Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

semiparlamentarismo?

Só um em cada cinco projetos que Câmara vota é do governo

Dos projetos votados em 2019, apenas 21% tiveram como autor o Poder Executivo – a menor parcela, no primeiro ano de mandato, desde o começo do governo Lula

Estadão Conteúdo
27 de janeiro de 2020
9:09
Rodrigo Maia discursa no plenário da Câmara
Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A tese de que o Brasil vive uma fase de "semiparlamentarismo" encontra respaldo nos dados da Câmara dos Deputados no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro. Dos projetos votados em 2019, apenas 21% tiveram como autor o Poder Executivo - a menor parcela, no primeiro ano de mandato, desde o começo do governo Lula, em 2003. Analistas políticos começaram a falar em semiparlamentarismo quando, diante da falta de articulação política do governo no Legislativo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), passou a definir a pauta de votações à revelia do Executivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em tese, o presidente da Câmara e os líderes partidários têm autonomia para escolher o que é ou não votado. Na prática, porém, o Poder Executivo costuma impor sua agenda.

No ano inaugural do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, 68% dos projetos votados eram de autoria do Executivo. No segundo ano, a taxa foi ainda maior: 86%.

O predomínio do governo se manteve no primeiro ano de Dilma Rousseff: 59% dos projetos votados eram de autoria do Executivo. No segundo mandato, porém, a então presidente perdeu o comando da Câmara: apenas 26% das propostas votadas vieram do Palácio do Planalto.

Foi nessa época que Eduardo Cunha (MDB-RJ), então presidente da Casa, se aliou à oposição para aprovar as chamadas "pautas bomba" - projetos que ampliaram gastos e que ajudaram a desestabilizar o governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Michel Temer, que tomou posse após o impeachment de Dilma, formou uma ampla base de apoio na Câmara, mas em seu primeiro ano o Executivo não dominou a pauta de votações: apenas 34% das propostas que passaram pelo crivo do plenário vieram do Planalto.

Leia Também

Mesmo em condições atípicas, porém, tanto no segundo mandato de Dilma quanto no "mandato-tampão" de Temer o Executivo teve participação maior na agenda da Câmara em comparação com Bolsonaro.

Poucos projetos do Executivo foram a voto no ano passado porque Bolsonaro nunca priorizou a formação de uma base parlamentar ampla, e também por ter resistências a negociar com os partidos. Atualmente, o presidente não está filiado a nenhuma legenda, e sua base formal tem cerca de 30 deputados, de um total de 513.

"Bolsonaro não tem condições de tocar uma agenda de governo no Legislativo", disse o cientista político Guilherme Jardim Duarte, doutorando na Universidade Princeton, nos EUA, referindo-se à falta de articulação do presidente na Câmara e no Senado. "É o que o cientista político Fernando Limongi chama de 'presidencialismo de desleixo'. Em qualquer lugar do mundo, quem toca a agenda legislativa é, sobretudo, o Executivo, tanto em regimes parlamentaristas quanto em presidencialistas. A agenda legislativa do presidente tem problemas, basta verificar os números de rejeição de medidas provisórias e como os vetos do presidente são derrubados."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Estadão Dados analisou a autoria dos projetos votados na Câmara a partir do banco de dados que alimenta o Basômetro. Trata-se de uma ferramenta online que permite medir o grau de governismo de partidos e indivíduos. A base de dados reúne os resultados de todas as votações realizadas desde 2003.

'Minoritário'

Para cientistas políticos ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, a queda da proporção de projetos de autoria do Executivo votados pelos deputados pode ser considerada "normal" para um governo que não procurou ter uma maioria no Congresso. "O patamar atingido na era Bolsonaro é reflexo de um presidente que levou ao limite essa opção por construir um governo minoritário", afirmou o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria.

Diretor da consultoria Pulso Público, Vítor Oliveira avaliou que o Planalto tem muitas "ferramentas" para intervir na produção legislativa, como o poder de veto, o pedido de urgência, a possibilidade de editar medidas provisórias e a liberação de emendas parlamentares. Para Oliveira, no entanto, essa queda da "taxa de dominância" do Executivo no Parlamento - registrada a partir do segundo mandato de Dilma - é resultado da dificuldade de articulação com a maioria do Congresso.

Prioridades

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que sua gestão dá prioridade a projetos da própria Casa, mesmo quando há convergência com o Executivo. "Muitos projetos de deputados foram utilizados porque tinham convergência, e nós priorizamos o projeto da Casa", disse Maia. "Alguns, inclusive, já existiam antes dos projetos do governo."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cabe ao presidente da Câmara pautar as votações. Questionado sobre o fato de que o Executivo é autor de apenas 21% dos projetos votados na Câmara em 2019, Maia avaliou que esse baixo índice pode ser resultado da "desorganização" do governo Jair Bolsonaro. "A gente organiza (a agenda do Congresso) com as propostas existentes dos deputados", afirmou.

Quem analisa apenas as taxas de governismo na Câmara em 2019 e no primeiro ano dos mandatos presidenciais anteriores pode concluir que Bolsonaro teve uma base parlamentar tão fiel quanto os antecessores.

Em 2019, cerca de 75% dos votos dos deputados coincidiram com a orientação emitida pelo líder do governo na Câmara. A taxa não é distante da que foi observada no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (78%) ou na gestão de Michel Temer (77%). Na verdade, como a maioria da Câmara tem perfil conservador, os projetos votados não contrariam o governo, que acaba orientando voto favorável. É o que explica a alta taxa de governismo de Bolsonaro, apesar de ele não ter construído uma base ampla de apoio e de não negociar a aprovação de projetos de seu interesse.

Na prática, o governo passou a "pegar carona" na agenda da Câmara dos Deputados. Sob a gestão Bolsonaro, a influência do Executivo na pauta legislativa tem sido mais tímida - o que, por enquanto, não se traduziu em mais derrotas para o Planalto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ELEIÇÕES 2026

Lula recupera vantagem no 1º turno, mas economia e corrupção ainda são calcanhar de Aquiles, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus

27 de abril de 2026 - 9:15

O trabalho do presidente Lula foi aprovado por 46%, contra 45% em março, e desaprovado por 49% dos entrevistados, ante 51%

DIREITOS HUMANOS

Dia dos Povos Indígenas: organizações cobram demarcação de terras e proteção

19 de abril de 2026 - 15:03

Neste 19 de abril, lideranças reforçam a pressão por avanços na regularização territorial dos povos originários

DISPUTA ACIRRADA

Lula e Flávio Bolsonaro empatam no segundo turno, mas um deles sai na frente, mostra a Genial/Quaest; veja como está o cenário para as eleições

15 de abril de 2026 - 9:54

Os dois políticos polarizam a disputa também no primeiro turno, ainda sem serem ameaçados por outros pré-candidatos

ELEIÇÕES 2026

Lula perde vantagem no 2º turno, e Flávio Bolsonaro aparece à frente pela primeira vez, mostra Datafolha

12 de abril de 2026 - 11:03

O presidente e Flávio Bolsonaro também são os pré-candidatos mais conhecidos pelos eleitores

FORA DO RADAR

“Eleições ainda são só ruídos, a gente não ‘treida’ ruído”, diz gestor do Bradesco. Mercado vê oposição ganhando força, mas ainda não cravou suas apostas

7 de abril de 2026 - 18:01

Em evento do BBI, gestores afirmam que cenário global predomina e eleições ficaram no segundo plano

ELEIÇÕES 2026

Já regularizou o título de eleitor? Prazo para resolver pendências acaba em um mês; saiba como ficar apto a votar

4 de abril de 2026 - 15:44

O prazo vale também para quem pretende tirar o título de eleitor pela primeira vez ou alterar o local de votação

TOUROS E URSOS #265

Fim da escala 6×1 propõe uma revolução ou o caos? Veja o que pode mudar na economia e nas contas das empresas

1 de abril de 2026 - 13:01

Cláudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, fala no Touros e Ursos desta semana sobre um estudo que mensura os possíveis efeitos da redução da jornada no varejo e na economia

DANÇA DAS CADEIRAS

O que muda no governo depois de Lula ter confirmado Alckmin como vice e anunciado a saída de 18 ministros

31 de março de 2026 - 16:55

Segundo Lula, mais auxiliares podem deixar a Esplanada, mas ainda precisam avisá-lo

DIREITOS CIVIS

Enquanto o Brasil começa a ampliar licença-paternidade para 20 dias, um país já paga até 1 ano de salário para o pai ficar em casa com o filho

31 de março de 2026 - 13:40

Licença-paternidade foi instituída no Brasil com a promulgação da Constituição de 1988. Mesmo com ampliação, benefício seguirá muito aquém do observado em países mais desenvolvidos.

TERCEIRA VIA?

Caiado vem aí: PSD dá a senha para a pré-candidatura de Caiado à presidência da República

30 de março de 2026 - 11:42

Mesmo sem a confirmação oficial, integrantes do PSD começam a repercutir a escolha do governador de Goiás, em detrimento de Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul

ELEIÇÕES 2026

Lula empata com Flávio Bolsonaro nos dois turnos das eleições de 2026, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus

30 de março de 2026 - 8:22

O potencial de voto de Lula é um pouco maior e chega a 50%, enquanto Flávio Bolsonaro também tem 48% dos eleitores que admitem votar nele

O TSE EXPLICA

Mito ou verdade? Saiba se a regra dos 50% de votos nulos cancela uma eleição

28 de março de 2026 - 16:45

O equívoco nasce de uma leitura imprecisa do artigo 224 do Código Eleitoral. O texto menciona, de fato, a necessidade de novas eleições caso a “nulidade” atinja mais da metade dos votos

ELEIÇÕES 2026

Lula lidera entre eleitores de centro, mas cenário é de empate técnico no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, segundo Datafolha

28 de março de 2026 - 11:35

Apesar da vantagem numérica do petista no primeiro turno entre os moderados, a disputa se acirra em uma eventual rodada decisiva

AUXÍLIO-AUXÍLIO

STF veta auxílio-moradia, auxílio-panetone, auxílio-peru e auxílio-iPhone, mas a lista de penduricalhos agora vetados prima pela criatividade

26 de março de 2026 - 16:23

Decisão do STF limita verbas indenizatórias, suspende auxílios e tenta conter supersalários, embora preserve margem para penduricalhos na magistratura

MAIS UM NA LISTA

Cláudio Castro se torna o 7º ex-governador do RJ a ficar inelegível; entenda a decisão do TSE e relembre os casos de prisões, cassações e impeachments no estado

25 de março de 2026 - 16:31

A pena estipulada pelo TSE foi de 4 anos, retirando o ex-governador da corrida eleitoral deste ano e de 2030

MUDANÇA NO COMANDO

Quem é Dario Durigan: o “técnico” que pode substituir Haddad na Fazenda

11 de março de 2026 - 20:02

Atual secretário-executivo da Fazenda tem perfil mais técnico e pode assumir a pasta com o desafio de tocar a agenda econômica em ano eleitoral

A BANDEIRA DE LULA

Isenção do imposto de renda beneficiou 31% dos eleitores, segundo pesquisa Genial/Quaest

11 de março de 2026 - 18:00

Além do efeito da bandeira do governo Lula na renda, levantamento mostra que a violência permanece no topo das preocupações dos entrevistados

CUIDADO, ELEITOR!

De olho na IA nas eleições, TSE fixa regras contra deepfakes; saiba como denunciar

10 de março de 2026 - 19:29

Especialistas apontam que a observação detalhada da face e do áudio é o primeiro filtro de segurança, mas não é o único

AMIGOS?

O que Daniel Vorcaro conversava com Alexandre de Moraes? Veja as conexões encontradas no celular do banqueiro

6 de março de 2026 - 17:42

Investigação da PF encontra mensagens do ministro do STF no WhatsApp do banqueiro que apontam para uma relação de pelo menos dois anos

INAUGURAÇÃO OFICIAL

Haddad é responsável pelo equilíbrio da economia, diz Lula no pontapé da campanha em São Paulo

3 de março de 2026 - 19:27

Ex-governador de São Paulo e nome forte no Estado, Geraldo Alckmin também foi lembrado com elogios por Lula pela nova política da indústria brasileira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia