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Ministro comparou país a um pássaro - sendo, para ele, uma asa da economia e outra da saúde; apesar de defender a vacina, Guedes sinalizou para o presidente ao falar em não obrigatoriedade do imunizante

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou o Brasil a um pássaro ao falar sobre o desempenho da atividade. "Para voltar a voar, ele precisa bater as duas asas. Da recuperação econômica e da saúde, com vacinação em massa", disse.
Apesar de destacar a importância da imunização para a retomada econômica, Guedes alinhou-se ao discurso do presidente e defendeu que a vacinação seja voluntária. "O que governo tem que fazer é disponibilizar todas as vacinas, e o brasileiro pode escolher a vacina que quer tomar. E não paga", disse.
Guedes afirmou hoje à jornalistas que, do ponto de vista econômico, é “evidente” que a vacinação é um investimento que tem que ser feito pelo governo. “O auxílio custa R$ 55 bilhões por mês, a vacinação de toda a população, R$ 20 bilhões, menos da metade”, comparou.
Guedes citou a Medida Provisória já editada pelo presidente para destinar R$ 20 bilhões à compra de vacinas para a população. Mas o governo tem sido criticado pela ausência de detalhes em seu Plano Nacional de Imunização e pela demora em acordos com laboratórios para compra de doses de vacina.
Em coletiva de balanço de final de ano, Guedes disse que colocou seu secretário-executivo, Marcelo Guaranys, à disposição do Ministério da Saúde para resolver quaisquer problemas de recursos ou medidas para a saúde. Guedes afirmou que tem ajudado todos os ministros da saúde, “o primeiro, o segundo, o terceiro”.
A Saúde, porém, enfrentou alguns problemas operacionais para usar os recursos, segundo o ministro da Economia. "Se houve uma pressão foi nossa no Ministério da Saúde para empenhar mais recursos", disse.
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Guedes estimou que aproximadamente 70% dos recursos destinados ao combate à covid-19 foram empregados na preservação de vidas e outros 30% em medidas de crédito, ajuda a empresas e preservação de empregos.
O benefício pago a vulneráveis na pandemia começou em R$ 200 propostos pela equipe econômica, depois elevado a R$ 500 pelo Congresso e, por fim, alcançou R$ 600 com chancela de Bolsonaro. Esse valor permaneceu por cinco meses e, depois, foi reduzido a R$ 300.
Guedes ainda mencionou a ajuda financeira a Estados e municípios, que incluiu um repasse de R$ 60 bilhões em recursos, mas resultou num alívio maior por causa da suspensão temporária de dívidas.
O ministro da Economia ressaltou nesta sexta que, mesmo na pandemia, a equipe econômica não abandonou "em nenhum momento" a ideia de que as reformas precisam continuar.
"Exigimos que o aumento transitório de despesas com saúde não se tornasse permanente", afirmou Guedes. "Estamos tentando nos levantar dessa tragédia fiscal, além da de saúde", disse em coletiva de balanço de fim de ano.
Ele voltou a citar a contrapartida ao socorro a Estados e municípios, que congelou aumentos de salários de servidores até o fim do ano que vem, como uma conquista importante. "Poderíamos ser empurrados ao abismo fiscal se houvesse aumento generalizado de salários", afirmou.
*Com Estadão Conteúdo
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