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Como fazer podcast é um negócio simples (só sentar e falar), muitas pessoas têm me perguntado o quão difícil é alcançar relevância. E claro, se dá para fazer dinheiro
Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre tecnologia e investimentos.
Temos visto uma explosão na quantidade de Podcasts em todas as plataformas. Algumas pessoas falam no “renascimento” da indústria, que assistiu a um lento e triste declínio do rádio.
De trocadilhos imbecis ao plágio de títulos de livros, já existem podcasts para todas as paixões.
Eu mesmo, na falta de algo melhor para fazer, tenho um podcast semanal com meus amigos Vinícius Bazan e André Franco, falando sobre tecnologia e investimentos.
Claro, escolhemos um trocadilho imbecíl como nome.
Como fazer podcast é um negócio simples (só sentar e falar), muitas pessoas têm me perguntado o quão difícil é alcançar relevância.
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E claro, se dá para fazer dinheiro.
A seguir, vou te dar uma panorama da indústria, mostrar alguns dados e responder a pergunta do título.
Não quero puxar a sardinha para o meu lado, mas realmente acredito que os podcasts crescerão brutalmente em relevância nos próximos anos.
Dá uma olhada nessa estimativa da The Infinite Dial 2020, sobre quantos americanos já escutaram um podcast.
Esse interesse crescente tem uma razão de ser: podcasts (se bem escolhidos), são uma excelente companhia para atividades monótonas como lavar louça, ficar parado no trânsito, correr na esteira…
Estamos de olho num mercado “sub penetrado”: a sua atenção naqueles momentos em que você geralmente não está prestando muita atenção em nada.
Antes que você se pergunte, a resposta é “sim”, é esse nicho mesmo. Ninguém senta na sacada num domingo de tarde, por livre e espontânea vontade e pensa: vou ouvir um podcast com nome imbecíl, chamado Tela Azul.
Deixa pra hora em que eu criar coragem de enfrentar aquela pilha de louça.
Como homens e mulheres dirigem, frequentam a academia e lavam louça, temos um público super plural. Abaixo, dados da mesma The Infinite Dial 2020, sobre a representatividade de homens e mulheres entre os ouvintes de podcasts.
Naturalmente, o podcast se tornou um negócio de nicho. Alguns falam sobre coisas de nerds, outros sobre culinária e por aí vai. Sua tarefa, ouvinte, é encontrar um podcast bacana sobre um tema que te interesse.
E como a covid impactou a indústria de podcasts? Dá uma olhada no gráfico abaixo, da Chartable.
Entre janeiro e dezembro de 2020, a quantidade de podcasts baixados nas principais plataformas (Spotify, Apple Podcasts e outros) cresceu mais de 200%.
Num determinado momento da pandemia, se não me engano entre abril e maio, a Amazon (EUA) não possuía mais microfones de podcast em sua plataforma. Estoques esgotados.
Essa explosão de oferta apenas intensificou um dos principais problemas da indústria: a dificuldade de encontrar um bom podcast.
O Spotify faz um trabalho incrível te recomendando músicas com base nas suas bandas preferidas.
Mas, Meu Deus, o que esses caras fizeram com o algoritmo de podcasts?
Eu escuto o Tela Azul e eles me recomendam a Galinha Pintadinha.
Tudo bem que a maturidade dos holsters é similar a do público da Galinha Pintadinha, mas essa é uma conclusão um pouco rude demais para um algoritmo.
Por isso, esse ainda é um negócio de “boca a boca”. Quem descobre o nosso podcast, geralmente o faz pela indicação de um amigo.
Já sacou, certo?
É muito difícil se destacar num ambiente assim, começando do zero.
Como os podcasts são gratuitos, suas duas principais vias de monetização são a propaganda e o ecossistema.
“Esse podcast é um oferecimento de Blablabla, seu aplicativo preferido para gerenciar os horários em que seu pet vai ao banheiro”.
No quesito ecossistema, os podcasts podem gerar uma grana vendendo produtos próprios, como camisetas, canecas e afins.
Como você deve imaginar, publicidade dá bem mais dinheiro que produtos. Cresça seu podcast e consiga bons anunciantes, eis a receita de bolo.
Mas crescer em audiência é algo realmente difícil.
Os dados abaixo são da Axios Visuals, compilados em janeiro de 2019.
O “top 5” podcasts do mundo possuíam uma média de 8 mil ouvintes por episódio naquele momento. O “top 1”, uma média de 35 mil ouvintes.
Se você está se perguntando se isso é muito ou pouco, pense que um idiota imitando uma foca no Youtube consegue alguns milhões de visualizações.
Ou seja, aqui estão os dois principais gargalos de um podcast: ser descoberto, e ganhar dinheiro depois de descoberto.
Quem poderá resolver os problemas da indústria de Podcasts e ajudá-la a decolar?
Acertou quem respondeu “tecnologia”.
Existem várias startups explorando esse mercado, e provavelmente teremos inúmeras vias de monetização no futuro.
Quem sabe, um SEO de podcasts não seja possível com algoritmos de machine learning, muito em breve.
Gosto de pensar que, quando chegar a hora, teremos um nome melhor para o nosso Tela Azul.
Se você gostou dessa coluna, pode entrar em contato comigo através do e-mail telaazul@empiricus.com.br, com ideias, críticas e sugestões.
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Um abraço!
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