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Para vice-presidente, governo foi obrigado a adotar medidas extraordinárias; ele ainda criticou a decisão do STF de barrar a posse de Ramagem e comentou a saída de Moro
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão disse que a "plataforma liberal não está derrotada" e será retomada após a pandemia do novo coronavírus.
"Nosso governo foi eleito na busca de zerar o déficit fiscal em quatro anos e atacar a questão da baixa produtividade. Mas, com a pandemia tudo mudou, o governo está sendo obrigado a reagir fora da plataforma liberal (pregada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes)", disse, em live com o presidente do Instituto Brasil 200, Gabriel Kanner.
Mourão disse que o que falta no País é cada um saber o "tamanho da sua cadeira". A afirmação foi uma resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar a posse do diretor-geral da Polícia Federal Alexandre Ramagem.
Para ele, a decisão do ministro Alexandre de Moraes do STF foi tomada com base na presunção de que ele é próximo da família Bolsonaro. "A Constituição é clara e coloca que os Poderes são independentes e harmônicos."
Ao falar do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, o vice-presidente teceu elogios ao ex-juiz condutor da Lava Jato. Mencionou a "aura" de competência que pairava sobre ele.
"Não resta dúvida de que no imaginário da população, o trabalho do então juiz Moro foi digno". E continuou: "quando juiz, ele não tinha que responder a um comandante supremo. No Ministério, é preciso responder ao presidente da República."
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Mourão argumentou que houve um momento em que essa relação de o ministro ser subordinado ao mandatário não ocorreu, e a saída de Moro se concretizou.
"Sua saída pode ter sido um problema pelo que ele representa para a sociedade brasileira. Mas creio que discussões no seio do governo devem continuar ali", criticou.
Para Mourão, o ex-titular da Justiça não deveria ter levado a público as conversas com o mandatário. "Quando expõe diálogos internos do governo, isso não é bom."
*Com Estadão Conteúdo
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