O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Se você é um homem casado, possivelmente já entendeu: você não precisa ter razão. Ao contrário. Ter razão pode ser a pior coisa. Você ganha a discussão e junto leva uma tromba pelas próximas 48 horas, além de perder o direito de assistir aos próximos jogos do Brasileirão ou jogar aquele futevôlei com os "parça". Happy wife, happy life. É muito melhor ser feliz do que estar certo.
O desejo de provar seu ponto e não errar pode ser devastador. Serve para o casamento, serve para o investimento. Mundo, mundo, vasto mundo. Se eu me chamasse Raimundo, seria uma rima, não a solução.
Na dinâmica da renda variável, tudo que sabemos é que vamos errar. Todos os dias. Compramos o que não deveríamos. Ou compramos menos do que deveríamos. Decidimos ex-ante sob incertezas e perante um mapa de probabilidades, sabemos ex-post qual dos cenários se materializou, apenas uma das infinitas possibilidades que se colocavam previamente. O erro está na construção da coisa. Você se prepara para a distribuição de probabilidade, mas só um dos cenários vai acontecer. É o melhor a ser feito, e já é um erro.
Stanley Druckenmiller, que fazia uma espécie de dupla Pelé e Coutinho com George Soros, insiste sempre num ponto principal: o ato de investir não é sobre estar certo ou errado, e, sim, sobre quanto de dinheiro você perde quando está errado, e quanto de dinheiro você ganha quando está certo. O tamanho da posição importa. Druckenmiller é conhecido por suas posições grandes em momentos de grande convicção. E as posições de Druckenmiller eram pequenas perante as gigantes posições de Soros.
Esse é um ponto fundamental da gestão de recursos: nos raros momentos em que uma grande oportunidade aparece (e eles são realmente raros), você precisa ir para o "home run" — basta um deles para que você acumule retornos de anos em curtos intervalos de tempo.
Talvez estejamos numa dessas raras oportunidades, em que havemos de ir na jugular.
Leia Também
Como lembrou recentemente Rogério Xavier, se o investidor pudesse escolher um cenário a ser desejado, ele deveria selecionar exatamente o atual, com a maior economia do mundo vendo seu PIB nominal crescer 10% no ano.
Simultaneamente, a preocupação mais pronunciada com a subida das taxas de juro de mercado encontra um alívio — depois de beliscar o 1,80%, o yield do Treasury de 10 anos está hoje em 1,58% e enfrenta menos pressão depois do Employment Report mais fraco da última sexta-feira.
Há sempre uma tendência a nos observarmos sob nossa própria perspectiva, numa interpretação ensimesmada de nós mesmos. O Brasil, porém, é um grande beta no mundo e mostra grande sensibilidade às condições sistêmicas globais. Somos muito associados ao ciclo de commodities, temos uma moeda extremamente volátil e exótica e sentimos muito os fluxos de capitais globais.
Em paralelo, depois de muito tempo começamos a ter notícias boas internamente também. Eu nem lembrava mais como era isso. O PIB brasileiro deve crescer alguma coisa perto de 6% neste ano, muito acima do esperado anteriormente — há pouco, se falava em 3,5% de crescimento. A dívida sobre PIB caminha para algo como 83%, contra 110% sugeridos há alguns meses. O déficit primário pode ser inferior a 3% em 2021. Sejamos sinceros: ninguém esperava isso.
Curiosamente, voltamos a ser destaque entre os mercados emergentes emissores de boas notícias. De pária e patinho feio a um dos queridinhos, num piscar de olhos. E se você observar o fluxo gringo na B3, vai claramente perceber que esse cara já está voltando, e com força.
A vacinação pega ritmo importante nos próximos dois meses, a volta da economia é mais rápida do que se imaginava. Aos trancos e barrancos, caminhamos com a privatização da Eletrobras e com a reforma administrativa. Não será a privatização dos sonhos, tampouco a reforma dos sonhos. Mas nunca é. Os sonhos acontecem à noite, fora da atividade parlamentar. Resta-nos a dura realidade, que ainda é o único lugar onde podemos comer um bom bife, como lembra Woody Allen.
Resumo da história: os ativos brasileiros estão bem defasados frente aos pares. Havia razão de ser. A situação fiscal era caótica e explosiva. Éramos destaque negativo global da pandemia. As reformas não andavam. O cenário é diferente agora. E os preços ainda estão defasados. Uma coisa vai convergir para a outra, como costuma ser.
Duas coisas ainda me parecem bem fora do lugar:
1 — Incorporadoras. Isso sofreu dramaticamente com aumento dos preços de insumos e subida das taxas de juro de mercado. O aço turco derreteu nas últimas semanas e a curva de juros tem se comportado muito melhor. Com o crescimento da economia, o affordability tende a melhorar bastante. São Paulo é uma economia de serviços, cujo segundo semestre pode ser notadamente de maior atividade. Tecnisa continua largada mesmo depois da história dos Cepacs e ainda pode vir a se envolver num movimento de M&A. Mitre está voltando a lançar e colocando preço com ótima aceitação — vai ser um trimestre bem mais forte do que o anterior. Direcional vai mais uma vez surpreender o mercado, com lançamentos superiores a R$ 700 milhões no trimestre, talvez a R$ 800 milhões nas minhas contas; Manaus e Brasília voando. Vai pagar 15% de dividendo no ano e quase necessariamente terá re-rating com Riva decolando. Mas ninguém quer saber do setor. Quando a turma acordar, vai ver o número estampado no jornal.
2 — Varejo de moda. Já andou um pedaço, reconheço. Mas aquele derivativo gigante de Renner há uns dias atrás não sai da minha cabeça. Sensação de que alguém sabe de alguma coisa. O Leblon normalmente sabe de muita coisa. Converse com os varejistas, veja como eles mesmos estão surpresos com o ritmo da retomada. E a atividade de M&A está muito quente. Se vão se acertar em valuation ou não, só o tempo vai dizer. De uma forma ou de outra, mostra o quanto isso está barato. Não quero estar certo na tese de M&A, só quero ser feliz e ganhar dinheiro.
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial
Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão
Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando
Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora
Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval
Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais
Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas
Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje