O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A análise de uma empresa sob os critérios ESG (sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa) pressupõe a existência de uma série de métricas em cada uma dessas esferas, métricas essas que variam de acordo com o setor.
Essas medidas, como o volume de emissão de gases de efeito estufa pela indústria siderúrgica, o nível de satisfação dos funcionários de uma empresa de saúde ou o formato de remuneração dos executivos, são largamente opcionais na divulgação de informações pelas companhias (com algumas exceções, quase todas no campo da governança).
O analista que busca avaliar as empresas sob a ótica ESG depende, ao largo, da boa vontade das empresas na divulgação dessas informações.
A situação é tal que a mera existência de um relatório de sustentabilidade já é, em si, uma sinalização positiva do seu compromisso. O que é um pouco tosco, porque os sinais verdadeiramente positivos deveriam ser a melhora dos indicadores na comparação com os pares.
O que me leva à questão filosófica de hoje. Qual é o mais provável dentre os cenários abaixo?
A determinação de um evento como causa ou consequência é uma tarefa difícil na seara dos investimentos. Como muitas vezes é o caso, a reflexividade toma conta dos mercados, tanto sob a perspectiva da empresa quanto dos investidores.
Leia Também
Do lado das empresas, aquela que age no seu negócio com a perspectiva ESG começa a mandar sinais positivos para o mercado — seja porque isso é visto como um bom indicador de performance futura, seja porque mostra uma operação redonda a ponto de permitir essa investida.
Do lado dos investidores, que começam a integrar o ESG nos seus modelos mentais de análise, de forma bem séria inclusive, as avaliações acabam os levando para os nomes que:
Via de regra, os investidores convergem para os mesmos nomes.
Aqui no Brasil, estamos falando de Natura, WEG, Ambipar e companhia, entre outros. Como sabemos, o alfa é criado ao enxergar algo antes dos demais investidores (mas isso é papo para outro Day One).
Meu ponto, hoje, é que o tema tomou uma proporção tal, tanto do ponto de vista causal (ou sequencial?), que sua reflexividade já não pode ser ignorada pelo investidor.
É o princípio da incerteza de Heisenberg: o observador não consegue analisar o objeto em estudo sem alterá-lo, como consequência inevitável do próprio estudo. Esse axioma se aplica perfeitamente aos parâmetros ESG.
O investidor converge para os mesmos nomes, que ganham notoriedade e conseguem captar dinheiro mais barato, vide a emissão recente de bonds verdes da Natura, os quais reduziram o custo da dívida da companhia a uma fração do que era antes.
Com dinheiro mais barato, a empresa tem mais facilidade para investir em projetos de expansão, que fazem os lucros crescerem, o que, por sua vez, mais cedo ou mais tarde, chega ao olhar do investidor, que passa a reavaliar aquela empresa com novos múltiplos (mais altos).
A reflexividade faz sua bela valsa também no ESG, confundindo causas, consequências e interferências do observador. Não importa. O resumo disso tudo é que quem faz ESG não está vendendo o almoço para comprar a janta.
Um abraço,
Larissa
A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio
Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic
Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais
O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo
Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras
Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira
Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic
A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia
Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje
Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta
O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente
Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado
Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle
A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira
Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas
Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora
Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil
Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano
Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities
O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples