Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
entrevista

‘No pós-crise, governo vai precisar vender ativos’, diz secretário

Waldery Rodrigues defende a proposta alternativa do governo, que costura um acordo com o Senado, para o socorro de Estados e municípios no combate à pandemia

Waldery Rodrigues
Waldery Rodrigues - Imagem: Flickr Palácio do Planalto

À frente da equipe responsável pelos gastos do governo com a pandemia, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, diz que a estratégia do governo para a fase pós-crise prevê a aceleração da venda de ativos da União, com o processo mais rápido de privatizações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele defende a proposta alternativa do governo, que costura um acordo com o Senado, para o socorro de Estados e municípios no combate à pandemia, em alternativa ao texto aprovado pelos deputados. "Podem ser criados incentivos perversos", diz sobre a proposta aprovada pela Câmara. Veja os principais trechos da entrevista.

Qual a estratégia do governo para o pós-crise?

A covid-19 fez uma mudança de diretriz temporária, justificável, legítima para o enfrentamento com medidas, em particular na área de saúde, para a qual não faltarão recursos. Por enquanto está contida em 2020. O esforço primário adicional é da ordem hoje de R$ 284 bilhões. A estratégia de saída é separar o que é estrutural do conjuntural. Resolvendo as mazelas do coronavírus, temos condições de colocar novamente o País em busca de equilíbrio fiscal e retomada da agenda de reformas.

Como?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A nossa diretriz é sair com crescimento forte, mas trazendo busca de equilíbrio e não aumento de carga tributária. Vamos precisar do fast track ("via rápida") de privatização. Vamos precisar vender ativos. Haverá um elevado endividamento, em particular no segundo semestre deste ano. A dívida pública deverá ter saltos em valores de nove pontos porcentuais do PIB.

Leia Também

CENÁRIO ELEITORAL PEGA FOGO

“Não ofereci vantagens de troca”. A resposta de Flávio Bolsonaro ao admitir que procurou Daniel Vorcaro para recursos de filme — e a reação do mercado

DIPLOMACIA À BRASILEIRA

Lula fala em “amor à primeira vista” com Trump após reunião sobre tarifas e terras raras nos EUA; confira os principais pontos do encontro

Como fortalecer a Federação se há disputa no projeto de socorro aos Estados e municípios?

Nossa sinalização é clara. Acreditamos no fortalecimento da Federação antes do coronavírus. Temos segurança que nossa proposta tem superioridade em vários aspectos e, ao final, o que interessa é que o dinheiro do contribuinte tenha a maior efetividade possível, porque vai ser um custo para a sociedade.

O governo não pode aumentar o valor de repasse?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O projeto do deputado Pedro Paulo traz uma complementação do ISS (tributo municipal) e ICMS (estadual) numa magnitude de R$ 80 bilhões a R$ 85 bilhões. Mas o valor está em aberto porque esse número não está lá, se refere a perdas. Analisando essa complementação, há um erro de diagnóstico e solução. Vai ter queda do ISS e ICMS, mas os impostos federais também terão queda. Tem o argumento: a União pode se endividar emitindo títulos públicos. É verdade, mas tem um custo elevado para a sociedade. Então, o endividamento tem de ser feito na solução mais efetiva. Seria como se a União tivesse de fato fazendo um seguro universal. O ente que perder a União compensa. Ora, essa proposição é ineficiente e altamente custosa para a sociedade. Ela não está focada no problema que estamos tratando que é o que traz o coronavírus. É importante que os recursos sejam direcionados à área de saúde.

O sr. acha que os governos regionais vão gastar com outras coisas?

Podem gastar com outros itens que não estão diretamente ligados ao coronavírus. Podem ser criados incentivos perversos. Tanto o Estado quando o município não vão ter incentivo correto para manter a arrecadação. Além disso, eles podem editar novas medidas de benefícios tributários associados a esses impostos, porque a União compensaria de qualquer forma. A conta está chegando na União e, portanto, no contribuinte brasileiro. A nossa proposta contempla soluções diferentes.

De que forma?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trata do problema em si, a saúde, e tem um critério per capita (por pessoa). Tem de entrar na questão da população. Na proposta aprovada, cinco Estados seriam atendidos com 60% das transferências e os outros com 40%. Isso não é justo. Alguns municípios terão maior repasse por conta de o ISS ser elevado, independentemente de aglomerações urbanas onde poderá haver maior contágio. O que temos de fazer é valer cada um real do contribuinte. É ele quem paga a conta ao final, não é o Estado, não é o município. Cada real tem de ser bem aplicado para que a gente possa sair da crise com condições de voltar a crescer. O pior cenário é não resolver os problemas conjunturais e degringolar o caminho de busca do equilíbrio fiscal.

Muitos economistas avaliam que a participação do Estado ainda terá de ser forte mesmo nesse segundo momento...

Numa comparação internacional, a nossa participação já é substancial. O esforço primário que estamos fazendo corresponde a 3,7% do PIB, mas supondo o PIB de zero. Esse número já é muito próximo da média praticada pelos países avançados em torno de 3,8% do PIB e mais do que o dobro da participação dos países emergentes, em torno de 1,7% do PIB.

O TCU apontou incoerência do gasto para o combate do coronavírus e a defesa pelo presidente do fim do isolamento. Há uma preocupação do isolamento maior aumentar os gastos?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não acontece somente no Brasil, mas em todo o mundo, a cada semana parada são dezenas de bilhões de reais que não são agregados à economia. É como se houvesse uma perda. Mas não há de forma estratégica dicotomia entre saúde e economia. O mais importante são as vidas e, em segundo, de maneira complementar é o cuidado com a economia. Sobre o TCU, o ministro Paulo terá reuniões com o TCU. Teremos diálogo franco e aberto. O TCU pode nos orientar de forma preventiva, assim como a nossa disponibilidade de dar transparência ao gasto.

Qual o impacto até agora?

Estamos preocupados porque todos os números fiscais terão uma quebra estrutural. É preciso ficar claro. A questão é conter esses desvios em 2020 e buscarmos a nossa agenda de reformas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Jorge Messias 29 de abril de 2026 - 19:49
Marcha Global dos Povos Indígenas (2025) 19 de abril de 2026 - 15:03
O ex-governador Geraldo Alckmin e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Proposta de reforma tributária foi encabeçada por vice de Lula. 31 de março de 2026 - 16:55
30 de março de 2026 - 11:42
Homem vota na urna eletrônica, na cabine eleitoral | Votação eleições 2022 28 de março de 2026 - 16:45
Montagem de fotos de Dario Durigan e Fernando Haddad 11 de março de 2026 - 20:02
lula ações arcabouço fiscal lei 11 de março de 2026 - 18:00
Imagem criada por IA traz um robô votando em uma urna eletrônica 10 de março de 2026 - 19:29
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia