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Minas Gerais

Zema busca apoio de Bolsonaro para obter recursos

Governador não assinou a carta escrita por chefes dos Executivos estaduais contra as declarações recentes de Bolsonaro sobre os líderes do Congresso

Governador de MG, Romeu Zema
Romeu Zema, governador de Minas Gerais. - Imagem: Raul Junior/BTG

Com o Estado em péssimas condições financeiras e dependente de um socorro do governo federal para tentar sair da crise, o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), se tornou a única base apoio do presidente Jair Bolsonaro no Sudeste. O governador não assinou a carta escrita por chefes dos Executivos estaduais contra as declarações recentes de Bolsonaro sobre os líderes do Congresso. O texto, divulgado anteontem, foi redigido por 20 governadores.

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A justificativa para a não assinatura a carta é que ele quer distância do embate político com o presidente, pois já tem "tantos incêndios para apagar em Minas Gerais, uma crise financeira descomunal". O governador tenta se equilibrar entre o combate à covid-19 e um alinhamento maior ao presidente.

Bolsonaro defende o afrouxamento das medidas de isolamento social, mas, ao mesmo tempo, é quem pode ajudar Zema a incluir Minas no chamado Regime de Recuperação Fiscal, que possibilitaria ao Estado, por exemplo, renegociar dívidas administradas pelo Tesouro. O governador quer ainda vender à União a estatal Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig). O valor seria de R$ 35 bilhões. A dívida de Minas com a União é de cerca de R$ 100 bilhões.

Zema avalia não haver outra forma de melhorar as finanças do Estado que não passem por caminhos que levam ao governo federal. No dia 9, foi a Brasília se encontrar com o presidente. No mesmo dia, anunciou uma série de medidas para que professores retomassem suas atividades a partir de 4 de maio "em regime não presencial". No dia 15, as medidas foram derrubadas pela Justiça, depois de ação movida pelos educadores.

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Antes da ida a Brasília, em outro aceno ao presidente, Zema não assinou em março a Carta dos Governadores do Brasil Neste Momento de Crise, que criticava o comportamento de Bolsonaro no enfrentamento à pandemia. Apesar disso, o governador não conseguiu retorno do Planalto.

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Enquanto o governador se joga para Bolsonaro, o secretário de Saúde de Minas, Carlos Eduardo Amaral, afirma serem fundamentais as medidas de isolamento social para o combate à pandemia. "É uma estratégia clara, a de reduzir a velocidade da propagação do vírus".

[captacao]

A assessoria de Zema, em nota, disse que o governo "mantém discussões com o presidente Jair Bolsonaro para tratar da crise econômica, agravada pelo coronavírus no Estado". E que, nesse sentido, "o governador apresentou ao governo federal questões relevantes".

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Respaldo

A decisão de Zema de se descolar do bloco de governadores que faz oposição a Bolsonaro conta com o respaldo do seu partido. Para o Novo, o Fórum de Governadores se tornou uma arena política na qual parte dos integrantes busca se cacifar para disputar o Palácio do Planalto em 2022. Presidente do Novo, Eduardo Ribeiro disse que "não há necessidade" de assinar a carta aberta do Fórum. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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