🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Felipe Miranda: estaríamos nos tornando investidores piores?

12 de julho de 2021
11:27 - atualizado às 11:29
Imagem: Shutterstock

Será que o diabo veste mesmo Prada? Ou será mais fácil vê-lo de ternos escuros, gravata normalmente vermelha, comendo hambúrguer e tomando Cherry Coke?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como sabemos, o diabo é diabo não porque é sábio, mas porque é velho. Cultua-se muito a inteligência e a sagacidade em investimentos, negligencia-se o bom senso e a capacidade de espera

Com tudo sendo tão rápido e acelerado, com pesquisas muito profundas feitas em 45 segundos na Wikipédia e todos sendo inteligentes depois do Google, será que estaríamos nos tornando investidores piores, posto que a necessidade de ter tudo tão depressa inibe a atuação da poderosa força dos juros compostos? Se não podemos esperar nada, simplesmente perdemos a convexidade típica da Bola de Neve, juros sobre juros atuando em nosso favor por muito tempo.

Em seu livro “A Psicologia Financeira”, Morgan Housel descreve um lado pouco explorado de dois personagens muito conhecidos. 

Quando da publicação do livro, em 2020, a fortuna de Warren Buffett era estimada em US$ 84,5 bilhões. Desse montante, US$ 84,2 bilhões vieram depois de ele completar 50 anos. E US$ 81,5 bilhões depois dos 60 anos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não quero, com isso, diminuir a competência e a genialidade de Buffett. Ao contrário, aqui há um elogio à sua capacidade de persistir, por muito tempo investindo com bons retornos.

Leia Também

Se Buffett não tivesse começado a investir aos 10 anos de idade, chegasse aos 30 com um patrimônio líquido de US$ 25 mil (como um norte-americano típico), preservado seus mesmos 22% de retorno anual médio e parado de investir aos 60 anos ao atingir a aposentadoria, seu patrimônio líquido seria de US$ 11,9 milhões. É claro que ainda se trata de uma bela grana, mas nem se compara aos US$ 84,5 bilhões, que são, sim, resultado de uma bela taxa de retorno anual, mas, mais do que isso, derivam em grande medida da simples passagem do tempo.

Jim Simons, da Renaissance, que é tido como detentor do melhor retorno médio anual, de 66% desde 1988, também é muito rico. Tem a fortuna estimada em US$ 21 bilhões. Também não está com dificuldade de pagar o IPVA, mas isso é um quarto do patrimônio de Buffett. 

O efeito dos juros compostos por décadas é simplesmente brutal e muitas vezes negligenciado pelo imediatismo e pelo medo de ficar de fora de um grande retorno anual. Nossas mentes são treinadas para raciocínios e cálculos lineares, subdimensionando ocorrências exponenciais. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro personagem famoso explorado no livro de Morgan Housel é Jesse Livermore, que viria a escrever o ótimo “Reminiscências de um Operador de Mercado”, sob o pseudônimo Edwin Lefévre. Livermore já era um dos grandes traders de sua época, quando, em 1929, se tornou um dos homens mais ricos do mundo por ter apostado na queda das ações às vésperas da eclosão da Grande Depressão. Quando todos achavam que ele perderia uma baita grana por conta da crise, na verdade ele estava na outra ponta. 

Alguns anos depois, o destino lhe foi um pouco mais cruel. Estimulado pelo sucesso anterior, com o ego inflado e fazendo apostas cada vez maiores, Livermore quebraria quatro anos mais tarde. Fez uma autoavaliação de invencibilidade e deu ruim. O sucesso é um mau professor. Atolou-se em dívidas e passou a enfrentar enorme pressão. Acabou se suicidando.

Certa vez, chegou a escrever: “Às vezes, penso que nenhuma lição é mais valiosa a qualquer especulador do que aprender a não deixar o sucesso subir à cabeça. As derrocadas de muitas pessoas brilhantes podem ser atribuídas diretamente ao fato de o sucesso ter subido à cabeça deles”.

Há várias coisas a se extrair daqui. A habilidade de ganhar dinheiro é diferente da capacidade de preservar capital. Às vezes, inclusive, essas coisas são conflitantes. Construir, conquistar, desbravar, multiplicar envolvem disposição ao risco, aventurar-se pelo novo e o desconhecido. Preservar, não raro, requer o oposto. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Algumas estratégias você simplesmente não pode adotar. Se houver risco de ruína, apenas não faça. A racionalidade só pode estar ligada à sobrevivência, insiste Nassim Taleb. 

Não deveríamos lutar tanto por um ano de retorno alto. Ele pode ter sido mero resultado da sorte ou até mesmo da assunção desmedida de risco, que acabou dando certo pela ocorrência de forças aleatórias. Muito mais difícil e relevante é a consistência, anos e anos de retornos não necessariamente explosivos, mas apenas suficientemente altos.

A combinação rara de Buffett é a persistência com a ganância comedida — o adjetivo importa. Devemos, sim, lutar por bons retornos, mas não retornos bons demais, porque isso provavelmente vai nos tirar do jogo ao longo do caminho.

Estamos caminhando para quase 90 meses de Carteira Empiricus. São sete anos e meio de portfólio sugerido. O retorno acumulado é de 235% nesse intervalo, o que corresponde a 287% do CDI. É um desempenho bastante bom, mas queremos replicá-lo por décadas. O objetivo aqui é a consistência, ano após ano. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como forma de valorizar a consistência, todos aqueles que investirem mais de R$ 10 mil no Carteira Universa, fundo que tem como inspiração o Carteira Empiricus, receberão de presente três meses de uma série premium da Empiricus. O compromisso com a perseguição de bons retornos por décadas é o maior prêmio que podemos oferecer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia

26 de dezembro de 2025 - 9:01

Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar

23 de dezembro de 2025 - 8:33

Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026

EXILE ON WALL STREET

Tony Volpon: Uma economia global de opostos

22 de dezembro de 2025 - 19:41

De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa

22 de dezembro de 2025 - 8:44

A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje

19 de dezembro de 2025 - 8:31

O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora

SEXTOU COM O RUY

A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década

19 de dezembro de 2025 - 6:08

Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje

18 de dezembro de 2025 - 8:55

Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…

17 de dezembro de 2025 - 20:00

Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje

17 de dezembro de 2025 - 8:38

Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar