O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Será que o diabo veste mesmo Prada? Ou será mais fácil vê-lo de ternos escuros, gravata normalmente vermelha, comendo hambúrguer e tomando Cherry Coke?
Como sabemos, o diabo é diabo não porque é sábio, mas porque é velho. Cultua-se muito a inteligência e a sagacidade em investimentos, negligencia-se o bom senso e a capacidade de espera.
Com tudo sendo tão rápido e acelerado, com pesquisas muito profundas feitas em 45 segundos na Wikipédia e todos sendo inteligentes depois do Google, será que estaríamos nos tornando investidores piores, posto que a necessidade de ter tudo tão depressa inibe a atuação da poderosa força dos juros compostos? Se não podemos esperar nada, simplesmente perdemos a convexidade típica da Bola de Neve, juros sobre juros atuando em nosso favor por muito tempo.
Em seu livro “A Psicologia Financeira”, Morgan Housel descreve um lado pouco explorado de dois personagens muito conhecidos.
Quando da publicação do livro, em 2020, a fortuna de Warren Buffett era estimada em US$ 84,5 bilhões. Desse montante, US$ 84,2 bilhões vieram depois de ele completar 50 anos. E US$ 81,5 bilhões depois dos 60 anos.
Não quero, com isso, diminuir a competência e a genialidade de Buffett. Ao contrário, aqui há um elogio à sua capacidade de persistir, por muito tempo investindo com bons retornos.
Leia Também
Se Buffett não tivesse começado a investir aos 10 anos de idade, chegasse aos 30 com um patrimônio líquido de US$ 25 mil (como um norte-americano típico), preservado seus mesmos 22% de retorno anual médio e parado de investir aos 60 anos ao atingir a aposentadoria, seu patrimônio líquido seria de US$ 11,9 milhões. É claro que ainda se trata de uma bela grana, mas nem se compara aos US$ 84,5 bilhões, que são, sim, resultado de uma bela taxa de retorno anual, mas, mais do que isso, derivam em grande medida da simples passagem do tempo.
Jim Simons, da Renaissance, que é tido como detentor do melhor retorno médio anual, de 66% desde 1988, também é muito rico. Tem a fortuna estimada em US$ 21 bilhões. Também não está com dificuldade de pagar o IPVA, mas isso é um quarto do patrimônio de Buffett.
O efeito dos juros compostos por décadas é simplesmente brutal e muitas vezes negligenciado pelo imediatismo e pelo medo de ficar de fora de um grande retorno anual. Nossas mentes são treinadas para raciocínios e cálculos lineares, subdimensionando ocorrências exponenciais.
Outro personagem famoso explorado no livro de Morgan Housel é Jesse Livermore, que viria a escrever o ótimo “Reminiscências de um Operador de Mercado”, sob o pseudônimo Edwin Lefévre. Livermore já era um dos grandes traders de sua época, quando, em 1929, se tornou um dos homens mais ricos do mundo por ter apostado na queda das ações às vésperas da eclosão da Grande Depressão. Quando todos achavam que ele perderia uma baita grana por conta da crise, na verdade ele estava na outra ponta.
Alguns anos depois, o destino lhe foi um pouco mais cruel. Estimulado pelo sucesso anterior, com o ego inflado e fazendo apostas cada vez maiores, Livermore quebraria quatro anos mais tarde. Fez uma autoavaliação de invencibilidade e deu ruim. O sucesso é um mau professor. Atolou-se em dívidas e passou a enfrentar enorme pressão. Acabou se suicidando.
Certa vez, chegou a escrever: “Às vezes, penso que nenhuma lição é mais valiosa a qualquer especulador do que aprender a não deixar o sucesso subir à cabeça. As derrocadas de muitas pessoas brilhantes podem ser atribuídas diretamente ao fato de o sucesso ter subido à cabeça deles”.
Há várias coisas a se extrair daqui. A habilidade de ganhar dinheiro é diferente da capacidade de preservar capital. Às vezes, inclusive, essas coisas são conflitantes. Construir, conquistar, desbravar, multiplicar envolvem disposição ao risco, aventurar-se pelo novo e o desconhecido. Preservar, não raro, requer o oposto.
Algumas estratégias você simplesmente não pode adotar. Se houver risco de ruína, apenas não faça. A racionalidade só pode estar ligada à sobrevivência, insiste Nassim Taleb.
Não deveríamos lutar tanto por um ano de retorno alto. Ele pode ter sido mero resultado da sorte ou até mesmo da assunção desmedida de risco, que acabou dando certo pela ocorrência de forças aleatórias. Muito mais difícil e relevante é a consistência, anos e anos de retornos não necessariamente explosivos, mas apenas suficientemente altos.
A combinação rara de Buffett é a persistência com a ganância comedida — o adjetivo importa. Devemos, sim, lutar por bons retornos, mas não retornos bons demais, porque isso provavelmente vai nos tirar do jogo ao longo do caminho.
Estamos caminhando para quase 90 meses de Carteira Empiricus. São sete anos e meio de portfólio sugerido. O retorno acumulado é de 235% nesse intervalo, o que corresponde a 287% do CDI. É um desempenho bastante bom, mas queremos replicá-lo por décadas. O objetivo aqui é a consistência, ano após ano.
Como forma de valorizar a consistência, todos aqueles que investirem mais de R$ 10 mil no Carteira Universa, fundo que tem como inspiração o Carteira Empiricus, receberão de presente três meses de uma série premium da Empiricus. O compromisso com a perseguição de bons retornos por décadas é o maior prêmio que podemos oferecer.
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin
Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria
A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório
Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio
O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor
Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito
Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje
Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito
O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas
Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados
Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.
Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026
Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?
Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs
Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais
Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa
Conheça a história da Gelato Borelli, com faturamento de R$ 500 milhões por ano e 240 lojas no país
Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho
Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição