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Para mim, sempre foi possível, ao menos na minha linha temporal, colocar uma divisória na história do Brasil, chamada de Plano Real. Vivi praticamente toda a infância e adolescência antes dele.
Portanto, me lembro bem das idas mensais ao supermercado, nos anos 1980 e começo da década de 90, assim que meus pais recebiam seus salários, já que no dia seguinte os preços dos alimentos e outros itens básicos subiam absurdamente.
Me lembro também da conquista que representava a compra de um automóvel. Não havia a gama de opções que temos hoje. Fusca, Brasília, Variant (esse é do fundo do baú), Fiat 147, Monza. As opções mais acessíveis paravam mais ou menos por aí.
Com a hiperinflação daquele tempo, adquirir bens era uma maneira de proteger o dinheiro. Até mesmo linhas telefônicas eram consideradas como um bom investimento.
Em 30 anos, a realidade mudou muito. Hoje, é bastante comum, especialmente em centros urbanos, as pessoas optarem por não ter carros próprios (este que vos escreve faz parte deste grupo), utilizando aplicativos de transporte como o Uber, e alugando um carro quando necessário.
Isso se explica principalmente por todos os custos que envolvem a posse de um automóvel, e a rápida desvalorização após a compra de um carro novo.
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Em sua coluna “Sextou com o Ruy”, o analista Ruy Hungria detalha esta mudança nas relações financeiras com o carro, e principalmente explica por que este bem não deve ser considerado um investimento. Recomendo fortemente a leitura.
O que mexe com os mercados hoje? A inflação está no radar, tanto no Brasil quanto no exterior. Por aqui, o IPCA-15 deve movimentar os mercados, junto com a segunda fase da reforma tributária, que deve ser apresentada hoje ao Congresso. Lá fora, as bolsas seguem positivas à espera do PCE, sigla em inglês para o índice de preços.
Mais próximo da realidade. A Via voltou a colaborar com a Ebit/Nielsen, que mede os dados do varejo online, o que já impulsionou os números de faturamento do e-commerce do ano passado.
O Carrefour botou os pés no acelerador e concluiu na metade do tempo previsto a conversão das lojas adquiridas junto à rede Makro. A expectativa da empresa é que, em quatro anos, a receita bruta das 28 novas unidades seja de R$ 5,4 bilhões.
E tem grana chegando para os acionistas de Sanepar, Localiza e Guararapes. As três empresas aprovaram o pagamento de juros sobre capital próprio, no montante total somado de R$ 238,3 milhões.
De olho em inovação, a Duratex anunciou fundo de R$ 100 milhões voltado para startups. O foco da empresa é expandir sua frente de atuação e trazer avanços digitais para a companhia.
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais nomeou os membros para uma CPI que vai investigar supostas ilegalidades na estatal Cemig, entre elas a contratação de consultoria e assessoria sem licitação.
Se de um lado o Banco Central reconhece a grande chance de estourar o teto para inflação neste ano, do outro o Conselho Monetário Nacional segue firme no plano de reduzir o espaço para alta dos preços e fixa meta de 3% para 2024.
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