O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para Thiago Alvarez, iniciativa que permitirá acesso de instituições financeiras a todos os dados financeiros dos clientes será benéfica para os negócios do app, que ajuda usuário a gerir receitas e despesas reunindo suas informações bancárias em um só lugar
Quando o Guiabolso nasceu, em 2012, o termo fintech ainda não fazia parte do vocabulário dos minimamente letrados em finanças - caso dos repórteres da área, como eu.
O aplicativo surgiu com a proposta de reunir os dados financeiros de todas as contas e cartões de crédito dos seus usuários de modo a ajudá-los a gerir suas finanças, mantendo o controle de receitas e despesas, fosse em dinheiro, no débito ou no crédito.
Chamava a atenção o fato de que o Guiabolso acessava diretamente as informações das contas bancárias dos usuários, o que logo despertou questionamentos sobre a segurança do serviço. Ainda mais se tratando de uma startup pequena.
“A gente sempre teve muita segurança dos dados. Nossa insegurança estava no mercado”, me disse o CEO do Guiabolso, Thiago Alvarez.
Em 2015, o Bradesco chegou a entrar com um processo contra a empresa, do qual abriu mão recentemente. O bancão ainda assinou um termo do Cade, órgão fiscalizador da concorrência, se comprometendo a facilitar o acesso do Guiabolso aos dados dos seus clientes que fossem usuários do app.
Com a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em 2018, sua entrada em vigor em 2020, e com o entendimento de que dados bancários não pertencem ao banco, mas ao usuário - que pode cedê-los a outras empresas para obter serviços do seu interesse - toda essa polêmica em torno do serviço principal do Guiabolso parece, hoje, meio fora de lugar.
Leia Também
“À medida que foi surgindo todo um arcabouço regulatório e legal, o processo do Bradesco até deixou de fazer sentido”, explica Alvarez, completando que o caso foi uma exceção, e que o Guiabolso sempre teve boa relação com os bancos.
Com o passar do tempo, não só surgiram outras fintechs, como hoje temos um Banco Central que estimula a concorrência no setor financeiro, por muito tempo considerado impenetrável, tamanho era o domínio da meia dúzia de bancões que atuavam no Brasil.
De 2012 para cá, multiplicaram-se os bancos digitais e plataformas de investimento independentes, e hoje, com o PIX, já conseguimos fazer transferências financeiras gratuitas entre quaisquer instituições financeiras.
Agora, o BC prepara a implantação do open banking, que permitirá acesso de todas as instituições financeiras aos dados bancários dos seus clientes.
Mas será que, com isso, quem perde a razão de ser não é o Guiabolso? Thiago Alvarez me garante que não. “Eu sempre fui um grande defensor do open banking, 2021 é um sonho para mim”, diz o CEO do Guiabolso, referindo-se ao ano de início da implementação do sistema.
O motivo é que, para prestar o seu serviço de organizador financeiro, o Guiabolso foi obrigado a desenvolver todo um “encanamento” de ligação com as instituições financeiras que, na prática, foi um precursor do open banking.
Hoje, a fintech dispõe de uma grande massa de dados, organizados e interpretados, que lhe permitem ter uma boa noção da vida financeira dos seus usuários, inclusive com análise e score de crédito.
Tais ativos, que eram usados apenas internamente pelo Guiabolso, foram recentemente transformados em produto, que é oferecido a outras empresas desde janeiro deste ano. O serviço já tem pelo menos dez empresas clientes.
A divisão B2B da fintech - chamada Guiabolso Connect - permite às instituições financeiras melhorar sua avaliação de risco dos clientes para oferecer produtos como crédito, seguros e investimentos, a partir de informações como capacidade financeira, perfil de consumo e comportamento, monitoramento e histórico de conta, bem como score de crédito.
“Desde que a gente criou toda essa tecnologia, havia demanda por parte das instituições financeiras. Com o open banking sendo implementado, as empresas terão de criar boa parte dessa tecnologia. O ‘encanamento’ será do open banking, mas todo o resto, para entender e interpretar os dados, e até conectar com centenas de outras instituições financeiras, terá que ser criado. E nós já temos isso tudo”, me explicou Alvarez.
Segundo ele, criar toda a tecnologia e análise de dados do zero seria “ineficiente”, fora que leva alguns anos para a empresa ter massa crítica de dados e histórico para fazer um bom modelo de análise de crédito. “E nós já temos isso, estamos no mercado há seis anos”, diz (o Guiabolso passou a ser oferecido ao público em 2014).
Em contrapartida, a área de B2B do Guiabolso é capaz de implementar essa infraestrutura na empresa cliente em uma semana e com apenas um desenvolvedor, conta o CEO. A empresa cliente paga por usuário que compartilha a informação financeira.
Thiago Alvarez explica que, com o open banking, esse “encanamento” todo entre as instituições financeiras passa a ser padronizado, mas mesmo assim elas teriam que desenvolver essas conexões, trabalhar as informações, criar modelos e monitorar tudo.
“A gente sabe da dificuldade de trabalhar com todas essas informações. É um trabalho gigante para fazer isso em escala. Eu não consigo imaginar todas as instituições financeiras replicando essa estrutura, quando eu tenho um cara que faz isso e entrega o serviço pronto em uma semana. É mais barato e melhor”, diz.
Segundo ele, o objetivo para a área B2B da empresa é transformá-la na “solução que o mercado adota para ser receptor de dados de open banking”.
Mas a área B2B do Guiabolso não seria a única beneficiada com o open banking. O próprio trabalho interno da fintech também seria facilitado, dando acesso a mais dados de mais instituições financeiras, e liberando parte da equipe, que hoje trabalha na manutenção do ‘encanamento’ desenvolvido pela empresa, para trabalhar em outras funções, com mais valor.
Embora o B2B tenha se tornado uma área importante de monetização para o Guiabolso, a fintech continua apostando no B2C, o serviço de organização e gestão financeira voltado para o consumidor final.
Essa área conta também com um marketplace de produtos financeiros, que rende ao Guiabolso uma comissão pelos produtos adquiridos, como crédito pessoal, cartão de crédito, investimentos e seguros, de outras instituições financeiras.
Mais recentemente, o Guiabolso passou também a oferecer transferências instantâneas entre as contas do cliente cadastradas na plataforma, transferências instantâneas para empresas, além de pagamento de boletos.
Em breve, o app oferecerá também PIX e a funcionalidade “juntar para pagar”, que somará o saldo das várias contas do usuário para fazer uma única transferência ou pagamento.
O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado
Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação
Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros
Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes
Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen
O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões
A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões
Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo
Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas
Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira
O caso envolve um investimento que integra o plano de capitalização da companhia aérea após sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11)
Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre
Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade
O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%
Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros
Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário
A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025
Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour
Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso
Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço