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Ministro classificou como importante a rede de entregas da estatal; ele justificou demora em desestatizações e reiterou que auxílio emergencial acaba no final do ano
O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou em privatizar os Correios antes que ocorra o que ele vê como uma possibilidade de deterioração dos ativos da estatal.
"Amazon, Magazine Luiza, B2W... Todo mundo quer fazer entregas. É um ativo importante essa rede de entregas [dos Correios]", disse o ministro nesta segunda-feira (23) em live promovida pela Empíricus e a Vitreo.
Correios, Porto de Santos, Eletrobras e PPSA - estatal que administra o sistema de partilha de petróleo do pré-sal - estão em uma lista de privatizações para 2021. Guedes anunciou a intenção de vender as empresas depois de, segundo ele, ter recebido o sinal verde de lideranças políticas.
"Eu acho que já estamos atrasados [no processo de venda das estatais]", disse ele. "Mas dependemos de um eixo político".
O ministro admitiu hesitação de alguns ministérios a respeito da necessidade de se privatizar algumas empresas e disse que a culpa é do próprio governo na demora do processo. "Não conseguimos nos entender para acelerar a pauta".
"Privatizações eram importantes para derrubar a relação dívida/PIB. Mas ainda estamos carregando ativos disfuncionais", afirmou o ministro. Ele voltou a culpar um "acordo de centro-esquerda" no Congresso para travar as desestatizações.
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Outra fonte de preocupação do mercado financeiro, o auxílio emergencial deve terminar no final do ano, segundo promessa repetida nesta segunda por Guedes. "A doença cedeu bastante e a economia voltou com muita força", disse.
O ministro falou que há pressão política pela prorrogação da medida, mas que só vai atuar com "evidências empíricas". "Não adianta criar fatos que não existem", afirmou, referindo-se a um novo avanço da covid-19.
Guedes quis diferenciar o auxílio emergencial de um programa de renda mínima, que o governo chegou a anunciar como "Renda Brasil". "É um programa de outra família e não tem nada a ver com a pandemia", disse.
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