Stone diz que sua oferta de compra será única “opção real” dos acionistas da Linx
Executivos da Stone se mostram confiantes na aprovação do negócio pelos acionistas da Linx, mesmo com o polêmico tratamento diferenciado dado aos fundadores da companhia
Os acionistas da Linx terão como única "opção real" na mesa a proposta de compra da Stone na data da assembleia que decidir sobre o negócio. Essa é a expectativa dos principais executivos da Stone, que comentaram sobre a operação em um encontro com analistas do Credit Suisse.
Participaram da reunião Andre Street, presidente do conselho da Stone, o CEO Thiago Piau e o diretor de relações com investidores Rafael Martins. Eles se mostraram confiantes na aprovação do negócio pelos acionistas da Linx, mesmo com o polêmico tratamento diferenciado dado aos fundadores da companhia de software para o varejo.
A empresa de software Totvs também formalizou uma oferta pela Linx, mas os executivos da Stone acreditam que a proposta ainda estará pendente de aval no Cade, o órgão de defesa da concorrência, quando a assembleia de acionistas ocorrer.
Relembrando a polêmica, a Stone ofereceu R$ 6,04 bilhões para incorporar a Linx, em um valor equivalente a R$ 33,76 por ação, sendo a maior parte em dinheiro. Esse é o valor que os acionistas minoritários irão receber caso a proposta seja aprovada em assembleia.
Mas a operação envolve também um pagamento adicional para os fundadores e acionistas da Linx, que ocupam três das cinco vagas do conselho de administração da companhia.
Alberto Menache, Nércio Fernandes e Alon Dayan receberão no total de R$ 315 milhões a mais que os minoritários da Linx, em pagamentos justificados por “contratos de não concorrência” e de “proposta de contratação de executivo”.
Leia Também
No encontro com os analistas do Credit Suisse, a Stone justificou o pagamento adicional como uma forma de diminuir o risco da operação. Como os fundadores da Linx possuem experiência no mercado e estariam capitalizados, eles poderiam dar início a um novo negócio que concorreria com o da antiga empresa.
A Totvs acabou entrando na briga para ficar com a Linx com uma proposta um pouco melhor do ponto de vista financeiro que a da Stone, ao avaliar a companhia em R$ 6,1 bilhões. Mais importante, porém, é que na oferta da Totvs o trio Menache, Fernandes e Dayan não recebe nem um centavo a mais que os minoritários.
Para os executivos da Stone, o pagamento adicional aos fundadores da Linx está em linha com outros negócios feitos no mercado e que representa menos de 5% do total da transação.
Outro trunfo da Stone na operação é a multa de R$ 150 milhões que a Linx terá de pagar se a proposta de incorporação não for aprovada pelos acionistas em assembleia. A Totvs informou que tomará medidas para questionar o pagamento da multa “abusiva” caso sua oferta seja aprovada.
Com a incorporação da Linx, a Stone enxerga a perspectiva de oferecer serviços bancários e de pagamentos à base de clientes da Linx, principalmente varejistas de médio e grande porte.
Mas o principal foco da empresa será nos clientes menores. “A ideia é aproveitar a forte distribuição (hubs) da Stone para acelerar a distribuição de software para a atual base de clientes”, escreveram os analistas do Credit Suisse, em relatório.
Shopee testa os limites de até onde pode ir na guerra do e-commerce. Mercado Livre (MELI34) e Amazon vão seguir os passos?
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor
Depois de Venezuela, esse outro país pode virar o novo “El Dorado” da Aura Minerals (AURA33)
A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?
A vez do PicPay: empresa dos irmãos Batista entra com pedido de IPO nos EUA; veja o que está em jogo
Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank
GM, Honda e grandes montadoras relatam queda nas vendas nos EUA no fim do ano; saiba o que esperar para 2026
General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados
Passa vergonha com seu e-mail? Google vai permitir trocar o endereço do Gmail
Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados
Smart Fit (SMFT3) treina pesado e chega a 2 mil unidades; rede planeja expansão para 2026
Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano
Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC
Instituição bancária que captou bilhões com títulos acima da média do mercado agora é alvo de investigações e deixa investidores à espera do ressarcimento pelo FGC
BTG Pactual (BPAC11) amplia presença nos EUA com conclusão da compra do M.Y. Safra Bank e licença bancária para atuar no país
Aquisição permite ao BTG Pactual captar depósitos e conceder crédito diretamente no mercado norte-americano, ampliando sua atuação além de serviços de investimento
Adeus PETZ3: União Pet, antigas Petz e Cobasi, estreia hoje novo ticker na B3
Os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet; eles receberão novos papéis e pagamento em dinheiro
Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos
As vendas da Tesla caíram 9% em 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior
Antiga Cobasi conclui combinação de negócios com a Petz e ganha novo ticker; veja a estreia na B3
A transação foi realizada por meio de reorganização societária que resultou na conversão da Petz em subsidiária integral da União Pet
TCU determina inspeção de documentos do BC sobre a liquidação do Banco Master
A decisão do órgão ocorre em período de recesso da Corte de Contas e após o relator do caso solicitar explicações ao BC
Ao deixar cargo de CEO, Buffet diz que Berkshire tem chances de durar mais um século
“Acho que (a Berkshire) tem mais chances de estar aqui daqui a 100 anos do que qualquer empresa que eu possa imaginar”, disse Buffett em entrevista à CNBC
Azul (AZUL54) ganha aval do Cade para avançar em acordo estratégico em meio à recuperação judicial nos EUA
O órgão aprovou, sem restrições, a entrada de um novo acionista na Azul, liberando a aquisição de participação minoritária pela United Airlines. A operação envolve um aporte de US$ 100 milhões, ocorre no âmbito do Chapter 11 nos Estados Unidos
EMAE desiste de compra de debêntures da Light (LIGT3) e rescinde acordo com BTG Pactual; entenda o motivo
O acordo havia sido firmado em setembro de 2025, mas ainda dependia da aprovação prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
Prio (PRIO3) anuncia aumento de capital no valor de R$ 95 milhões após exercício de opções de compra de ações
Diluição dos acionistas deve ser pequena; confira os detalhes da emissão das novas ações PRIO3
Marisa (AMAR3) ganha disputa na CVM e mantém balanços válidos
Colegiado da CVM acolheu recurso da varejista, derrubou entendimento da área técnica e afastou a exigência de reapresentação de balanços de 2022 a 2024 e de informações trimestrais até 2025
Dasa (DASA3) quer começar o ano mais saudável e vende hospital por R$ 1,2 bilhão
A companhia anunciou a venda do Hospital São Domingos para a Mederi Participações Ltda, por cerca da metade do que pagou há alguns anos
Por R$ 7, Natura (NATU3) conclui a venda da Avon Internacional e encerra capítulo turbulento em sua história
A companhia informou que concluiu a venda da Avon Internacional para o fundo Regent LP. O valor pago pela operação da marca foi simbólico: uma libra, cerca de R$ 7
Cyrela (CYRE3) aprova aumento de capital de R$ 2,5 bilhões e criação de ações preferenciais para bonificar acionistas
Assembleia de acionistas aprovou bonificação em ações por meio da emissão de papéis PN resgatáveis e conversíveis em ações ordinárias, com data-base de 30 de dezembro
