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Controlada da americana Digital Colony apresentou uma proposta acima do preço mínimo estabelecido, de R$ 15 bilhões, deixando para trás Tim, Vivo e Claro
A Oi informou nesta quarta-feira (22) que fechou um acordo de exclusividade com a Highline do Brasil para a venda da rede móvel da companhia. Segundo a tele, a empresa apresentou uma proposta acima do preço mínimo estabelecido.
O anúncio deixa para trás os planos de Tim, Vivo e Claro. As três haviam apresentado uma proposta conjunta pela operação móvel da Oi, avaliada em no mínimo R$ 15 bilhões pela própria empresa. O projeto era fatiar as operações e evitar o aumento da concentração de mercado.
A mineira Algar Telecom também teria feito uma proposta, segundo o jornal Valor Econômico. De acordo com fato relevante, o acordo com a Highline tem validade até 3 de agosto, com possibilidade de prorrogação.
A Highline do Brasil fez ainda uma oferta pela unidade produtiva isolada (UPI) Torres da Oi no valor de R$ 1,076 bilhão, já revelada anteriormente. O ativo reúne atividades de sites de telecomunicação outdoor e indoor de transmissão de radiofrequência da companhia e suas subsidiárias.
Controlada da gestora americana Digital Colony, a Highline é uma desenvolvedora independente de soluções de infraestrutura para a indústria de telecomunicações. A companhia atua em prédios comerciais, shoppings, hospitais e hotéis.
Desde a segunda-feira (20), o mercado repercutia a proposta de Tim, Vivo e Claro pela rede móvel, premiando a ação das teles - em especial os papéis da Oi, que subiram 10% até ontem.
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A venda do ativo é considerada essencial para a tele, em recuperação judicial desde 2016. Após a negociação, a Oi deve focar esforços no segmento de fibra ótica e infraestrutura.
A empresa tem mais de 350 mil quilômetros de cabos de fibra no país, além de cerca de 43 mil quilômetros de dutos para cabos de telecomunicação.
Em 2020, a Oi já vendeu a participação que detinha na angolana Unitel por US$ 1 bilhão. A tele brasileira teve prejuízo de R$ 6,2 bilhões no primeiro trimestre deste ano, com a alta do dólar impactando as dívidas da empresa.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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