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O risco especulativo e a realização da semana passada elevaram a percepção de que poderia haver uma bolha, mas ações de tecnologia apresentam fundamentos
Damos o pontapé inicial no mês de fevereiro depois de um final de janeiro um tanto quanto conturbado. Enquanto o Brasil se defrontava com ruídos no processo de vacinação, intrigas políticas, elevação do risco fiscal e possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros, o mundo, da mesma forma, não se encontrava em águas mais tranquilas. O que será da bolsa em fevereiro?
Lá fora, o ambiente foi pesadamente poluído por um forte movimento especulativo na última semana do mês. Em suma, investidores de varejo se organizaram em fóruns de internet, mais precisamente no Reddit, para comprar em peso as ações de companhias de baixa capitalização de mercado e que possuem um percentual de “vendido” (posição short) bastante elevado. O movimento de compra proporcionou o que se chama de “short squeeze”, no qual os investidores, predominantemente institucionais, são pressionados a se desfazer da posição “vendida” no papel (ou ao menos reduzi-la), elevando ainda mais os preços.
É um processo cíclico e vicioso. Contudo, a semana passada nos brindou com uma reação sem precedentes no mercado, inspirando investidores de varejo ao redor do mundo inteiro a tentar realizar o mesmo tipo de manipulação.
É um mundo sensível e ansioso em que vivemos.
O risco especulativo e a realização da semana passada, que já tenta se normalizar neste início de fevereiro, elevaram a percepção dos agentes de que poderia haver uma bolha nos ativos de risco globais.
A provocação, ainda que seja uma constatação radical, ganha contornos de verdade quando exposta a um ambiente de valuations esticados, muita liquidez, juro zero (ou negativo) e grande entrada de investidores de varejo.
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Bem, as principais empresas de tecnologia relataram uma série de excelentes resultados na semana passada, em que nomes como Apple, Microsoft, Visa e Mastercard superaram as expectativas. Isto é, existe fundamento ainda, mesmo que abalado, muito por conta do Covid (recessão) e da expansão monetária e fiscal.
A pergunta, porém, deveria ser se o setor de tecnologia deve retomar seu desempenho generalizado superior em relação ao S&P 500 na bolsa em fevereiro. E aqui a questão fica um pouco mais delicada. Veja, mesmo que existam nomes específicos que ainda gozam de potencial de valorização notável depois da alta de 2021, uma continuidade mais genérica do movimento é menos provável — não impossível, devo dizer.
Primeiro, as ações de tecnologia são caras. Após a alta nos preços no ano passado, os valuations de tecnologia são pouco atraentes. E, dados esses níveis elevados, as empresas passaram a ser especialmente vulneráveis a qualquer má notícia na forma de uma potencial decepção de crescimento no final do ano. É uma sensibilidade mais aguçada, entende? O mercado está bastante ansioso.
Além disso, a política interna dos EUA poderá servir como um obstáculo para o setor de tecnologia. Mesmo que a administração Biden adote uma abordagem comedida, muito por conta da base da vice-presidente Harris ser do Vale do Silício, tanto a regulamentação quanto os impostos corporativos mais altos são riscos tangíveis para as ações de tecnologia.
Por fim, enquanto a tecnologia prospera em ambientes desinflacionários, o risco de uma inflação mais alta neste ano pode prejudicar este setor. Em última instância, contudo, o Fed deverá manter o curso de uma postura ultra-acomodatícia, evitando correções grotescas de valuation. De todo modo, a precificação das expectativas do mercado em relação à inflação e à resposta da política monetária pode desencadear uma retração.
Aliás, por falar em inflação, dada a continuidade da política fiscal expansionista, o mundo ainda nutre uma posição mais pessimista para o dólar. Veja abaixo como tem crescido a posição “vendida” (apostando na queda) da moeda americana. Ou seja, os investidores nutrem uma percepção que o dólar vai se enfraquecer no mundo, mesmo que os últimos dias possam ter sido mais positivos para a dívida estadunidense.
Os fundamentos, por sua vez, seguem em apontar para uma fraqueza estrutural do dólar nos próximos anos. O que não necessariamente se refletirá em um real mais forte, vale dizer. Isso mesmo. Um dólar mais forte no mundo não significa necessariamente um real mais forte.
Ajuda, é claro. Mas não justifica.
O Brasil tem muitas especificidades e riscos idiossincráticos para tratar antes de poder sustentar um patamar de moeda mais forte. Até lá, o dólar enfrentará dificuldade de se manter em outro patamar que não acima de R$ 5,00.
Diante de tal contexto, a decisão de investimento se torna cada vez mais difícil. Se torna imperativo um direcionamento claro e assertivo para a melhor tomada de decisão quando se trata do seu dinheiro.
Sugiro que você siga o Palavra do Estrategista, uma publicação que reúne as ideias do Felipe Miranda, sócio-fundador da Empiricus e chefe de uma equipe de quase 40 analistas.
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