Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

entrevista

‘Quem tem de se preocupar são os bancos’, diz CEO da XP

São as grandes instituições financeiras – e não as plataformas – que Guilherme Benchimol vê como a ponta frágil no ambiente de forte concorrência de hoje

Estadão Conteúdo
13 de dezembro de 2020
19:03
Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos
Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentios - Imagem: Werter Santana/Estadão Conteúdo

Há exatamente um ano, a XP Inc. estreou na Bolsa norte-americana Nasdaq. De lá para cá, a plataforma de investimentos viu seu valor de mercado crescer 38%: hoje, está avaliada em US$ 20,5 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Guilherme Benchimol, sócio e fundador da XP, diz que, com 90% da poupança dos brasileiros concentrada nos grandes bancos, o cenário é de mais crescimento pela frente.

São exatamente as grandes instituições financeiras - e não as plataformas - que o fundador da XP vê como a ponta frágil no ambiente de forte concorrência de hoje. Assim, se disse pouco preocupado com a saída do Itaú Unibanco da sociedade, anunciada recentemente. “Não é o rabo que abana o cachorro, não é um acionista entrar ou sair que vai fazer a XP ser melhor ou pior”, diz.

Um ano após a oferta de ações (IPO, na sigla em inglês), o que mudou para a XP?

Se eu soubesse que abrir capital era tão bom, teria aberto antes. Não só pela parte do capital, que é uma commodity e se levanta de diversas maneiras, mas sobretudo pela governança e a qualidade de ajuda que consegue ter. Muitos esquecem qual é a essência de uma abertura de capital: ter novos sócios. Investidores alinhados com a empresa, que são grandes no mundo e, no nosso caso, já viram transformações similares a que queremos fazer no Brasil, ajudam a encontrar os atalhos, a buscar as melhores práticas e a se conectar com as pessoas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A saída do Itaú Unibanco da XP foi uma surpresa?

Leia Também

Não tenho nenhuma preocupação com relação a isso. A minha preocupação única e exclusiva é a XP. Fazer com que o negócio fique melhor, os funcionários se sintam realizados, os clientes satisfeitos - nossos acionistas são consequência disso. Não posso opinar sobre a decisão de qualquer acionista. Quem tem de decidir continuar como nosso sócio ou não são eles. Posso garantir que farei com que a companhia siga crescendo e seja melhor. A oportunidade no Brasil é muito grande. O Brasil ainda tem tarifas abusivas para clientes que investem da forma tradicional. É muito fácil falar que você é focado no cliente, mas quem é voltado ao cliente não cobra taxa de administração de um fundo DI de 1% ou fundo de administração de uma única ação de 3%. Dá para fazer uma transformação muito grande nos próximos anos - e é isso que vamos continuar buscando. A XP tem mais cientistas de dados do que banqueiros. Isso é um pouco da cultura que vemos para os próximos anos: uma empresa mais tecnológica e capaz de oferecer experiência para clientes e parceiros de forma inteligente.

Mas o movimento do Itaú Unibanco causou surpresa?

Só fico surpreso se a empresa não vai bem. Qualquer outra coisa que não diz respeito à empresa não me surpreende. Não é o rabo que abana o cachorro. Não é um acionista entrar ou sair que vai fazer a empresa ficar melhor ou pior. Tem temas que não me afetam e não me interessam. O que me preocupa é se nossos números estão crescendo, as receitas evoluindo e se os clientes estão satisfeitos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O sr. espera maior concorrência do Itaú, agora que eles não são mais sócios diretos?

O mercado financeiro como um todo vai ficar muito concorrido nos próximos anos, basta ver o que aconteceu com economias mais evoluídas, ainda mais com juro menor. Não me lembro de nenhum momento em que a concorrência fosse menor contra a gente, seja com o Itaú ou qualquer outro banco. Nossa vida há 20 anos é competir com os grandes bancos, sem nenhum tipo de moleza. Cada um tem de se preocupar com sua empresa e fazer o seu melhor. Quem ganha com isso são os clientes.

Qual deve ser o resultado dos movimentos dos grandes bancos buscando reter os clientes de maneira mais ativa para as plataformas?

Em 2019, os maiores bancos brasileiros fizeram R$ 500 bilhões em receitas. Fizemos 1% desse resultado. Então, temos um oceano azul muito grande pela frente. Qualquer pessoa que ache que a XP fez uma transformação muito grande não tem a dimensão dos números que ainda estão dentro dos grandes bancos, seja investimento, previdência, seguro, cartão de crédito e conta corrente. Então, quem deveria estar preocupado são os bancos. Obviamente, vão surgir outras empresas como a XP, que vão tentar convencer os clientes a ter experiências melhores e mais baratas. Diria que a competição vai aumentar muito para eles, já que 90% da poupança está dentro deles. A competição não é com os novos entrantes, mas com quem tem o dinheiro de verdade. Só na caderneta de poupança, há duas XPs nos grandes bancos. Vejo com clareza que vai ter uma fuga maior dos investidores dos grandes bancos em busca de experiências exclusivas, preços mais competitivos e qualidade de serviços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os investimentos que os grandes bancos têm feito em tecnologia, marketing e com os clientes na área de investimento não podem reduzir a vantagem competitiva das plataformas?

No que depender de mim, não. Óbvio que ninguém quer perder o cliente, mas quem se dedicar e conseguir encantar o cliente vai vencer essa guerra lá na frente.
A XP tem escritórios de agentes autônomos ligados à sua plataforma que têm volume de ativos sob gestão que superam o de algumas corretoras.

Como a empresa pretende lidar com esses grandes escritórios, se houver mudança na regulação que permita a entrada de um sócio investidor, implicando concorrência para a XP?

Não acho que seja concorrência contra nós. São serviços complementares - e quero que os agentes autônomos fiquem mais fortes. Os serviços de assessoria financeira precisam de uma empresa como a XP por trás. Se a evolução da regra for nesse caminho, é super positivo e a mudança na exclusividade não altera nada. Hoje em dia, não existe exclusividade para a distribuição de fundos de investimento e títulos bancários, só para renda variável e valores mobiliários. Mas é mais prático ter uma experiência única em uma corretora e para o escritório ter uma experiência consolidada com seus clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou um estudo recentemente no qual diz que pode ter errado ao permitir a exclusividade, porque teria provocado concentração de mercado. Qual sua opinião?

Quem falou isso foi a CVM. Não sei. Até três anos atrás, ninguém queria trabalhar com agentes autônomos. Por décadas fiquei brigando com todo mundo para dizer que a profissão era séria. Só depois que fizemos o acordo com o Itaú, todo mundo entendeu que tinha valor. Havia investidores institucionais que não operavam na nossa mesa porque achavam que os agentes autônomos eram muito perigosos. Os agentes autônomos só chegaram até aqui pela nossa insistência e obstinação em investir na profissão e fortalecê-la.

Para Benchimol, a XP é uma empresa de tecnologia

No último balanço, a XP enfatizou a ideia de ser reconhecida como uma empresa de tecnologia. Guilherme Benchimol, sócio e fundador da companhia, gosta de destacar que metade dos 3,6 mil funcionários da empresa são de tecnologia. “Em 2020, contratamos 600 pessoas de tecnologia. Temos mais cientistas de dados do que assessores internos”, afirma Benchimol.

De acordo com ele, ser tecnológico não é uma opção, é uma necessidade. “Temos duas marcas que são totalmente tecnológicas, a Clear e a Rico. São milhões de transações por dia, de inteligência artificial, que permitem aos clientes ao acessar a Rico um atendimento diferenciado e em escala, até entender seu perfil para saber a hora de mandar uma mensagem correta”, afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não queremos parecer tecnológico, mas ser tecnológico.” A pandemia acelerou ainda mais esse processo porque, com as pessoas em casa, a busca por conteúdo financeiro aumentou.

Banco

Sobre os próximos passos da empresa, Benchimol acredita que o banco da XP rodando de forma completa vai fazer muita diferença. Na sua avaliação, convencer os 2,7 milhões de clientes da companhia a investir tudo dentro da XP só seria possível se a empresa oferecesse uma experiência completa.

“O banco é a maneira de verticalizar a experiência, da oferta do cartão de crédito que já começou até a conta corrente sem tarifas. Também já nos comprometemos ao menor juro do Brasil com crédito colateralizado.”

A expectativa da empresa é ter até junho do próximo ano um banco capaz de competir em condição de igualdade com as grandes instituições financeiras, em termos de serviços bancários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Benchimol, no entanto, faz questão de dizer que ter um banco na estrutura não significa que a XP vá se comportar como um banco tradicional. “Não estamos virando um banco. O banco é um produto para um cliente que investe com a gente. Hoje, não posso oferecer certos serviços fundamentais, por questões regulatórias. Com um banco na estrutura, o cliente vai ter uma experiência melhor na XP e manusear seus recursos aqui dentro.”

Para os próximos anos, Benchimol afirma que nunca esteve tão otimista com o Brasil. "A força e a transformação que um juro baixo faz num país como o Brasil é inacreditável. Desperta o senso de empreendedorismo e faz com que novas oportunidades surjam."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

TECNOLOGIA NA BOLSA

Nem o medo da IA segurou: Totvs (TOTS3) sobe na bolsa após balanço forte; veja o que dizem os analistas

7 de maio de 2026 - 14:33

Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx

NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) puxa ferro no 1T26: lucro salta 47%, e ações sobem forte na bolsa — veja se ainda dá tempo de entrar

7 de maio de 2026 - 12:14

Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil

COM ENERGIA RENOVADA

Axia (AXIA3) prepara sucessão do CEO Ivan Monteiro; e agora, quais serão os desafios do novo líder da elétrica?

7 de maio de 2026 - 12:03

O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras

REAÇÃO AO RESULTADO

Nem o lucro acima do esperado salva o Bradesco (BBDC4) na bolsa hoje, e ação cai forte na B3. Mercado ainda não comprou a virada?  

7 de maio de 2026 - 11:30

Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas

1T26 À PROVA

“Isso não é piora de risco”, diz CEO do Bradesco (BBDC4) após salto nas provisões do 1T26; desafio agora é convencer o mercado

7 de maio de 2026 - 10:55

Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) segue movendo céus e terra para crescer: no 1T26, vendas devem subir forte, enquanto lucro não acompanha

7 de maio de 2026 - 10:33

Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26

ENTREVISTA EXCLUSIVA

‘30% de ROE é atingível’: CFO do Inter afirma estar ‘mais convencido do que nunca’ no plano 60-30-30 — mas relógio da rentabilidade segue correndo

7 de maio de 2026 - 8:07

Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027

QUAL O FOCO AGORA

“2026 ainda é um ano muito incerto”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado no 1T26, e como empresa trará retorno ao acionista

6 de maio de 2026 - 20:47

“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro

SD ENTREVISTA

Nem o “trimestre mais fraco” segurou a Mater Dei (MATD3): lucro salta quase 80% no 1T26 e CEO aposta em virada das ações

6 de maio de 2026 - 20:07

Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:10

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

BALANÇO

Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:03

Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa

RESULTADO

Bradesco (BBDC4): lucro de R$ 6,8 bilhões no 1T26 mostra que a recuperação está de pé — dá para acelerar?

6 de maio de 2026 - 18:03

Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço

DE VOLTA À VITRINE

O pior ficou para trás? Lucro da C&A (CEAB3) dispara mais de 200% no 1T26, e ação lidera altas do Ibovespa

6 de maio de 2026 - 14:07

Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação

PRÉVIA DOS RESULTADOS

O duelo dos bancos digitais ficou mais difícil: Inter e Nubank encaram novo teste em 2026; veja o que esperar dos balanços do 1T26

6 de maio de 2026 - 13:12

Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?

REAÇÃO AO BALANÇO

O ‘efeito Itaú’: o que fez um bom balanço virar gatilho de queda para as ações ITUB4 no 1T26

6 de maio de 2026 - 12:07

Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado

A FÓRMULA DO ITAÚ

Itaú (ITUB4) dribla inadimplência outra vez — e CEO revela o ‘segredo’ para crescer sem perder a mão no crédito em 2026

6 de maio de 2026 - 11:08

Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

GPA (PCAR3) pode respirar aliviado: varejista aprova renegociação de dívidas, mas há um risco para os acionistas no futuro

6 de maio de 2026 - 9:46

Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro

TERMÔMETRO DO RESULTADO

Bradesco (BBDC4) vira o jogo? Banco entra no 1T26 como a aposta da vez — e analistas revelam se vale a pena comprar as ações

6 de maio de 2026 - 7:22

Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia