores, o gestor de hedge fund Chris Cole, da Artemis Capital, argumentava que Dennis Rodman era relativamente melhor em rebotes do que outros jogadores eram melhores em pontos ou em assistências. Nenhum outro jogador da história jamais teria atingido esse nível de vantagem comparativa versus seus pares, nem mesmo Michael Jordan e sua média de 30 pontos por jogo.

Sua habilidade defensiva negligenciada à época criava inúmeras segundas chances para os jogadores de ataque marcarem mais pontos e de maneira mais rápida. Então, fugindo do senso comum, ter um pontuador mediano como Rodman na equipe aumentava a eficiência de arremessos do time como um todo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cole percebeu que o diferencial de resultado nos jogos em que Dennis Rodman esteve em quadra contra os que ele não esteve (chamado de “margem de vitória diferencial”) também seria o maior de todos os tempos, sendo provavelmente a melhor aquisição que um time de estrelas dos anos 1990 poderia ter feito.

A verdade é que não há o melhor fundo de investimento, mas, sim, a melhor combinação de classes de ativos, estratégias e gestores de fundos.

Que o diga o quase inédito rebaixamento do time de estrelas do Flamengo em 1995, ano em que comemorava seu centenário com o trio ofensivo Romário – eleito melhor jogador do mundo em 1994 –, Edmundo e Sávio, além do tetracampeão Branco e do técnico bicampeão brasileiro pelo Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo. Nem o carioca levamos.

De volta à gringa, Chris Cole apelidou a tese de “Paradoxo de Rodman” para descrever o impacto positivo que adicionar uma classe de ativos defensiva, com retorno esperado baixo ou negativo, mas benefícios ocultos e não lineares, poderia trazer ao seu portfólio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo bem, o conceito de diversificação através de baixa correlação em uma carteira, popularizado por Harry Markowitz, já tem seus quase 70 anos, mas entre o clássico e o ultrapassado, tendo a encaixá-lo na segunda opção.

Medidas de retorno, volatilidade e correlação esperadas simplesmente não são confiáveis, especialmente a primeira. Qualquer alocador que as utilize com confiança para montar uma carteira de longo prazo deve repensar a quem está iludindo além de seu cliente.

O mesmo vale para o índice de Sharpe, tão popular entre gestores de fundos ao apresentar seus desempenhos acima da média – especialmente nos últimos 12 meses.

É aqui que Chris Cole – um dos autores mais interessantes em que me aprofundei nos últimos meses, ao lado de Morgan Housel – entra novamente. Em abril deste ano, o gestor da Artemis introduziu uma nova métrica para a construção de carteiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O “Cole Wins Above Replacement Portfolio” (CWARP) finalmente valoriza Dennis Rodman.

Em vez de comprar a lista dos fundos com os melhores índices de Sharpe individuais, sua proposta é que cada nova aquisição ao portfólio deve aumentar a relação entre o retorno e a “volatilidade dos dias de queda” (diferente da medida tradicional) ou entre o retorno e a perda máxima da sua carteira, duas medidas independentes de eficiência.

Por tabela, esta também é uma crítica à correlação. Talvez não devêssemos nos preocupar com a correlação entre dois gestores o tempo inteiro, mas dar maior peso aos seus períodos de queda relevante, especialmente para multimercados, que conseguem se beneficiar de assimetrias através de derivativos.

O CWARP da Artemis é claramente superior a uma decisão simplista – apesar de simples, coisas diferentes – de alocação e será incorporado à análise que fazemos na série Os Melhores Fundos de Investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, há duas conclusões importantes aqui. A primeira é que, com a adoção do CWARP, passamos a dar cada vez menos peso em nossas carteiras aos gestores de forma individual e mais à construção da carteira.

E a segunda é que a combinação entre bons atacantes geradores de alfa e defensores bons de rebote, capazes de se recuperar rapidamente de uma crise, por exemplo, é estritamente melhor do que o Flamengo de 1995, só de estrelas – infelizmente, pois era um timaço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Derrota de Trump, volatilidade no mundo: a guerra comercial entra em nova fase 

24 de fevereiro de 2026 - 7:15

Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carta curinga no jogo dos FIIs, a alta do petróleo, e o que mais movimenta o seu bolso hoje

20 de fevereiro de 2026 - 8:46

Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como saber seu perfil e evitar erros ao abrir uma franquia, a queda da Vale (VALE3) na bolsa, e o que mais movimenta o mercado hoje

19 de fevereiro de 2026 - 8:46

Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão

EXILE ON WALL STREET

Ruy Hungria: Não tenha medo da volatilidade 

18 de fevereiro de 2026 - 20:00

Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quando as small caps voltarão a ter destaque na bolsa, liquidação do banco Pleno e o que mais afeta os mercados hoje

18 de fevereiro de 2026 - 8:39

Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos mais “fora da caixa” da bolsa, propostas para a Raízen, Receita de olho no seu cartão, e o que mais você precisa ler hoje

16 de fevereiro de 2026 - 8:08

Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval

VISÃO 360

A hora da Cigarra: um guia para gastar (bem) seu dinheiro — e não se matar de trabalhar

15 de fevereiro de 2026 - 8:01

Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Zuck está de mudança: o projeto californiano que está deslocando o eixo dos bilionários nos EUA

14 de fevereiro de 2026 - 9:02

Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Por que Einstein teria Eneva (ENEV3) na carteira, balanço de Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e outras notícias para ler antes de investir

13 de fevereiro de 2026 - 8:52

Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje

SEXTOU COM O RUY

Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?

13 de fevereiro de 2026 - 6:03

Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Japão como paraíso de compras para investidores, balanços de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e o que mais move a bolsa hoje

12 de fevereiro de 2026 - 8:59

O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos dizer que a Bolsa brasileira ficou cara? 

11 de fevereiro de 2026 - 19:50

Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar