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“Daqui a dois anos a gente vai olhar a oportunidade atual e pensar que deveria ter aproveitado ainda mais”, diz Rodrigo Heilberg, sócio da gestora, que possui R$ 2 bilhões em patrimônio
Ao decidir ancorar a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da produtora de sementes Boa Safra, Rodrigo Heilberg, sócio da gestora de fundos HIX Capital, enxergou uma ótima oportunidade de retorno no longo prazo.
Mas por maior que fosse o otimismo com as perspectivas para a companhia, talvez nem ele mesmo esperasse que o investimento começasse a se provar logo no primeiro dia, quando as ações (SOJA3) dispararam quase 50%.
“Essa é uma posição que esperamos carregar por vários anos. Mas é claro que é sempre melhor subir 50% em um dia do que cair”, me disse o gestor da HIX, em uma entrevista por videoconferência.
O investimento na Boa Safra — que acumula ganho da ordem de 60% desde o IPO há um mês — resume bem a filosofia da HIX. Com um total de R$ 2 bilhões sob gestão, a gestora busca investir em ações de empresas que combinem potencial de crescimento e retorno, e que não costumam ser aquelas que figuram no Ibovespa.
Heilberg entende que o momento atual favorece a busca por oportunidades desse tipo por uma razão simples: a bolsa está barata. “Essa percepção só não se reflete no Ibovespa por esse movimento de apreciação das commodities.”
Como as ações das empresas produtoras de matérias-primas possuem peso grande na composição do principal índice da B3, existe uma visão de que a bolsa como um todo está indo bem, o que não é verdade.
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Para o gestor, esse cenário mais difícil para as chamadas empresas de crescimento e com foco no mercado interno também prejudicou o processo de IPOs na B3 neste ano, quando mais de 30 companhias desistiram dos planos de abrir o capital.
Por outro lado, ele entende que esse é um ambiente bom para o investidor de bolsa, já que um mercado em alta, por mais contraditório que pareça, é pior para quem quer comprar ações.
“Acho que daqui a dois anos a gente vai olhar a oportunidade atual e pensar que deveria ter aproveitado ainda mais.”
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O fundo HIX FIA não vai muito bem neste ano e acumula uma queda de 1,19% até abril, praticamente em linha com o Ibovespa, que recuava 0,10%. Mas quando analisamos o desempenho desde o início, o retorno do fundo bate de longe o índice: 276% a 104%.
E quais são as principais posições dos fundos da HIX diante desse quadro? Assim como a Boa Safra, Heilberg diz que as empresas da carteira têm uma característica comum: dependem mais delas próprias ou do setor em que atuam do que da economia como um todo para obter resultados.
Entre as ações de destaque da gestora estão: Light (LIGT3), Eneva (ENEV3), Mercado Livre (MELI) e “Intervida” ou “Hapmédica” — traduzindo, NotreDame Intermédica (GNDI3) e Hapvida (HAPV3).
A HIX montou posição uma pequena posição na empresa de energia fluminense Light no ano passado, na sequência do processo de reestruturação iniciado quando pelo empresário Ronaldo Cesar Coelho, principal acionista da companhia.
“É o clássico caso de turnaround. Agora a empresa tem um time capaz de fazer uma gestão de primeira linha em relação a outras distribuidoras.”
A gestora decidiu aumentar a posição na Light na oferta de ações realizada em janeiro deste ano, que propiciou tanto a saída da Cemig da saída do capital como a entrada de dinheiro novo que reduziu o nível de endividamento da companhia.
As ações da Light hoje são negociadas ontem na casa dos R$ 17, um pouco abaixo do ponto de entrada da HIX, mas Heilberg diz que a história dessa virada está apenas no início.
“Entramos cedo de novo, como foi com Eneva e em Equatorial. Sempre quem entra cedo tem um pouco de dor de barriga, mas achamos que é uma oportunidade excepcional de investimento.”
A expectativa do sócio da HIX é que a posição em Light traga as mesmas alegrias do investimento em outra empresa de energia, a Eneva (ENEV3).
A gestora comprou as ações em 2016, assim que a companhia saiu do processo de recuperação judicial, e ainda hoje mantém os papéis entre os maiores trunfos da carteira.
“É uma empresa extremamente bem gerida, surfando uma oportunidade de crescer com investimentos na matriz de geração de energia no Brasil.”
Embora perca no quesito ambiental para fontes como a energia solar e eólica, o gás natural produzido pela Eneva representa um complemento importante para o país manter uma matriz de energia segura, segundo o gestor.
Os papéis da Eneva sofreram recentemente com vendas realizadas pelo BTG Pactual, um dos maiores acionistas individuais da companhia. Mas voltaram nos últimos pregões depois que o banco informou que pretende manter a posição na empresa.
A ação representante do efervescente setor de comércio eletrônico na carteira da HIX é Mercado Livre (MELI), listada na bolsa norte-americana Nasdaq, mas com BDRs negociados aqui na B3 (MELI34).
Heilberg compara o ritmo de crescimento da gigante do e-commerce a um trem que se move a uma velocidade de 300 km/h, mas com a agilidade de um kart.
A aposta em Mercado Livre não seria uma contradição com a filosofia da gestora de buscar papéis descontados na bolsa? “A gente acha a ação barata. O múltiplo pode ser alto, mas a empresa daqui a dez anos vai ser muito maior do que é hoje.”
Para o gestor da HIX, o Mercado Livre será uma das vencedoras da disputa acirrada pelo comércio eletrônico no país. Mas entende que, ao contrário do que aconteceu nos Estados Unidos, onde a Amazon dominou o segmento, há espaço para outros concorrentes, como o Magazine Luiza.
Outra posição relevante dos fundos da HIX está dividida nas operadoras de saúde Hapvida (HAPV3) e NotreDame Intermédica (GNDI3).
As companhias estão em processo de combinação de negócios que está em processo de análise pelos órgãos reguladores. Tanto que o gestor já trata as empresas como uma só e especula em tom de brincadeira sobre o futuro nome: Hapmédica ou Intervida.
Entre as duas, Heilberg tem hoje uma preferência por Hapvida apenas porque entende que a empresa seria menos afetada no caso de um improvável revés na fusão.
Mas ele destaca que ambas as operadoras adotam uma gestão verticalizada, ou seja, são donas dos planos de saúde e também da rede de hospitais. Para o gestor, esse é o modelo que deve prevalecer no mercado. “É uma questão da seleção natural, a forma mais eficiente de entregar uma medicina com a melhor relação custo-benefício.”
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