🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Um meteoro passageiro chamado juros

O que fez a curva de juros norte-americana empinar tanto nos últimos meses e de uma maneira tão vigorosa nos últimos dias?

6 de março de 2021
9:07 - atualizado às 14:08
Montagem de meteoro no espaço em direção para baixo com o texto juros em cima; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Nos últimos dias, forças externas mexeram com os mercados globais e nosso querido Brasil não ficou alheio a este ataque.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem diria, os juros americanos voltaram a dar as caras e mexer com as alocações de investimentos ao redor do mundo.

Para quem está por fora do assunto, os juros norte-americanos de 10 anos, considerados como a principal referência de um título público sem risco de calote, subiram expressivamente nas últimas semanas e romperam o patamar de 1,5% ao ano, nível que não atingiam desde o início da pandemia em março de 2020.

A grande preocupação com uma recessão econômica global e a grande incerteza em relação a uma retomada da atividade produtiva fizeram com que esta taxa, conhecida também como Treasuries de 10 anos, chegasse a 0,50% ao ano em agosto de 2020, um dos menores pontos na sua história.

Mas então o que fez esta curva empinar tanto nos últimos meses e de uma maneira tão vigorosa nos últimos dias?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dados melhores de varejo nos EUA divulgados recentemente e uma retomada consistente do mercado de trabalho norte-americano contribuíram para uma maior expectativa dos agentes de mercado quanto à inflação dos EUA.

Leia Também

Neste contexto, somado a uma liquidez sem precedentes proporcionada pelo Fed (banco central americano), estímulos fiscais que vêm sendo aprovados nos EUA e mais um plano de US$ 1,9 trilhão que Biden está tentando aprovar junto ao Congresso, é normal esperar uma inflação mais alta mesmo nos próximos meses.

E para o Fed, tudo bem, já que ele mantém a visão da necessidade de aumento dos juros básicos somente em 2023. O banco central americano sabe que a inflação será mais alta, mas que estará sob controle. Provavelmente, o equilíbrio sustentável das taxas de juros de longo prazo deve permanecer mais próximo de 2% ao longo de 2022. Mas, até lá, os juros ficarão baixos em comparação ao seu histórico.

É importante pensar sob outro prisma. Juros mais altos são um sinal de que a economia está se recuperando, a confiança está sendo restabelecida e empregos voltaram a ser gerados. E isto é muito bom. Queremos logo virar a página desta pandemia e normalizar as nossas vidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Portanto, penso que não devemos nos preocupar tanto e que este estresse nos juros americanos seja algo pontual. Por outro lado, é fato que esta alta significativa causou impactos relevantes nas bolsas mundiais.

Com juros mais altos, há uma migração da renda variável para a renda fixa, principalmente nos EUA, onde os dividendos atuais das empresas listadas geram uma taxa média anual de 1,5%, mesmo patamar dos juros de 10 anos norte-americanos.

Quem tomou o maior tombo nesta nova dinâmica foram as ações da Nasdaq, bolsa onde estão listadas as principais companhias de tecnologia do mundo. Aqui no Brasil, o impacto maior se deu nos juros de longo prazo, nas ações do setor imobiliário e nas empresas tech que fizeram IPO recentemente.

Estes dois segmentos da economia são muito sensíveis ao aumento da taxa de juros de longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acompanhe o meu raciocínio.

Para a ampla maioria dos brasileiros, a compra de um imóvel depende de acesso ao crédito imobiliário. Trata-se de uma das decisões mais importantes da vida de uma pessoa, pois envolve o comprometimento de uma boa parte da renda por um longo período, que pode durar mais de 20 anos.

Por isso, a confiança de que a prestação de um imóvel continuará cabendo no bolso é determinante para a tomada de decisão de compra de um apartamento ou de uma casa. O que impacta a prestação do imóvel? Os juros cobrados pela instituição financeira.

Se os juros de longo prazo lá fora sobem, fazendo com que os juros de longo prazo aqui acompanhem esta alta, há a expectativa de que essa prestação possa ficar mais cara nos próximos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso pode afetar a decisão de compra no presente, logo as ações das construtoras perdem valor. Vimos o setor imobiliário ser dizimado na Bolsa brasileira nas últimas semanas, apesar de eu achar que o movimento foi um tanto exagerado.

Este movimento revelou boas oportunidades pontuais no setor, como as ações de Cury (CURY3), Mitre (MTRE3), Direcional (DIRR3) e Cyrela (CYRE3).

Com relação às empresas tech, os juros também as pegaram em cheio, mas por outro motivo.

Empresas de tecnologia são conhecidas como negócios atrelados a um grande crescimento nos anos adiante. Assim, a maior parte do fluxo de caixa futuro de uma tech está no longo prazo, já que no presente ela ainda investe muito em marketing e inovação para aumentar suas receitas, não tendo tanta geração de caixa nesse momento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se as taxas de juros de longo prazo sobem, quer dizer que este fluxo de caixa futuro vale menos hoje, pois ele será trazido a valor presente a uma taxa maior. Em outras palavras, reduz-se o valor justo de uma empresa de tecnologia.

Por este motivo, vimos o índice Nasdaq cair mais de 6%, enquanto o S&P 500 ficou próximo da estabilidade no último mês.

Aqui no Brasil, o movimento foi semelhante. As ações de tecnologia, principalmente as que fizeram os seus IPOs nos últimos meses, também sofreram bem com a alta dos juros. Vimos Neogrid (NGRD3), Sinqia (SQIA3), Méliuz (CASH3), Enjoei (ENJU3) e Mosaico (MOSI3) registrar quedas acentuadas, superiores à retração do Ibovespa no mesmo período.

Costumo dizer que dos exageros surgem as grandes oportunidades e, com base no cenário de que este estresse nos juros seja algo momentâneo, entendemos que as ações de tecnologia e do setor imobiliário guardam grande potencial de valorização nos níveis atuais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fiquem calmos, pois o meteoro é passageiro e ficará mais fraco com o tempo. Aproveite para aumentar posição nestes ativos em que os investidores erraram a mão na realização. Tem barganha aí.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar